Cinema
Foto: Pixabay

Salas de cinema em Portugal mantêm-se com pouco público em agosto

Os portugueses continuaram em agosto a ir menos aos cinemas. O mês está em linha com o ano negro que a indústria cinematográfica está a ter. O balanço foi divulgado pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

As salas de cinema em Portugal perderam 85,5% do público em agosto face ao período homólogo de 2019. De 1,9 milhões para 276 mil espetadores, uma descida abrupta que teve repercussão nas receitas das bilheteiras. O valor obtido foi de um milhão e meio de euros, menos 85% do que em agosto do ano passado.

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Já o filme mais visto no mês passado foi Bem-Vindos a África, de James Huth, que contou com 50 mil e 450 espectadores. O primeiro blockbuster a estrear pós confinamento Tenet, de Christopher Nolan, teve 43 mil e 573. A película apenas estreou no final de agosto. Scooby! fecha o pódio com 35.725 espectadores.  Abaixo da fasquia das 20 mil pessoas, Bora Lá com 14.435 espectadores, O Segredo: Atreve-te a sonhar, de Andy Tennant, com 12.917 completam o top 5 das películas mais vistas em Portugal.

No agregado do ano, a receita total caiu 71,7% face aos primeiros oito meses de 2019, para 15,723 milhões de euros. O número total de espectadores de 2020, até ao final de agosto, é de 2,9 milhões. O decréscimo de pessoas nas salas de cinema atingiu 72,1% face ao ano anterior.

A Covid-19 teve um impacto enorme na indústria cinematográfica. As produções de cinema foram suspensas, o que gerou consequências negativas sobre todo o setor. Desde o encerramento de salas e ao adiamento de festivais são exemplos de como foi afetada a sétima arte. A utilização das plataformas de streaming foi uma das estratégias utilizadas para a exibição cinematográfica.

O caso de Mulan, da Disney é exemplo paradigmático. Depois de vários adiamentos, teve estreia global, na passada quinta-feira, na plataforma de streaming Disney+, que chega ao país a 15 de setembro. Em Portugal, o filme ficará disponível na mesma plataforma, em dezembro.

As salas portuguesas de cinema, reabriram dia 1 de junho, quase três meses depois do encerramento decretado pelo governo.  Apenas 12 mil 400 espectadores corresponderam à chamada, o que representou 1% da assistência registada em junho de 2019. Os exibidores contavam com os lançamentos de novos filmes de Hollywood para atraírem os públicos de volta às salas. No entanto, os blockbusters têm sido adiados, a maioria para o próximo ano.

Os números contrastam muito com os do ano passado. Segundo os dados divulgados pelo ICA, mais de 15 milhões e meio de espectadores rumaram às salas dos cinemas em Portugal com 83 milhões de receitas obtidas. O maior distribuidor de cinema do país, Cinemas NOS, referiu em comunicado que 2019 foi “o melhor ano de sempre (desde que há histórico) em Portugal com um recorde de receita”.

Segundo a Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas, as empresas de exibição de cinema empregam cerca de 2000 trabalhadores.

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