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A Metamorfose dos Pássaros | Fonte: IndieLisboa

IndieLisboa 2020: A Febre e O Fim do Mundo são os grandes vencedores

A 17.ª edição do IndieLisboa chegou ao fim neste sábado (5), numa cerimónia de encerramento que contou com a exibição de Um Animal Amarelo, de Filipe Bragança. Neste ano tão atípico, é uma vitória que a cultura seja celebrada através de festivais de cinema com todas as restrições de segurança, indispensáveis para os dias que correm. Os vencedores desta edição, excetuando os do Prémio do Público, já foram dados a conhecer pela organização do festival.

Entre os grandes vencedores da Competição Nacional estão O Fim do Mundo, do realizador Basil da Cunha, que foi galardoado com o Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa. Louise Rinaldi, Michael Wahrmann e Núria Cubas, júri da Competição Nacional, caracterizam a longa como sendo “um filme sobre amor e amizade que também levanta uma legenda, mas o dedo de acusação clara e direta a um sistema injusto”.  

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O fim do mundo, de Basil da Cunha | Fonte: IndieLisboa

A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos, filme cujas duas sessões esteve esgotada foi contemplado com o Prémio de Melhor Realização para uma Longa Metragem Portuguesa. Mein Liebe, o filme em homenagem a um tomateiro, de Clara Jost, foi atribuído o Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem PortuguesaCorte, de Bernardo e Afonso Rapazote foi elogiado pela “irreverência cinematográfica“, tendo levado o Prémio Novo Talento NOVA FCSH.

O júri da Competição Internacional do IndieLisboa, composto por Caroline MalevilleCristina Nord Mamadou Ba atribuiu o prémio principal, Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, ao filme A Febre, da realizadora brasileira Maya Da-Rin. “A mise en scène de Maya Da-Rin pode parecer discreta, mas na verdade é extremamente bem trabalhada. O resultado é um filme rico e cheio de nuances e uma exploração altamente realizada da situação difícil que os indígenas enfrentam no Brasil contemporâneo“, é o veredicto do júri que se pode ler no comunicado oficial emitido pela organização do festival.

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A Febre, de Maya Da-Rin | Fonte: Sítio oficial Maya Da-Rin

Victoria, de Isabelle Tollenaere, Liesbeth de Ceulaer e Sofie Benoot levou o Prémio Especial do Júri Canais TVCine, “um filme rico e multicamadas, uma mistura perfeita de humildade, complexidade e beleza”. Na secção de Curtas-Metragens, Joana PimentaJorge Jácome Nuno Rodrigues atribuíram o Grande Prémio de Curta Metragem Tendre, realizado pela francesa Isabel Pagliai. Fica a conhecer todos os vencedores do IndieLisboa:

Júri da Competição Internacional de Longas Metragens

Grande prémio de longa metragem Cidade de Lisboa

A Febre, de Maya Da-Rin, 2019 (Brasil, França, Alemanha)

Prémio Especial do Júri Canais TVCine – Aquisição dos direitos do filme para Portugal

Victoria, de Isabelle Tollenaere, Liesbeth De Ceulaer e Sofie Benoot, 2020 (Bélgica)

Júri Internacional de Curtas Metragens

Grande Prémio de Curta Metragem

Tendre, de Isabel Pagliai, 2020 (França)

Prémio Melhor Curta de Animação

This Means More, de Nicolas Gourault, 2019 (França)

Prémio Melhor Curta de Documentário

Douma Underground, de Tim Alsiofi, 2019 (Líbano)

Prémio Melhor Curta de Ficção

Shānzhài Screens, de Paul Heintz, 2020 (França, China)

Júri da Competição Nacional

Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa

O Fim do Mundo, de Basil da Cunha, 2019

Prémio Melhor Realização para Longa Metragem Portuguesa

A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos, 2020

Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa

Meine Liebe, de Clara Jost, 2020

Prémio Novo Talento NOVA FCSH

Corte, de Bernardo Rapazote e Afonso Rapazote, 2020

Júri da Competição Novíssimos

Prémio Novíssimos The Yellow Color + Portugal Film

Contrafogo, de Carolina Vieira, 2020

Menção Especial: Nestor, João Gonzalez, 2019

Júri Silvestre

Ex-aequo: Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha, 2019 (Brasil, França, Argentina) e Todos Os Mortos, Caetano Gotardo e Marco Dutra, 2020 (Brasil, França)

Prémio Silvestre para Melhor Curta Metragem

Apparition, de Ismail Bahri, 2019 (Brasil, Argentina)

Júri Indiemusic

Ex-aequo: White Riot, de Rubika Shah, 2019 (Reino Unido) e Keyboard Fantasies: The Beverly Glenn-Copeland Story, de Posy Dixon, 2019 (Reino Unido)

Júri Árvore da Vida

Prémio Árvore da Vida para Melhor Filme Português

O fim do mundo, de Basil da Cunha, 2019

Júri Amnistia Internacional

Prémio Amnistia Internacional

Douma Underground, de Tim Alsiofi, 2019 (Líbano)

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