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Reprodução/DR

Colin Firth. Os 60 anos do ativista e veterano do cinema

Colin Andrew Firth nasceu em Inglaterra há 60 anos, e é considerado um veterano do cinema, televisão e teatro. Com uma bagagem profissional impressionante que se estende por mais de duas décadas e vai desde comédia ao drama, celebramos o aniversário do ator com uma retrospetiva aos maiores sucessos da sua carreira.

Com uma coletânea de prémios que inclui um Óscar, um Globo de Ouro, dois BAFTA Awards e três Screen Actors Guild Awards, o papel mais notável de Colin Firth foi a sua interpretação do Rei George VI em The King’s Speech (2010), que lhe valeu o Óscar de Melhor Ator em 2011.

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Colin Firth como Rei George VI em ‘The King’s Speech’ | Fotografia: IMDB

Antes da fama

Filho de professores, Colin Firth nasceu na vila de Grayshott, em Hampshire, e passou a infância a viajar devido à profissão dos pais. Aos 14 anos, já tinha decidido que ser ator profissional fazia parte do seu futuro, tendo participado em oficinas de teatro desde os 10 anos.

A vida académica nunca o fascinou, sendo que chegou a admitir que não gostava de ir à escola: “achava chato e medíocre e nada do que me ensinaram parecia ter qualquer interesse”. No entanto, foi na Universidade Barton Peveril que se apaixonou pela literatura inglesa.

Quando se mudou para Londres, entrou no National Youth Theatre, onde conseguiu estabelecer vários contactos no mundo da representação e garantiu um emprego no departamento de guarda-roupa do National Theatre e, posteriormente, entrou na escola de artes Drama Centre.

Uma rápida ascensão ao sucesso

Foi com o altivo e arrogante aristocrata Fitzwilliam Darcy, na adaptação para a televisão do livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen, que Colin passou a estar sob a mira do público. Apesar da relutância inicial em aceitar por não estar familiarizado com a escrita da autora, a série foi um sucesso internacional que levou o ator ao estrelato.

Com plena noção do impacto que o galã Mr. Darcy teve no público, Colin expressou o desejo de não ser exclusivamente associado a Orgulho e Preconceito e ficou relutante em aceitar papéis semelhantes com medo de ser estereotipado.

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Colin Firth como Mr. Darcy em Orgulho e Preconceito | Fotografia: Divulgação

Essa linha de pensamento resultou e levou-o a integrar o elenco de filmes como The English Patient (1996), Shakespeare In Love (1998), The Bridget Jones’ Diary (2001) ou Love Actually (2003). Quarenta filmes depois, em 2009, o papel em A Single Man aumentou ainda mais a sua visibilidade e valeu-lhe a primeira nomeação para um Óscar.

A partir desse momento, os sucessos foram-se somando. Em 2011 recebeu a sua estrela na Hollywood Walk of Fame e foi eleito pela revista Times como uma das celebridades mais influentes do ano.

Membro da organização não governamental Survival International, que defende os direitos dos povos indígenas, foi durante a divulgação do filme Love Actually, em 2003, que o ator defendeu as tribos do Botswana, criticando o governo do país por despejar o povo das Reserva de Caça do Kalahari Central.

Como membro do Refugee Council, chegou a participar em várias campanhas contra a deportação de vários refugiados e veio a público admitir que “é um dever cívico ajudar quem mais precisa. É incrivelmente doloroso ver como desprezamos quem mais precisa”. Para além deste tema, o ator e a ex-mulher Livia Giuggioli fazem parte do projeto 10:10, um movimento que incentiva a implementação de medidas que reduzam a pegada ecológica.

Menções honrosas

Colin Firth entra no elenco de estrelas que o diretor Richard Curtis escolheu para Love Actually, onde faz par romântico com a portuguesa Lúcia Moniz. Este é outro sucesso de bilheteiras que se tornou num dos romances natalícios preferidos do público e inclui nomes como Emma Thompson, Hugh Grant, Keira Knightley ou Liam Neeson.

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Colin Firth e Lúcia Moniz em ‘Love Actually’ | Fotografia: IMDB

Ao lado de Scarlett Johansson, em Girl with a Pearl Earring (2003), interpretou o pintor Johannes Vermeer e entrou no mundo da fantasia com Nanny McPhee (2005).

Com o musical Mamma Mia! (2008) e, dez anos mais tarde, Mamma Mia: Here We Go Again inspirado nas músicas da banda sueca ABBA, Colin experienciou um ritmo de gravações mais acelerado, que descreveu como “stressante e emocionante”.

Aquele que é um dos três pais de Sophie (Amanda Seyfried), protagonizou a música “Our Last Summer”, considerada uma das menos exigentes do filme. O filme britânico de 2008 tornou-se num dos maiores sucessos mundiais de bilheteira, arrecadando 550 milhões de euros.

Dentro e fora do ecrã, estes 60 anos de Colin Firth estão marcados pelo talento e versatilidade. Um ator de excelência e um ser humano sempre pronto a defender aquilo em que acredita.

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