inéditos vodafone
Querubim, uma das bandas que compõem o 'Inéditos Vodafone'

À Escuta. Inéditos Vodafone, Rua Direita e MURAIS entre os destaques da semana

À Escuta, a nova rubrica semanal do Espalha-Factos, traz-te as novidades mais quentes da música portuguesa. Nesta semana, destacamos o lançamento do Inéditos Vodafone nas plataformas de streaming, o regresso da dupla leiriense Rua Direita aos estúdios, a parceria improvável entre SirAiva Valter Lobo e ainda ‘Catatua’, o novo single de MURAIS, o novo projeto a solo de Hélio Morais (PAUS, Linda Martini).

Inéditos Vodafone – uma compilação de lançamentos do primeiro semestre de 2020

Composta por vinte canções de artistas de vários géneros musicais, a coletânea Inéditos Vodafone chegou, esta semana, às plataformas digitais. A iniciativa foi levada a cabo no âmbito do movimento Portugal #EntraEmCena, que desafiou músicos nacionais a comporem canções completamente inéditas.

Manuel Cabral, diretor de programas da Vodafone FM relatou, numa declaração exclusiva ao Espalha-Factos, que “no caso específico dos inéditos, o impacto na carreira dos selecionados não foi só financeiro — com a atribuição de remuneração pelo inédito e no custear das despesas inerentes ao lançamento do tema, como gravação e tratamento do áudio e produção do vídeo — mas também a aproximação destes artistas à rádio e à industria dos eventos”, reforçando que a iniciativa visa apoiar a indústria da cultura nacional, fortemente abalada pela pandemia da Covid-19.

Disse ainda que “a divulgação da música nacional, nova e não só, está no ADN da Vodafone FM desde o primeiro dia. Por isso, acaba por ser duplamente um orgulho, porque significa que o nosso objetivo foi cumprido e porque desenvolvemos uma rádio com papel ativo na evolução da música nacional”.

Os temas do Inéditos Vodafone pertencem a bandas como Querubim (anteriormente conhecida por Boémia), D’AlvaHause Plants, MEERATime for TMOMO Atalaia Airlines. Para além da disponibilização nas plataformas digitais, o temas serão lançados num CD distribuído pela Sony Music Portugal, disponível a partir do dia 31 de julho e o grande objetivo é o alinhamento de uma atuação ao vivo com a participação dos vários músicos, quando as circunstâncias assim o permitirem.

Rua Direita regressa aos estúdios com o single ‘Matiné

Depois da edição do disco homónimo em 2017 (que nos deu uma das músicas mais tocadas desse verão: ‘Mariana’), a dupla leiriense formada por Donato Rosa Paulo Ladeiras está de volta com o single Matiné’ e com o lado B ‘Bem Me Quer’. Os planos para o regresso já estavam a decorrer quando a pandemia descolou, atrasando todo o processo de lançamento destes temas, mas finalmente chegou a hora de os conhecermos. ‘Matiné’ conta com um teledisco animado realizado por Filipe Rodrigues, e a produção das novas canções ficou a cargo do “descomplicador de canções“, S. Pedro.

MURAIS – ‘Catatua’

‘Catatua’ é o segundo single de MURAIS, o novo projeto a solo de Hélio Morais, membro das já conceituadas bandas PAUS e Linda Martini. O teledisco ficou a cargo de Ana Viotti, com quem já tinha colaborado em ‘Não sou Pablo, nada muda, com interpretações de Patrícia Ribeiro e Judas, que interpretou a música composta por Morais no Festival da Canção 2020. Num registo muito mais calmo do que estamos habituados com o artista, a letra ironiza a necessidade que a nossa sociedade tem de “cantar verdades”, reconhecendo que cada um tem a sua verdade. O disco homónimo de MURAIS foi produzido por Benke Ferraz, guitarrista de Boogarins e a sua edição, pela Sony Music Portugal, está apontada para setembro deste ano.

Valter Lobo e SirAiva – ‘To Dance Was Not On My Plans

A parceria improvável entre o cantor folk de Fafe, Valter Lobo, e de SirAiva, artista mergulhado no mundo da música eletrónica, deu origem a ‘To Dance Was Not On My Plans’. A canção promete marcar presença nas playlists deste verão, com o seu refrão orelhudo e batida dançante. O vídeoclipe, igualmente animado e marcadamente pop, foi realizado e editado por Vasco Mendes.

Vado Más Ki Ás – ‘Justiça‘, com Mike 11

Carregado de uma forte mensagem social, sobre o desafio da igualdade, ‘Justiça‘ aborda o quão melhor seria o nosso mundo se o amor, a paz e a liberdade fossem uma constante. Vado Más Ki Ás relembra os momentos que viveu durante este ano atípico, mas recorda, em comunicado, que “há uma luta que continua, pela igualdade, pelo amor e pelo justoEste novo single é um desabafo, mas também um apelo, para que todos que estamos neste barco que é a vida nos entendamos“. O lisboeta Mike 11 complementa com o seu toque único na guitarra e a produção do tema ficou a cargo de Katana.

Places Around the Sun –Lost I Am Found’

A banda lisboeta Places Around the Sun lançou, esta semana, o segundo single retirado do novo álbum, inspirado na experiência do vocalista António Santos com a depressão e a ansiedade. O disco, separado por três fases – o Pôr do Sol, a Noite e o Nascer do Sol – pretende espelhar um ciclo de renovação. ‘Lost I Am Found’ insere-se na fase do Pôr-do-Sol, quando “os pensamentos que habitam no fundo da nossa mente começam a ganhar terreno dentro de nós, obrigando-nos a ‘ir a jogo’, mesmo que muitas vezes não saibamos o que isso implica, ou como fazê-lo”. O bastião da canção é o seu potente baixo que, mesmo a meio dos riffs mais rasgados, nunca se perde.

O disco ficará disponível em setembro de 2020.

12_7 – ‘We Were Born Lucky

Um projeto pensado há muito pelos irmãos  e Dô Vasconcelos, a que se juntou Duarte Farinha, 12_7 levantou voo a meio da quarentena. ‘We Were Born Lucky‘ é o segundo tema lançado pelo trio que bebe inspiração de bandas como Explosions in the Sky e God Is An Austronaut.

O grupo utiliza excertos de livros e poesia para complementar as suas obras instrumentais e, desta vez, é um fragmento do livro O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway que dá nome à canção. Para , a música puramente instrumental sempre foi uma paixão porque “consegue expressar sentimentos e conceitos mesmo que sem palavras. Para além disso, a ideia de possibilitar uma espécie de banda sonora à vida de uma pessoa é interessante. Nenhum de nós canta muito bem, mas adoramos ler e dar vida aos nossos pensadores preferidos, por isso só faz sentido para nós que o nosso projeto siga este caminho.”

Meses Sóbrio – Live Session 1

Um dos nomes mais sonantes do rock psicadélico em Portugal, Meses Sóbrio, lança agora um disco ao vivo. Live Session 1 é um disco com versões de cinco músicas do primeiro disco da banda, Folha, editado em 2018. A banda vai buscar inspiração a grupos como os emblemáticos Pink Floyd ou os alternativos Tame Impala, e isso ecoa no sentido estético deste novo disco, produto de um período pouco frutífero no que toca apresentações ao vivo– a banda estava pronta para apresentar o seu mais recente longa-duração, Camaleão, lançado em novembro do ano passado.

SLR – ‘US’

Com uma sonoridade assente nos anos 1980, a banda SLR traz-nos ‘US‘, uma balada paradoxal sobre o término de uma relação. As vozes dos três elementos da banda fundem-se em falsetes e instilam a atmosfera nostálgica, mas dançável. SLR nasceu de uma colaboração direta entre a banda e os integrantes dos D’Alva, Ben Monteiro e Alex D’Alva Teixeira. Produzido, desta vez, por Miguel Laureano, a canção foi escrita pelos três membros da banda, em parceria com a cantora Rita Onofre.

 

ARAGÃO – ‘FREE

Neste novo tema, ARAGÃO confronta-se com o significado de liberdade, questionando os julgamentos e os estereótipos tão vincados na sociedade. Para o cantor e compositor, “ser ‘free’ é podermos pensar e agir pelo que somos e não em função do outro nem do medo de sermos julgados ou discriminados quer pelos nossos comportamentos, escolhas ou características como a aparência ou a raça”.

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