Duffy critica Netflix por 365 Dias
Imagem: EF (via Instagram/Divulgação)

Duffy critica Netflix e acusa ‘365 Dias’ de glamorizar violação e rapto

A experiência pessoal da cantora contribuiu para esta intervenção.

Duffy, a cantora responsável pelo êxito ‘Mercy’, escreveu uma carta ao CEO da Netflix, Reed Hastings, onde critica o filme 365 Dias por “glamorizar a realidade brutal do tráfico sexual, rapto e violação“. A cantora revelou em fevereiro deste ano que foi drogada, raptada e violada e acredita que o filme da Netflix é o oposto do que as vítimas precisam.

A cantora de 36 anos revelou, em fevereiro, a razão pela qual fez uma pausa na sua carreira musical. “Fui violada, drogada e mantida em cativeiro durante alguns dias“, explicou na sua conta de Instagram. Depois de quase dez anos afastada, Duffy confessou: “na última década, durante milhares e milhares de dias, comprometi-me a voltar a recuperar o meu coração. E o sol voltou a brilhar“.

A carta aberta de Duffy à Netflix

Com a renovação do filme 365 dias na Netflix, Duffy escreveu uma carta aberta ao CEO da Netflix, Reed Hastings. O filme polaco, que está em primeiro lugar no top português da Netflix, conta a história de uma mulher raptada por um mafioso italiano. Massimo mantém Laura em cativeiro, até que esta se apaixone por ele, tendo 365 dias para o fazer. Já Duffy acredita que “essa não devia ser a ideia de entretenimento de ninguém, nem devia ser descrita como tal, nem ser comercializada dessa maneira“.

Duffy afirmou que sentiu necessidade de se dirigir à Netflix na sua carta aberta, dada a sua experiência pessoal. “Eu simplesmente não consigo perceber como é que a Netflix pode ignorar o quão descuidado, insensível e perigoso isto é“, escreve na sua carta. “Tragicamente, as vítimas de tráfico e rapto são invisíveis e, em 365 Dias, o seu sofrimento é transformado num ‘drama erótico’, como descreve a Netflix”, reforça Duffy.

A cantora dirigiu-se aos fãs do filme 365 Dias, pedindo-lhes que reflitam sobre aquilo em que consiste realmente o rapto e tráfico sexual. “O que eu e outros que conhecemos estas injustiças precisamos é exatamente do oposto — uma narrativa da verdade, da esperança e que nos dê voz”, conclui.

Apesar de ser um dos filmes da Netflix com pior classificação, é um dos mais populares da plataforma e já foi confirmada uma sequela.

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