Kim Kardashian

Stop Hate For Profit. Celebridades juntas no boicote ao Facebook

Aconteceu esta quarta (17) uma campanha de boicote ao Facebook, intitulada Stop Hate For Profit. A iniciativa tem como objetivo acabar com a disseminação de ódio, propaganda e desinformação nas redes sociais. A campanha foi criada por um conjunto de organizações ativistas, mas contou também com o apoio de várias celebridades.

Lançada em junho, a Stop Hate For Profit exigia que o Facebook, Instagram e Whatsapp, implementassem medidas mais restritivas contra conteúdos de ódio e desinformação nas plataformas. Na origem da campanha estão as organizações Anti-Defamation League, Color of Change, Free Press e a National Hispanic Media Coalition.

Assim, depois de muita divulgação, várias figuras públicas decidiram juntar-se ao protesto e “congelaram” as suas contas nas redes sociais por 24 horas. Entre elas destacam-se Kim Kardashian, Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Orlando Bloom, Katy Perry, Kerry Washington e Sacha Baron Cohen. Além de celebridades, milhares de empresas como a Adidas e a Colgate juntaram-se à campanha.

“Adoro o facto de estar ligada diretamente a cada um de vocês através do Instagram e do Facebook, mas não posso ficar sentada e em silêncio enquanto estas plataformas continuam a permitir a propagação de ódio, propaganda e desinformação. A desinformação partilhada nas redes sociais tem um impacto real nas nossas eleições e mina a nossa democracia”, comentou Kim.

Na lista de celebridades que aderiram ao boicote encontra-se ainda Ashton Kutcher, que se dirigiu ao Twitter para criticar que as redes sociais não foram construídas para espalhar o ódio e a violência”. Na sua conta do Instagram, Katy Perry também escreveu que não podia ficar parada “enquanto essas plataformas fecham os olhos a grupos e posts que espalham desinformação de ódio”.

Já em 2019, quando Sacha Baron Cohen recebeu um prémio numa conferência organizada pela Anti-Difamation League, disse que se o Hitler tivesse publicado anúncios “sobre o problema judaico” que o Facebook o teria deixado, já que a rede social transmite “toda a publicidade política que uma pessoa quiser, mesmo que contenha mentiras”.

Desinformação continua a preocupar em ano de Presidenciais

Com as eleições americanas a caminho, os organizadores da campanha justificaram que a importância do boicote é ainda maior, devido à desinformação nas redes sociais, ao fornecimento ilegal de dados pessoais para campanhas eleitorais e às falsidades proferidas por personalidades da política. Foi ainda dado o exemplo da falha da empresa quando não eliminou uma página que encorajava cidadãos armados a sair às ruas de Kenosha, no seguimento dos disparos sobre Jacob Blake.

“Durante anos, as nossas organizações, tal como outros especialistas, alertaram o Facebook para a existência de grupos ou pessoas perigosas e potencialmente violentas a usar a rede social. Mas nunca nos ouviram. Em resposta à postura contínua de minar a democracia e semear a divisão, vamos apelar a que as pessoas congelem o Instagram por um dia e a que partilhem mensagens coordenadas ao longo de toda a semana”, declarou a coligação das organizações.

A propósito das eleições dos EUA deste ano, Mark Zuckerberg assegurou, numa publicação feita em junho, que o “Facebook vai tomar as medidas necessárias para que todos se sintam seguros e informados.”

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