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Woodstock 99 | Fonte: Reuters

Woodstock 1999: A edição desastrosa do festival ganha novo documentário

O festival de Woodstock é um dos eventos incontornáveis da história musical dos Estados Unidos. A sua primeira edição, em 1969, marcou o pico da contracultura americana numa celebração de paz, amor, drogas e rock’n’roll. Em 1999, 30 anos depois da edição original, deu-se a tentativa de imitar a aura do insigne festival de ’69, mas nada correu bem. A desastrosa Woodstock 99 será tema de um novo documentário produzido pela Netflix.

No cartaz de Woodstock 99, que aconteceu entre 22 e 25 de julho de 1969, em Rome, Nova Iorque, constavam nomes como Red Hot Chili PeppersElvis CostelloJamiroquai Alanis Morisette. Tudo parecia inclinado para correr bem, mas ninguém estava preparado para o caos que se instalou durante três dias de festival. Entre 225 e 250 mil festivaleiros passaram pelo evento. As condições de saneamento eram pobres, a água escassa e os preços absurdos da comida vendida no festival enraiveceram o público. Deu-se, assim, uma espécie de Fyre Festival dos anos 1990.

Os acontecimentos trágicos culminaram num incêndio durante uma atuação dos Red Hot Chili Peppers. A organização do festival distribuiu velas para que se criasse uma atmosfera de vigília durante a canção Under the Bridge mas o público, furioso com o festival, aproveitou as garrafas de água como combustível para alimentar focos de incêndio durante a atuação.

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Focos de incêndio durante a atuação dos Red Hot Chili Peppers | Fonte: Dave Duprey/AP

A polícia de choque de Nova Iorque teve de intervir no festival. Apesar de nenhuma fatalidade, houve 1200 feridos, quatro denúncias de abuso sexual, um deles a meio do concerto de Limp Bizkit, vários overdoses e 44 detenções. O jornal San Francisco Chronicle descreveu o último dia do festival como “O dia em que a música morreu” e a manchete da MTV caracterizava o recinto como o “Woodstock apocalíptico”.

Um evento que seria de celebração aos 30 anos de uma das maiores celebrações da paz acabou por se transformar numa das maiores demonstrações de violência no círculo musical americano. Após esta desastrosa edição, o Woodstock regressou em 2009 para celebrar os 40 anos do festival num registo muito mais calmo do que o evento antecessor.

Ainda sem um título definido, o documentário da Netflix, que já se encontra em fase de produção, contará com a mesma equipa responsável por Don’t F**k with Cats.

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