Avatar: The Last Airbender

Criadores de ‘Avatar: The Last Airbender’ abandonam adaptação da Netflix

A Netflix prepara uma adaptação live-action de Avatar: The Last Airbender, mas os criadores Michael Dante DiMartinoBryan Konietzko já não estão envolvidos no projeto.

Quinze anos após a estreia no Nickelodeon, a série de animação foi um grande sucesso em todo o mundo e é uma das mais aclamadas pela crítica internacionalmente. No IMDb, coleciona uma média de 9,2 em dez estrelas, a 12.ª melhor classificação da plataforma — atrás de séries como Breaking Bad, Chernobyl ou Game of Thrones.

Em 2018, a Netflix adquiriu os direitos de transmissão e de adaptação da série, anunciando que os criadores Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko seriam totalmente responsáveis pela adaptação. Esta quarta-feira (12), DiMartino escreveu numa carta aberta que já não está “envolvido com o projeto“.

Em junho deste ano, após dois anos de trabalho desenvolvido, o Bryan Konietzko e eu tomámos a decisão difícil de abandonar a produção” começa por escrever um dos criadores da história de Aang. “Eu tento ser como um Nómada do Ar e adaptar-me. Faço o meu melhor para ir com o vento, não importa que tipo de obstáculos colocam no meu caminho. Mas até um Nómada do Ar sabe quando é a altura de cortar a ligação e seguir em frente“.

À semelhança do filme live-action de 2010, os criadores originais da série não estarão novamente envolvidos, o que DiMartino reconhece ser “decepcionante“. Vale relembrar que a produção protagonizada por Dev Patel foi mal recebida pela crítica e criou uma sensação de desconforto junto dos fãs e dos criadores da série do Nickelodeon. “A adaptação da Netflix tem todo o potencial para ser boa. Poderá até tornar-se numa série que todos acabem por gostar. Mas uma coisa eu tenho certeza, a versão que chegará aos ecrãs não será o que eu e o Bryan queríamos e pensámos fazer” acrescenta DiMartino.

O universo Avatar

Avatar: The Last Airbender

Apesar da sua saída da adaptação, DiMartino afirma que isto não significa o fim do seu envolvimento com o “universo Avatar“. “Estas histórias e personagens são importantes para mim e este renovado interesse e excitação no Avatar e em Korra têm sido inspiradores de se ver“.

Vale recordar que em 2014 chegou ao Nickelodeon uma sequela de Avatar: The Last Airbender, agora protagonizada por uma jovem rapariga: Korra, uma waterbender que tem, tal como Aang, a missão de controlar os quatro elementos. A série nunca atingiu os números da série-mãe, mas chegou à quarta temporada com boas críticas e uma aclamação consistente.

A juntar às duas séries do Nickelodeon, o universo Avatar é ainda composto por várias bandas-desenhadas originais com histórias inéditas sobre as personagens que, no caso de Zuko, respondem a questões sobre o seu passado e até sobre o desaparecimento da sua mãe — uma matéria nunca respondida ao longo dos 60 capítulos de Avatar: The Last Airbender.

Desiludido com o resultado final do conflito com a Netflix, DiMartino termina a carta aberta confessado que terá encontrado alguma sabedoria em Iroh, personagem da série: “Por vezes a vida é um túnel escuro. Nem sempre conseguimos ver a luz ao fim do túnel, mas se continuares a andar, acabarás por encontrar um lugar melhor” escreveu o autor.

Em resposta à saída de Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko da produção, a Netflix garantiu ter toda a confiança na equipa do projeto e na sua adaptação, mesmo sem os pais de Avatar presentes para continuarem a contar a história do universo.

Ainda sem data oficial prevista, a adaptação da série deverá chegar à plataforma no final de 2021. Por sua vez, a série original encontra-se disponível na íntegra também na Netflix.

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