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Facebook apaga 12 milhões de conteúdos por incentivo ao ódio

O Facebook excluiu 12 milhões de conteúdos por incentivo ao ódio em grupos da rede social no ano passado. O número foi apresentado num comunicado da empresa criada e dirigida por Mark Zuckerberg e divulgado pela Lusa.

87% dos posts e comentários removidos por violarem os padrões relativos ao discurso de incentivo ao ódio foram eliminados de forma proativa pela rede social. Já 1,5 milhões de conteúdos ficaram excluídos por violarem as políticas sobre “pessoas e organizações perigosas”, 91% dos quais o Facebook encontrou proativamente.

As pessoas usam os grupos do Facebook com outras pessoas que partilham os mesmos interesses, mas mesmo que decidam fazer um grupo privado têm de utilizar as mesmas regras. Isto significa que se alguém não denunciar um problema, a inteligência artificial pode detetar conteúdos potencialmente violentos e removê-los”, esclarece a empresa.

Caso haja um desrespeito constante das regras ou se houve o intuito de, com a sua criação, violar os padrões da comunidade, o Facebook pode mesmo bloquear um grupo inteiro. “Em 2019, o Facebook encerrou mais de um milhão de grupos por violarem essas políticas”, revela a rede social.

Administradores e membros podem sofrer sanções

As sanções aplicam-se a membros e a administradores prevaricadores de um grupo. “Para os membros que têm alguma violação dos padrões da comunidade num grupo, as suas publicações nesse grupo precisam agora de uma aprovação nos 30 dias seguintes. Isto impede a sua publicação de ser vista pelos outros membros do grupo até que o administrador ou moderador a aprove”, referiu o comunicado. Quanto aos “administradores e moderadores de grupos que foram eliminados devido a violações dos padrões, não podem criar nenhum grupo por determinado período de tempo”, esclarece o Facebook.

A tecnológica vai remover grupos sem administrador há algum tempo nas próximas semanas. Por exemplo, um administrador pode recomendar a membros do grupo para se tornarem administradores. Caso seja o único e decida desistir das funções sem nenhum substituto para o lugar, a rede social sugere elementos para o ocupar. Se ninguém ficar como administrador, o grupo é arquivado.

Em relação aos grupos sobre saúde em específico, a rede social deixou de os recomendar aos utilizadores. O objetivo é dar prioridade a informação oficial das entidades de saúde públicas.

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