Taryn Manning interpreta Tiffany Doggett em Orange is The New Black
Fotografia: D.R.

Taryn Manning vai ser uma ‘Karen’ no cinema

A atriz, conhecida por 'Orange is The New Black', interpreta uma mulher racista num novo filme de terror

2020 continua a dar que falar e escrever. Karen, filme que utiliza um dos nomes mais conhecidos e ridicularizados dos últimos meses, vai chegar ao grande ecrã. A longa-metragem de terror conta com Taryn Manning como protagonista.

Conhecida por interpretar Tiffany Doggett em Orange is The New Black, Taryn vai protagonizar uma mulher branca racista que não gosta dos novos vizinhos negros. O nome da personagem será Karen White, palavra ultimamente muito utilizada nas redes sociais.

Segundo apurou o TMZ, o thriller vai contar com Coke Daniels como argumentista e realizador. Apesar de não terem sido disponibilizadas muitas informações, sabe-se que o filme terá como pano de fundo o sul dos Estados Unidos. Aqui, Karen White, descrita como “uma vizinha vinda do inferno”, vai aterrorizar os novos vizinhos afro-americanos e apoiantes do movimento Black Lives Matter. O cinematógrafo disse que o filme deverá ter uma moral da história, de forma a abordar temas como justiça social e relações raciais na América.

Cartaz do filme Karen
Cartaz provisório do filme ‘Karen’ | Fotografia: Courtesy of IMDB

De acordo com o IMDB, a longa, que traz ao grande ecrã uma história baseada em factos verídicos, deverá ser lançada durante o próximo ano.

Afinal, o que é uma Karen?

Karen é o nome utilizado, em jeito irónico, para descrever mulheres brancas de meia idade que fazem reclamações sem fundamento em locais públicos e pedem para “falar com o gerente”. O seu objetivo final é menosprezar um trabalhador, normalmente não-branco ou cisgénero. Nos últimos meses, o nome, agora transformado em meme, tomou novas proporções devido à pandemia da Covid-19 e protestos do movimento Black Lives Matter.

Usado maioritariamente por jovens e pessoas de cor, o termo Karen (ou Ken, quando se tratam de homens) serve também para apelidar mulheres caucasianas que chamam a polícia por razões supérfluas de forma a prejudicar pessoas negras.

Um dos casos mais recentes é o de Amy Cooper. No dia 25 de maio, um homem afro-americano, Christian Cooper, estava a passear no Central Park, em Nova Iorque, quando encontrou Amy Cooper. A mulher estava acompanhada pelo cão que, ao contrário do que explicitam as regras do parque, estava sem coleira. Christian pediu a Amy para que colocasse a coleira no animal de estimação. Segundo mostra o vídeo publicado pelo homem no Twitter, Amy diz que vai ligar para o serviço de emergência e diz ao operador que um homem afro-americano está a ameaçar a vida dela.

Outros casos têm vindo parar a público, como o de uma mulher que chamou a polícia por ver uma criança a vender água sem permissão. Muitos dos vídeos partilhados com situações semelhantes iniciaram conversas sobre racismo e relações raciais nos Estados Unidos, assim como de questões de privilégio entre pessoas de diferentes etnias e camadas sociais.

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