Globos de Ouro consideram filmes feitos em 2021 para eleição

Pandemia motivou excecional alteração das regras de seleção do evento, que ocorre a 28 de fevereiro do próximo ano, na Califórnia

A 78.ª edição dos Globos de Ouro vai galardoar filmes lançados entre 1 de janeiro 2020 e 28 de fevereiro de 2021. O anúncio do período de elegibilidade foi feito, esta segunda-feira, pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA), que acolhe o evento.

Esta alteração de regras visa compensar os produtores e realizadores da sétima arte pelo encerramento de salas de cinema, implicado pelas apertadas normas de distanciamento social impostas em vários países face à pandemia.

Todavia, a associação de jornalistas manteve inalterado o tempo de análise do trabalho produzido no “pequeno ecrã”, previamente definido: desde 1 de janeiro de 2020 até 31 de dezembro. Foram também estabelecidos os respetivos prazos das votações nas categorias de cinema e televisão.

A 30 de novembro deste ano, as várias empresas distribuidoras dos respetivos conteúdos devem enviar os seus formulários de inscrições para a HFPA.

Os filmes a concurso vão ser votados entre os dias 13 e 30 de janeiro de 2021, enquanto a escolha televisiva decorre a partir de 30 de dezembro de 2020 e termina a 12 de janeiro de 2021.

Depois, o anúncio das produções nomeadas para receberem um Globo de Ouro terá lugar a 3 de fevereiro do próximo ano. Já a última e decisiva votação para escolher os vencedores nas categorias de cinema e televisão vai acontecer de 10 e 23 de fevereiro de 2021.

A revelação dos títulos premiados, normalmente feita em janeiro, terá lugar a 28 de fevereiro do próximo ano, num hotel da Califórnia. Será a 78.ª vez que o evento se vai realizar, desta feita sem a mesma tradição seletiva.

Consonância com os Óscares

Trata-se, pois, da primeira vez na história dos dois eventos que um filme estreado primeiramente em televisão, ou seja, antes de ser exibido comercialmente numa sala de cinema, será considerado para receber um Globo de Ouro ou um Óscar.

A HFPA havia dito, no passado mês de março, que os filmes em consideração “poderiam ser lançados primeiro em formato televisivo”, em serviço de streaming ou em canal por cabo, constituindo-se um “procedimento alternativo de exibição temporário” dado o contexto pandémico.

Já em abril, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, promotora da famigerada gala anual dos Óscares, adotou a mesma medida de elegibilidade excecional da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Ademais, a Academia revelou o alargamento do período de eleição de filmes e produções televisivas (1 de janeiro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021), que foi recentemente aderido e anunciado pela HPFA.

Em comunicado oficial, o presidente da Academia David Rubin afirmara, então, que a “pandemia trágica exige essa exceção temporária às nossas regras de elegibilidade para os prémios [inclusão de filmes em streaming]”, pois “reconhecemos a importância do seu trabalho ser visto e comemorado”.

A 93.ª edição da gala dos Óscares, previamente agendada para 28 de fevereiro de 2021 (a data dos Globos de Ouro 2021), foi adiada para 25 de abril.

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