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Angélico Vieira. Há nove anos, partia o ídolo da ‘Geração Morangos’

Faz hoje nove anos desde que Sandro Milton Vieira Angélico, mais conhecido como Angélico Vieira, morreu num acidente de carro. O ator, modelo, cantor e produtor português tornou-se famoso pelo seu papel na série juvenil Morangos Com Açúcar e pela sua carreira musical na banda D’ZRT.

Na madrugada de 25 de junho de 2011, Angélico Vieira viajava do Porto para Lisboa, quando o carro em que se encontrava se despistou, após perder o eixo da roda traseira. Três dias depois, o ídolo de uma geração foi dado como morto, devido a um traumatismo crânio-encefálico classificado como “muito grave” por uma fonte do Hospital.

“O artista dirigia-se a Lisboa onde, no evento da TVI Morangomania, iria apresentar o primeiro tema do álbum em que estava a trabalhar, para edição ainda em 2011”, assegurou a Farol, editora que representava o artista.

Angélico tornou-se conhecido em 2004 quando passou de trabalhar como modelo e de estudar Gestão de Empresas, para ser ator e representar em Morangos com Açúcar. A série, que fez sucesso na TVI desde 2003, marcou toda a geração dos anos 2000, o que fez com que centenas de fãs se reunissem, nos dias seguintes ao acidente, em frente ao Hospital de Santo António, no Porto, para acompanhar as notícias sobre o estado de Angélico.

O artista ganhou ainda notoriedade pela sua carreira musical a solo. Apesar de a banda em que Angélico participava, os D’ZRT, ser popularizada na série juvenil, rapidamente começou a encher palcos por todo o país. E depois disso, em 2008, a banda separou-se e o cantor lançou o seu primeiro álbum a solo, que chegou a disco de dupla platina, por vendas superiores a 40 mil exemplares.

“O seu talento não se esgotava nos palcos, nas suas capacidades como intérprete, na sua presença e atitude ímpar. Angélico era compositor, autor das suas letras e um produtor com uma identidade musical muito especial”, afirmou a Farol.

D’ZRT
D’ZRT

Com uma carreira multifacetada, o artista prosseguiu para o mundo das novelas, com participações em Doce Fugitiva, Feitiço de Amor e Espírito Indomável. Conquistou também a internacionalização, ao entrar no elenco da produção brasileira Dance, Dance, Dance, entre 2007 e 2008. Assim, durante os seus anos de atividade, Angélico Vieira conseguiu chegar até todo o tipo de pessoas, desde crianças, a jovens, adultos e até idosos.

A notícia da sua morte chegou então a 28 de junho e comoveu Portugal. Durante os dias seguintes, o ator foi a cara de todos os jornais e revistas do país, chegando mesmo a ser chamado de “herói” e “ídolo”. Ainda hoje Angélico é recordado e celebrado pela sua carreira e inúmeras pessoas continuam a deixar mensagens de saudade.

“Profundamente chocado pelo trágico desaparecimento de Angélico, aqui lhe presto, em meu nome e de todos os profissionais que me acompanham, um tributo sentido. Conheci-o fugazmente na Horta, após um concerto. Descobri um discreto e humilde jovem, que trazia tanta Vida quanta a que agora lhe fintou os projetos que, sei, tinha. O céu podia esperar”, comentou Pedro Abrunhosa ao Jornal de Notícias.

Várias outras figuras públicas que conheciam e trabalharam com o artista falaram sobre o acontecimento. Entre elas Herman José, Isabel Figueira, Rita Redshoes e Rita Pereira, com quem o artista tinha tido uma relação amorosa.

Em 2011, a morte de Angélico trouxe à memória a tragédia do ator Francisco Adam, que faleceu em 2006 na sequência de um acidente de automóvel.

“Parece uma maldição que aconteceu naquela série dos Morangos. Já tinha perdido um amigo assim e agora nem quero acreditar que isto aconteceu”, contou Dânia Neto. “Era muito querido, sempre bem-disposto. Ainda nem acredito que isto aconteceu.”

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