Tekashi 6ix9ine & Tupac Shakur

Tekashi 6ix9ine: “Não há qualquer diferença entre mim e o Tupac Shakur”

Cinco meses após sair mais cedo da prisão, por ser asmático e, por isso, mais propício a complicações caso fosse infetado com o novo coronavírus, o rapper Tekashi 6ix9ine deu uma primeira entrevista ao New York Times, onde garantiu “não existir diferença” entre si e o também rapper Tupac Shakur.

Depois de bater o recorde de espectadores, em simultâneo, num direto no Instagram, de entrar em confronto direto com Snoop Dogg e de acusar Ariana Grande e Justin Bieber de comprarem o primeiro lugar no top americano da Billboad, o rapper 6ix9ine voltou a ser notícia, desta vez por se comparar com Tupac, uma das maiores referências do rap e hip hop contemporâneos.

Quando questionado acerca da perspectiva de que não merece ser uma figura pública, devido a todas as atitudes polémicas que pautam a sua carreira, entre as quais uma acusação de conduta sexual imprópria em 2017, 6ix9ine recorreu a Tupac Shakur para lembrar que o rapper foi condenado por violação. “É amado ou odiado? Amado”, garantiu, para de seguida relembrar que “nunca” foi acusado de tal crime.

A afirmação foi prontamente confrontada pelo jornalista Joe Coscarelli, que explicou que, contrariamente a vários temas de Tupac, a música de Tekashi 6ix9ine não apresenta características instrospetivas. Como resposta, 6ix9ine recorreu também ele a uma questão: “Qual é a diferença entre a Troublesome 96 e a Billy? Estão a querer dizer-me que ele se redimiu com a sua arte? Estão a mentir“, rematou.

O jornalista cultural explicou ainda que Tupac foi um “artista multifacetado”, ao passo que 6ix9ine apenas tem um “único tipo de registo” musical. “Eu tenho de alimentar o que em 2020 é relevante. Tenho de alimentar as massas. Não há qualquer diferença entre mim e o Tupac Shakur, concluiu o rapper, que lançou ontem (4) o seu segundo álbum de estúdio, intitulado TattleTales.

Tupac Shakur, “o maior rapper de todos os tempos”

Figura incontornável do rap e do hip hop, símbolo de resistência contra o racismo e inspiração para vários músicos, Tupac Shakur vendeu mais de 70 milhões de discos e tornou-se no primeiro rapper a solo a fazer parte do Rock and Roll Hall of Fame. Sem nunca fugir das atenções mediáticas, foi condenado, em 1995, a quatro anos de prisão pela violação de Ayanna Jackson, tendo saído passados 11 meses, após pagamento de fiança.

Enquanto estava na cadeira, Tupac lançou o seu terceiro disco, Me Against The World, tornando-se no primeiro artista da história a alcançar o primeiro lugar nos tops de vendas, estando preso. Relativamente curta, a carreira de 2Pac – como era também conhecido – terminou seis dias após ter sido baleado durante um tiroteio em Las Vegas, na noite de 7 de setembro de 1996. Tinha 25 anos. Na altura, o The New York Times citou-o como o “maior rapper de todos os tempos”.

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