Covid-19
Concertos para investigar a propagação da Covid-19 em grandes eventos

Alemanha estuda propagação da Covid-19 em concertos

Cientistas da Martin-Luther-University Halle-Wittenberg organizaram concertos na Alemanha para saber mais sobre a Covid-19. Os três espetáculos decorreram todos no passado sábado em Leipzig. O objetivo era investigar os riscos apresentados por eventos com grande número de pessoas realizados em recinto fechado durante a pandemia. Cerca de 1.500 voluntários saudáveis ​​entre os 18 e os 50 anos participaram no estudo denominado Restart-19.

Os três concertos contaram com condições de distanciamento social diferentes, sempre com máscaras faciais e dispositivos para medir o afastamento entre pessoas. O primeiro não contou com restrições tal como aconteciam estes eventos antes da pandemia. Já no segundo, houve medidas de distanciamento e medidas de higienização do espaço, mas sem diminuição do número de espetadores. Por fim, no último, o público foi reduzido para metade e a distância entre duas pessoas tinha de igual ou superior a um metro e meio de distância.

Antes dos espetáculos, todos os participantes foram rastreados para a Covid-19. Os cientistas também usaram desinfetantes fluorescentes para rastrear em que materiais o público mais tocava. “A colheita dos dados correu muito bem e estamos extremamente satisfeitos com o cumprimento dos voluntários do estudo no uso de máscaras e desinfetante”, disse o coordenador do estudo, Stefan Moritz à BBC.

Os três concertos foram realizados todos pelo cantor e compositor alemão, Tim Bendzko, que se mostrou muito satisfeito com a experiência. “Nós realmente gostámos da experiência. No início, pensei que seria inconsequente muito por causa das máscaras, mas foi surpreendentemente bom“, disse o artista. Bendzko acredita que a investigação vai ajudar à retoma dos grandes espetáculos com menos restrições em termos de público: “Espero que esses resultados nos ajudem a realizar concertos de verdade para uma audiência novamente em breve“.

O projeto obteve perto de um milhão de euros em apoios dos estados alemães de Saxónia-Anhalt e Saxónia. Antes do começo dos concertos, o Ministro da Economia e Ciência da Saxónia-Anhalt, Armin Willingmann, salientou a importância do estudo, uma vez que “a pandemia de corona está a paralisar a indústria de eventos”.

O estudo ocorreu no dia em que a Alemanha regista o maior número de novos infetados por Covid-19 desde 24 de abril, 1737, segundo o Instituto Robert Koch. Os primeiros resultados do estudo são esperados ainda este ano.

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