Fotografia: Julien De Rosa / Shutterstock

Roman Polanski perde retaliação contra afastamento da Academia

O processo iniciado pelo realizador em 2018 terminou a favor da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas

Na passada terça-feira (26), o tribunal de Los Angeles deu por encerrado o processo do realizador Roman Polanski contra a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, relativamente à sua expulsão do comité em 2018.

Acusações de violação e assédio sexual estão na origem do afastamento de Polanski, que expressa a sua revolta contra um procedimento “injusto” e “inválido”. A juíza do caso, Mary Strobel, contesta tais alegações, considerando que existiram motivos suficientes para dispensar cineasta do cargo.

O comité tinha causa para expulsar o Peticionário. Apesar do comité poder ter considerado que as circunstâncias relacionadas com o estado fugitivo do Peticionário […] mitigavam a necessidade de expulsão, a decisão do comité é apoiada por provas, não foi arbitrária ou caprichosa, e não foi um abuso de descrição.”, confirma Strobel.

Em declarações ao USA Today, o advogado Harland Braun nega tentativas futuras de contrapor o veredito. Segundo Braun, as incongruências por parte do sistema judicial fazem com que “não tenha sentido gastar dinheiro a recorrer”.

“O problema que o Roman tem em conseguir justiça em Los Angeles é que todos os juízes se protegem e cobrem a má conduta uns dos outros […]. Tudo aquilo que o Roman pediu foi um processo justo.”, afirma.

Polanski encontra-se exilado na Europa há cerca de 40 anos, após assumir ter abusado sexualmente de Samantha Gaimer, na altura com apenas 13 anos de idade. A nacionalidade francesa e o apoio de personalidades da indústria cinematográfica protegeram o realizador de múltiplas tentativas de extradição ao longo dos anos.

Todavia, as acusações não impediram Polanski de ganhar o Óscar de Melhor Filme pela longa-metragem O Pianista em 2003. Em ocorrências mais recentes, a premiação do cineasta com o título de Melhor Realizador durante a 45ª cerimónia dos Prémios César levou a uma onda de protestos por parte de várias atrizes francesas.

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