Morreu o realizador e radialista Luís Filipe Costa
Divulgação

Morreu Luís Filipe Costa, jornalista, radialista e realizador de televisão

A causa da morte é ainda desconhecida.

Luís Filipe Costa, jornalista, radialista, e realizador de televisão, morreu aos 84 anos, durante a madrugada desta segunda para terça-feira (21), em notícia avançada pela RTP3 e confirmada pelo Público junto da família. A causa da morte ainda não foi revelada.

O jornalista nasceu em Lisboa, a 18 de março de 1936 e foi, mais recentemente, em 2011, condecorado com o Grau de Comendador da Ordem da Liberdade e recebeu o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). Na altura, a SPA descreveu o prémio entregue como sendo um “aplauso dos seus pares por uma vida marcada pela criatividade, pela exigência ética e pela luta em defesa dos direitos dos autores portugueses.”

Ao longo da carreira venceu outros prémios, entre eles o Prémio da Casa da Imprensa para o Melhor Radialista (1966 e 1974). Foi largamente considerado como uma peça fundamental na revolução do jornalismo radiofónico em Portugal, dado que dirigiu, no papel de director, durante a década de 60, o Serviço de Noticiários do Rádio Clube Português (RCP).

Luís Filipe Costa também teve um papel voluntário no 25 de Abril, ao ter lido, através do microfone do RCP, os comunicados do Movimento das Forças Armadas. Depois da revolução, passou a trabalhar na RTP, onde começou a realizar filmes de ficção, documentários e peças de teatro.

Na sua carreira pelo mundo do cinema, destaca-se o telefilme Morte d’Homem que ganhou, em 1988, o Grande Prémio do Festival de Cinema para Televisão de Chianchino (Itália) e o 2.º Prémio do Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz. O filme contou, no seu elenco principal, com nomes como João Mota, Hermenegildo Gomes, Mário Jacques, Francisco Moita Flores e António Capelo.

Também foi responsável pela série documental Há só uma Terra, que introduziu a temática da ecologia na programação da televisão portuguesa, há cerca de 30 anos, e foi distinguida com o Prémio da Crítica do Diário de Lisboa. A RTP descreve-a como sendo “uma das grandes séries da RTP, feita há cerca de 30 anos, mas perfeitamente actual.”

No mundo do teatro, encenou África, com autoria e interpretação da sua mulher, Isabel Medina. Luís escreveu ainda os romances A Borboleta na Gaiola, que deu origem a um telefilme em 1987, e Agora e na Hora da sua Morte.

O jornalista era casado desde 1990 com a atriz Isabel Medina e pai do realizador Pedro Costa. Alguns dos seus trabalhos jornalísticos estão disponíveis online nos Arquivos RTP.

Mais Artigos
Cristina Ferreira
Cristina Ferreira redobra presença em antena para atacar liderança da SIC