Capa do álbum Folklore de Taylor Swift
Reprodução/DR

Quem é William Bowery, o co-autor mistério em “folklore” de Taylor Swift?

William Bowery pode não ser uma pessoa real, pelo menos não na lista de autores do mais recente álbum de Taylor Swift.

Taylor Swift anunciou repentinamente um novo álbum, e na sexta-feira (24) estava disponível em todas as plataformas habituais. De título folklore, o mais recente trabalho da cantautora norte-americana tem vindo a ser considerado como uma mudança na sonoridade pop, a que nos habituou mesmo tendo, inicialmente, sido reconhecida pela música country.

Entre os vários detalhes que os fãs foram apanhando e destacando, está a lista de compositores das várias músicas do álbum. folklore, considerado já como o álbum mais delicado e maduro de Taylor Swift, conta com a participação de Aaron Dessner (The National), que escreveu e produziu uma grande parte do álbum, Jack Antonoff (Bleachers/Fun), um nome já conhecido no mundo musical de Swift e ainda Justin Vernon (Bon Iver) num dos singles do álbum (‘exile‘).

Na composição de ‘exile’ consta ainda um outro nome: William Bowery, que, além de ‘exile‘, co-escreveu com Swift o décimo-quarto track do álbum, ‘betty‘ (cujo título também tem vindo a suscitar várias teorias nas redes sociais). Este é o único co-autor do álbum cuja identidade não nos é evidente.

Tudo leva (os fãs) a crer que William Bowery não seja sequer uma pessoa real, mas um pseudónimo.

Inicialmente, acreditou-se que William Bowery poderia ser, na verdade, o ator britânico e atual namorado de Swift, Joe Alwyn. Mas os defensores dessa teoria rapidamente desapareceram no meio das elaboradas e criativas mentes dos swifties que sugeriram que, em vez de Alwyn, a identidade de William Bowery pertenceria a um mediático ex-namorado da cantora: Harry Styles.

Taylor Swift é já conhecida no mundo da música pop como a cantora que escreve sobre os ex, levando já uma carreira com mais de 10 anos em que foi constantemente atacada… Ora por figuras como Kanye West (que não é um ex-namorado mas um ávido crítico da sua fama, que alega ter sido ele a fomentar)… Ora por fãs de ex-paixões da cantora, que a acusam de usar e abusar destes para compôr músicas sobre corações partidos. Vimos como isso acabou quando Reputation (2017) caiu nos mercados.

Mas há aqui um ex-namorado que se destaca, pela positiva ou pela negativa: apesar de todo o blacklash que Swift levou com o fim da sua relação, porque as Directioners não dormem (e vimos isso esta semana também com o 10.º aniversário da boyband), atualmente sabemos que Harry Styles e Taylor Swift estão em bons termos. Aliás, Harry revelou recentemente que é fã das composições de Taylor Swift, e não são estes os primeiros rumores do seu envolvimento (profissional ou não) com a cantautora nos últimos anos.

As teorias de que Harry Styles poderá ser William Bowery são sustentadas por afirmações de Aaron Dessner, o produtor da maioria das canções de folklore, que a várias entidades reportou que, além de não conhecer Bowery, acredita não ser Alwyn, mas sim um verdadeiro compositor musical, adicionando que Taylor Swift é fã de pequenos mistérios. (Já percebemos isso, Taylor!)

Embora não seja absolutamente confirmado, diz-se que Harry Styles já escreveu sob um pseudónimo, enquanto Mick Greenberg, o compositor de ‘I Love You’, tema do duo Alex & Sierra. Esta canção tornou-se mediática por uma alegada relação entre a sua letra e a relação vivida em 2012 pelo mais jovem membro dos One Direction e pela compositora de ‘I Knew You Were Trouble’.

Mas esta não é a única semelhança: Bowery, o apelido do alegado co-autor, é também o nome de um hotel onde o casal ficou hospedado em março de 2012, o New York City’s Bowery Hotel. Como se não bastasse, as fãs associaram ainda um verso da canção que Bowery compôs em conjunto com Swift e Vernon – “We always walked a very thin line” – ao recente álbum de Styles, Fine Line, lançado em 2019.

Taylor Swift, até ao momento, não declarou qualquer coisa sobre os mistérios que os fãs tentam desvendar neste novo álbum. Acrescentou apenas que o escreveu sobre histórias suas e sobre histórias vividas por outras pessoas (pessoas que conheceu, pessoas que conhece e pessoas que desejava não conhecer). Descreveu ‘exile‘ como a história de um homem que caminha sozinho e se pergunta sobre o que correu mal, e ‘betty’ como a história de uma rapariga de 17 anos que aprende a perdoar.

Podes ler aqui a crítica do Espalha-Factos de folklore, aos olhos de Miguel Rocha.

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