The Crown

BAFTA TV Awards: ‘The Crown’ e ‘Fleabag’ foram os grandes derrotados em noite surpreendente

Chernobyl confirmou o favoritismo, arrecadando dois prémios.

Os BAFTA TV Awards deste ano tiveram várias surpresas entre os vencedores. A gala, que premeia o que melhor se fez em 2019 na indústria televisiva britânica, acabou por consagrar Stath Lets Flats, do Channel 4, como a Melhor Série de Comédia do ano, batendo Fleabag, dada como favorita. A outra grande surpresa da noite aconteceu quando The End Of The F***ing World recebeu o galardão de Melhor Série Dramática, em detrimento de The Crown.

A cerimónia de hora e meia ocorreu este sábado (31) e foi a maior gala de prémios televisivos que aconteceu desde que a pandemia apareceu em todo o mundo. A apresentação ficou a cargo de Richard Ayoade, realizador do filme Submarine, tendo tudo ocorrido virtualmente, a partir de um estúdio, tendo cada um dos vencedores ficado nas suas casas.

Para além dos derrotados Fleabag e The Crown, outra escolha inesperada foi a de Sian Clifford para o prémio de Melhor Atriz numa série de comédia, batendo a favorita Phoebe Waller-Bridge. Apesar de ambas aparecerem em Fleabag, Phoebe é a criadora e argumentista da série, para além de ser a atriz principal. Stath Lets Flats juntou ainda o prémio de Melhor Ator de Comédia, vencido pelo ator Jamie Demetriou.

Chernobyl confirmou o favoritismo que trazia consigo antes da gala, vencendo dois prémios: o de Melhor Minissérie e o de Melhor Ator, pela performance de Jared Harris, encarnando a personagem Valery Legasov, cientista soviético. O ator confidenciou aos espectadores que foi a segunda escolha para o papel, ficando originalmente atrás de Daniel Day-Lewis. “Não fiques longe muito tempo,” brincou Harris, aludindo ao facto de Day-Lewis se ter despedido do mundo do entretenimento em 2017.

A mini-série, que retrata o desastre nuclear que ocorreu em 1986, na cidade de Chernobyl, ganhou assim nove prémios, sendo que sete deles, todos relacionados com categorias técnicas, já tinham sido entregues nos BAFTA TV Craft Awards, a 17 de julho.

Glenda Jackson conquistou o galardão de Melhor Atriz, pelo seu desempenho em Elizabeth is Missing, o tele-filme dramático da BBC, sendo que este foi o seu primeiro papel em televisão desde há 25 anos atrás, para além de constituir o segundo BAFTA da carreira. A atriz mostrou-se “completamente surpreendida” na hora de agradecer a vitória. A sua primeira vitória data do longínquo ano de 1974. O troféu de Melhor Ator foi entregue a Callum Turner, ator principal da série The Capture, produzida pela NBC e BBC.

Naomi Ackie ganhou o prémio de Melhor Atriz Secundária pela sua participação em The End Of The F***ing World, uma co-produção da Channel 4 e da Netflix. Do lado dos homens, quem venceu esta categoria foi Will Sharpe, ator da série Giri/Haji’s, também da BBC. Ambos nunca tinham recebido um BAFTA na sua carreira.

A série documental Leaving Neverland, co-produzida pelo Channel 4 e pela HBO, com depoimentos em torno das alegadas polémicas que marcaram a vida pessoal e profissional de Michael Jackson, ganhou o prémio BAFTA para Melhor Série Factual. Esta foi, aliás, uma grande noite para o Channel 4, que amealhou seis prémios, ficando apenas atrás da BBC.

Podes ver a lista de vencedores aqui, na integra.

Idris Elba ganhou um BAFTA especial

O Prémio Especial BAFTA, apresentado pelas atrizes Taraji P. Henson e Ruth Wilson, pela argumentista Grace Fori-Attah, e pelo ator Matthew McConaughey, foi entregue a Idris Elba, também ator. O prémio foi entegue a Elba pela sua “carreira excecional e compromisso em promover diversidade e novos talentos na indústria.”

Idris Elba

Ao receber o prémio, Idris também deixou algumas palavras: “Eu penso que seja demasiado cedo para um prémio de carreira, mas é um Prémio Especial. Eu não acredito que eu seja muito especial mas acredito que me foi dada uma oportunidade, e eu dei-a de volta a pessoas que precisem de uma oportunidade.”

“Eu espero que, a este ponto, toda a gente veja que uma pessoa não consegue ser bem-sucedida sem os outros, que todos estamos a pensar em retribuir a nossa oportunidade para trás, a alguém que esteja atrás de nós, para que também tenha uma oportunidade. Eu espero um dia receber um prémio pela minha representação, mas enquanto não o receber, vou tentar criar mais oportunidades para os outros”, prometeu o ator, no seu discurso.

Elba, o ator principal de Luther, a mini-série britânica de sucesso, aproveitou também para confirmar que um filme, servindo de continuação à quinta temporada, vai mesmo acontecer. “Eu mantenho que gostaria de ver uma continuação em forma de filme, e acho que estamos a encaminhar-nos para esse formado”, revelou. “E estou ansioso para fazer isso acontecer. Vai acontecer, e espero que aconteça depressa.” 

Quando perguntado sobre onde é que ele gostaria que a sua personagem, Luther, chegasse na adaptação cinematográfica, Idris deixou tudo em aberto: “Com um filme, o céu é o limite. Obviamente que podes ser um bocado mais ambicioso com a história, tornando-a talvez internacional, com uma escala maior, mas o John Luther vai ser sempre o John Luther.”

A última aparição de Idris Elba na pele do detetive John Luther aconteceu em 2019, quando foram lançados os quatro episódios da quinta temporada, em cinco noites consecutivas. O drama criminal psicológico, criado por Neil Cross, estreou pela primeira vez em 2010, e conta também com Ruth Wilson, Dermot Crowley e Wunmi Mosaku no elenco. A série estreou em Portugal no canal AXN.

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
Kelly Bailey Bem Me Quer
‘Bem Me Quer’ sobe em horário nobre e SIC lidera dia por pouco