Fernando Pessoa

Casa Fernando Pessoa está novamente aberta ao público

A reabertura do museu está marcada para 29 de agosto.

A casa (agora transformada em museu) onde o escritor Fernando Pessoa passou os últimos anos da sua vida está novamente aberta ao público. O edifício estava encerrado desde março de 2019, para remodelações.

Para além das alterações no espaço, a Casa Fernando Pessoa têm agora uma nova exposição, com documentos e alguns objectos que fizeram parte da vida o escritor que lhe dá nome. Nesta nova exposição, estarão presentes também obras de Almada Negreiros e Júlio Pomar. Segundo o comunicado de imprensa que foi lançado pela Casa Fernando Pessoa: “Ao mesmo tempo que é oferecida a quem visita o museu uma experiência de contacto muito próximo com estes trabalhos em torno da figura de Pessoa, são também dadas a conhecer as figuras criadas por Pessoa, no seu inovador jogo literário: a criação dos heterónimos, o complexo e divertido sistema que é marca distintiva do escritor na história da literatura.”.

Fernando Pessoa
Fotografia: Manuscritos da Casa Fernando Pessoa

 

O auditório está agora no piso térreo (anteriormente, estava no primeiro andar do edifício). Segundo o comunicado disponibilizado, as obras tinham como objetivo também permitir “ainda um funcionamento mais sustentável de todo o edifício.”

O museu vai estar novamente disponível para visitas, com mais espaço e acesso mais facilitado. O edifício vai estar aberto entre as 11h às 17h, de terça a domingo. A entrada é gratuita durante o mês de setembro. Dada a situação atual, as visitas devem ser marcadas através do email: @casafernandopessoa.pt.

A última morada do génio da língua portuguesa

Para além de possuir duas bibliotecas (a Biblioteca Particular de Fernando Pessoa e biblioteca da Casa Fernando Pessoa), a Casa Fernando Pessoa funciona também como espaço de estudo e também de leitura. Esta casa alberga ainda os pertences do escritor, que são considerados parte do Tesouro Nacional.

Inaugurada em 1993, o prédio onde Fernando Pessoa viveu entre 1920 e 1935 estava ao abandono, antes de ser recuperado pela Câmara de Lisboa. Atualmente, o museu está com a direcção de Clara Riso.

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