Media Capital
Fotografia: Divulgação

Media Capital rebate dúvidas da Impresa e fala em “tentativa de instrumentalização” da ERC

A Impresa e a SIC pediram esclarecimentos à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre as mexidas na estrutura acionista da TVI, e a reação da Media Capital não se fez esperar.

A empresa detentora da TVI acusou a Impresa de recorrer à “construção de um artifício legal” para “atacar um concorrente directo na área da televisão”. Em comunicado, a Media Capital salienta ainda que esta movimentação da SIC ocorre “numa altura em que a robustez e a sustentabilidade financeira dos grupos de media deviam ser a sua principal preocupação”.

A Media Capital compara mesmo a atitude da Impresa à da Cofina, grupo que tentou comprar a dona da TVI e da Rádio Comercial no ano passado. “A Media Capital regista que esta iniciativa não difere de outras levadas a cabo recentemente pelo grupo Cofina, numa tentativa de instrumentalização da ERC” que pretende lançar sobre a Media Capital “suspeitas de irregularidades inexistentes”.

O grupo sublinha não ter sido notificado “da existência de qualquer procedimento administrativo desencadeado pelo regulador, nem chamada a prestar qualquer esclarecimento”, razão pela qual não teve “oportunidade de se defender, em sede própria, dos ataques lançados indiscriminadamente na praça pública contra a TVI”. O comunicado acrescenta ainda que foram comunicadas à ERC, “num rigoroso respeito pelos prazos legais, as alterações ocorridas tanto na estrutura accionista como nos órgãos sociais”, e relembra que a empresa “é livre de escolher as pessoas que desempenham funções no âmbito da gestão da sua actividade”, dentro do quadro legal.

Além das mudanças na estrutura acionista da estação de Queluz, o pedido de esclarecimento da Impresa incide também sobre a acumulação de cargos em várias empresas por parte do presidente executivo da Media Capital, Manuel Alves Monteiro, que é também vogal no Conselho de Administração da CIN e presidente executivo das empresas Big Tree Asset Management, da Munich Partners e da Portanto Consulting.

Na carta enviada pela Impresa e a SIC à ERC, o grupo de Balsemão considera que “cabe verificar e garantir, nos termos da legislação aplicável, a existência de uma efetiva separação entre a sua intervenção enquanto administrador daquelas empresas e a nova posição entretanto assumida de CEO [presidente executivo] da Media Capital.

Em comunicado, a Media Capital defende-se garantindo que “nada impede que os administradores dos media possam desempenhar ou acumular funções no âmbito de diferentes atividades, é o que tradicionalmente acontece com os outros grupos de media, sem qualquer manifestação por parte da ERC”.

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