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Foto: Hugo Lima/NOS Primavera Sound 2015

‘O Ano do Macaco’: novo livro de memórias de Patti Smith fala de Fernando Pessoa

O Ano do Macaco é o mais recente livro da cantora Patti Smith. Este é um livro de memórias que não só passa por Lisboa, como também pela Casa Fernando Pessoa.

A nova memória de Patti Smith, um relato que marca o seu 70.º aniversário, começa no dia do Ano Novo de 2016, algures perto de São Francisco, uma semana antes do seu primeiro concerto de estreia do álbum Horses. 

Contudo a cantora não fala dos mais de 70 concertos em que tocou nessa digressão. O Ano do Macaco é um livro de memórias dos últimos anos vividos pela artista. O relato inclui estórias melancólicas, que são marcadas por lutos, e acaba com a eleição de Donald Trump.

Patti Smith no seu novo livro de memórias cruza o país, conciliando as aventuras com sonhos que teve.

A passagem por Lisboa

Este também não é um livro sobre viagens, se bem que Patti Smith destaca algumas. Uma delas foi a viagem a Lisboa, em 2015, em que a cantora relembra a visita à Casa Fernando Pessoa.

“Sou convidada a ficar o tempo que queira na encantadora biblioteca pessoal do poeta. Dão-me luvas brancas, o que me permite examinar alguns dos seus livros preferidos”.

Ainda na Casa Fernando Pessoa, a artista relembra no seu livro de gravar o poema do poeta Salutation to Walt Whitman para o arquivo oral da Instituição. Patti Smith relembra esse momento como “um momento de grande exaltação”.

Já para a cidade também encontra palavras, que são ambas melancólicas e dóceis.

“Num passeio ao crepúsculo, a música ecoa pela velha cidade, evocando em mim a voz harmoniosa do meu pai a trautear baixinho ‘Lisbon Antigua’, precisamente, uma das suas melodias favoritas. Lembro-me de, em criança, lhe ter perguntado o que queria dizer o título. Ele sorriu e disse que era um segredo”.

O Ano do Macaco distingue-se dos outros livros de memórias da autora

Para além de este não ser o primeiro livro de Patti Smith, O ano do Macaco em nada se assemelha aos livros anteriores.

O primeiro, Just Kids, de 2010, é uma recordação da sua vida inicial. Conta a evolução da sua amizade com a do jovem artista Robert Mapplethorpe. Amizade  que viria a transformar-se em paixão e que os impulsionou a ambos no mundo da arte.

Já o livro de 2015, M Train, é uma crónica com memórias desfocadas da sua vida desde Horses e passa pelas mortes dos seus entes mais próximos e queridos, incluindo Mapplethorpe.

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