Ennio Morricone
Imagem: Meeting Rimini/Flickr

Morreu o compositor italiano Ennio Morricone aos 91 anos

O maestro ganhou o Óscar de Melhor Banda Sonora em 2016 com 'Os Oito Odiados'

O conhecido compositor e maestro italiano Ennio Morricone morreu esta segunda-feira (6), confirmou o seu advogado, Giorgio Asumma, à ANSA, agência de noticias italiana. Tinha 91 anos.

O músico ficou conhecido por o ser autor de míticas bandas-sonoras de filmes como O Bom, o Mau e o Vilão, A Missão e Cinema Paraíso. A sua carreira prolongou-se por mais de 50 anos, e estima-se que tenha composto 500 bandas-sonoras, tornando-se num dos compositores mais prolíficos de sempre.

Asumma contou à ANSA que Morricone tinha dado entrada no hospital na semana passada, devido a uma queda que lhe provocou uma fractura no fémur, e faleceu na sequência deste acontecimento. O funeral do conceituado compositor será uma cerimónia privada “por respeito à humildade que sempre inspirou a sua vida”, disse o advogado.

O comunicado divulgado acrescenta ainda que Morricone morreu “ao amanhecer de 6 de julho em Roma, com o conforto da fé”. O compositor “manteve até ao último momento a lucidez e uma grande dignidade. Agradeceu à sua amada esposa Maria, que o acompanhou com dedicação em todos os momentos da sua vida pessoal e profissional e esteve perto dele até ao seu último suspiro. Agradeceu aos filhos e netos pelo amor e carinho que lhe deram”, adiantou ainda Asumma nas suas declarações.

Um artista “genial”

O maestro Morricone esteve seis vezes nomeado para Óscar, pelo seu trabalho em Dias do Paraíso, A Missão, Os Intocáveis, Bugsy, Malèna, tendo finalmente ganho o galardão de Melhor Banda Sonora Original com Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino, em 2016. Foi igualmente reconhecido pela Academia no ano de 2006, ao ser presenteado com um Óscar Honorário pelas “suas magnificas e multifacetadas contribuições para a arte do cinema e da música.” Foi o segundo compositor na história dos Óscares a vencer um prémio honorário pelo seu trabalho.

Ennio trabalhou em quase todos os géneros de cinema possíveis, desde o terror até à comédia, e algumas das suas melodias são até mais famosas que os próprios filmes. Ao longo da sua vida trabalhou com mais de uma dezena de conhecidos realizadores como Sergio Leone (Era Uma Vez na América), Gillo Pontecorvo (A Batalha de Argel), Bernardo Bertolucci (1900), Terrence Malick (Dias do Paraíso), William Friedkin (Rampage), Roman Polanski (Frenético), Brian De Palma (Os Intocáveis), Barry Levinson (Revelação) e Giuseppe Tornatore (Cinema Paraíso), entre outros.

A notícia da sua morte gerou várias reações em Itália e no mundo. O primeiro-ministro italiano deixou a nota de que “iremos sempre lembrar, com gratidão infinita, o artista genial que era o Maestro Ennio Morricone. Ele fez-nos sonhar, tocou-nos… com as suas notas memoráveis que se tornarão inesquecíveis no mundo da música e do cinema”, na sua conta oficial de Twitter.

O produtor de cinema italiano Aurelio De Laurentiis também partilhou a sua mensagem: “Junto a Ennio Morricone, vai consigo uma parte do cinema mundial. A sua humildade, combinada com a grandeza que ele nunca fez questão de exibir, permitiu-lhe apoiar pequenos e grandes filmes, dando-lhes uma alma única que os tornou perfeitos e inesquecíveis.”

Morricone deixa a sua esposa Maria, os seus quatro filhos, Andrea, compositor e maestro, Giovanni, Marco e a sua filha Alessandra.

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