Lawrence Anyways
Imagem: Reprodução/D.R

Pride Month: 12 filmes para celebrar e refletir sobre o que falta alcançar

Em junho celebra-se o mês do Orgulho LGBTQ+, uma altura para celebrar conquistas e direitos mas também para assinalar o que ainda precisa ser feito. O Espalha-Factos reúne uma lista de 12 filmes que retratam várias facetas da luta e do orgulho LGBTQ+, atravessando documentários, comédias e até dramas musicais.

Disclosure: Trans Lives on Screen (2020)

O documentário de Sam Feder, disponível na Netflix, explora o tema da transsexualidade em Hollywood e o impacto que as histórias de pessoas transsexuais têm na cultura e outras áreas. Laverne Cox, Alexandra Grey, Chaz Bono e Trace Lysette são algumas das personalidades que dão a cara no documentário. 

The Half of It (2020)

Ellie Chu é a típica aluna que não se enquadra na escola. Sobrevive o secundário a fazer os trabalhos de casa aos seus colegas em troca de dinheiro, com o qual contribui para as despesas em casa. Secretamente, Ellie tem uma grande crush em Aster Flores, mas quando Paul, um dos rapazes da equipa de futebol da escola e apaixonado pela mesma rapariga, procura Ellie para o ajudar a escrever uma carta de amor a Aster, Ellie entra em conflito consigo mesma e tenta o seu melhor para não revelar os sentimentos que esconde.

Rocketman (2019)

Imagem: Divulgação

Uma grande adaptação musical dos primeiros anos da carreira de Elton John, que dispensa apresentações, pelas mãos do realizador Dexter Fletcher. É um olhar atento e encantador a um artista que nos deu vários temas musicais que cedo atingiram o estatuto de clássicos, para além de contar com uma interpretação portentosa de Taron Egerton no papel principal. O ecrã dá lugar a uma explosão de cores e energia que caracterizam o percurso de vida de Elton, aproximando-se da sua verdadeira essência. Egerton ganhou o Globo de Ouro para Melhor Ator, em filmes de categoria Musical ou Drama. 

Booksmart: Inteligentes e Rebeldes (2019)

Beanie Feldstein e Kaitlyn Dever em Booksmart
Imagem: Reprodução/D.R

À beira da formatura do liceu, Amy e Molly, duas alunas brilhantes, e também melhores amigas, chegam à conclusão que não deviam ter trabalhado tanto e deviam ter-se divertido mais. Para isso decidem ir a uma festa de final de ano, para não ficarem atrás dos colegas no que toca à diversão. Kaitlyn Dever e Beanie Feldstein são duas revelações nos papéis principais, comandando uma comédia que vai rapidamente atingir o estatuto de clássica. Realizado por Olivia Wilde, numa estreia fortíssima no campo da realização, o filme aborda também a temática LGBTQ+ de forma aberta, mas sobretudo honesta e bastante verdadeira. É uma carta de amor à diversidade e inclusão. 

Retrato da Rapariga em Chamas (2019)

Adèle Haenel e Noémie Merlant em Retrato de uma Rapariga em Chamas
Imagem: Reprodução/D.R

O filme francês é um dos melhores e mais bonitos de 2019, dado o seu requinte visual, onde as pinturas representadas no ecrã ganham vida à nossa frente. É um drama romântico, realizado por Céline Sciamma, e conta a história de uma mulher pintora, Marianne, que tem de pintar um retrato de casamento de uma jovem mulher, Héloise, sem esta saber. Para o efeito, Marianne tem de observar a sua modelo de perto todos os dias, para poder pintar o retrato durante a noite. Com a proximidade, as duas mulheres ficam cada vez mais unidas, criando-se então uma intimidade e atração especial. O retrato torna-se num testamento ao amor que ambas nutrem uma pela outra. Ancorado por duas fantásticas performances de Noémie Merlant e de Adèle Haenel, o filme é uma interessante reflexão sobre a arte e o poder da imagem, em contacto com o amor. 

O filme está atualmente em exibição em vários cinemas em Lisboa e no Porto.

Variações (2019)

Variações
Fotografia: Divulgação

O musical biográfico de João Maia retrata a vida de António Variações, uma das figuras LGBTQ mais importantes da cena cultural portuguesa do século XX. É um filme sobre música, sonhos e amor, que mostra o percurso difícil de Variações, desde que era uma criança em Amares até ser uma reconhecida estrela do rock. O cantor lutou pelos seus sonhos, mas também pela liberdade de simplesmente ser quem era.

Dor e Glória (2019)

Dor e Glória
Imagem: Reprodução/D.R

Antonio Banderas dá corpo a Salvador Mallo, um realizador que está na curva descendente da sua carreira devido aos problemas de saúde que o começaram a afetar nos últimos anos de vida. O relançamento de um filme seu dá o mote para o reencontro com a sua velha paixão, Alberto Crespo, o ator principal do filme. Dor e Glória, realizado de forma sublime por Pedro Almodóvar, é também um retrato fiel do passado de Salvador, desde a sua relação com a mãe, até à sua primeira paixão homossexual durante a juventude. Almodóvar é o realizador LGBTQ mais conceituado de Espanha, sendo responsável por filmes como Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), Tudo Sobre a Minha Mãe (1999) e Fala com Ela (2002). É uma história pessoal mas verdadeira, capaz de criar vários pontos de identificação com o espectador. 

4 Moons (2014)

Antonio Velázquez e Hugo Catalán em 4 Moons
Imagem: Reprodução/D.R

4 Moons é um filme dramático, da autoria de Sergio Tovar Velarde, que, através de quatro histórias paralelas, coloca a sexualidade no centro da narrativa. Retratando personagens homossexuais em diferentes fases da vida, que vão desde a infância até à velhice, o filme faz o cruzamento entre temáticas como descoberta da própria sexualidade e a autoaceitação. No ecrã, assiste-se ao colidir da história de pessoas que percorrem caminhos bastante distintos, unidas por um elo de ligação: a sua sexualidade.

Pride (2014)

Baseado numa história verídica, a comédia dramática, realizada por Matthew Warchus, narra o grande evento britânico de 1984, em que um grupo de ativistas gay trabalhou para ajudar os mineiros e as suas famílias durante a Greve Nacional dos Mineiros, que se prolongou no tempo. É uma aliança nunca antes vista, que fundou a campanha Gays e Lésbicas Apoiam os Mineiros. O filme britânico de 2014 esteve nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Filme, na categória Musical ou Comédia. Conta com um elenco de luxo, composto por nomes como Bill Nighy, Imelda Stauton, Dominic West, Andrew Scott e Paddy Considine. Um filme bem-intencionado, com uma bonita mensagem e capaz de levar às lágrimas. 

Laurence Anyways (2012)

Lawrence Anyways
Imagem: Reprodução/D.R

Em Laurence Anyways, o realizador canadiano Xavier Dolan volta a apostar no poder dos detalhes para reforçar a subtileza tão característica no seu trabalho. Ao longo de quase três horas, mais do que acompanhar o retrato da metamorfose de Laurence, que se descobre como uma mulher transexual, é possível atentar à forma como a identidade da personagem obriga a uma abrupta redefinição dos contornos da sua relação amorosa com a sua companheira, Fred. Assiste-se a uma história de amor, na qual se realça o amor-próprio.

Os Miúdos Estão Bem (2010)

Julianne Moore, Annette Bening, Josh Hutcherson e Mia Wasikowska
Imagem: Suzanne Tenner – © 2010 Focus Features

Jules e Nicole, interpretadas por Julianne Moore e Annette Benning respectivamente, são um casal de lésbicas e mães de dois filhos, Joni Mitchell de 18 e Laser de 15 anos. Ambos foram concebidos pelo mesmo doador de esperma, Paul (Mark Ruffalo), e a curiosidade leva-os em busca do seu pai biológico. Estabelece-se rapidamente um triângulo amoroso nesta família, com a introdução de Paul na rotina familiar. Uma comédia dramática refrescante, que ganha pontos ao representar uma família pouco tradicional. Com um elenco talentoso, às ordens da realizadora Lisa Cholodenko, Os Miúdos Estão Bem é um filme obrigatório, carregado de respeito pelas suas personagens, de lições sobre a parentalidade, sexualidade e a mostrar que uma família não precisa de seguir as regras (supostamente) universais para funcionar.

Morrer Como Um Homem (2009)

Realizado por João Pedro Rodrigues, a tragicomédia fez parte da secção Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2009 e foi o Melhor Filme nos Prémios Autores. O filme inspirou-se na história real de Joaquim Centúrio de Almeida, um transformista lisboeta, e conta a sua história no final de carreira, enquanto tenta aceitar o passado e lidar com o seu filho. O filme recebeu várias críticas negativas, e muitos dos atores não tinham qualquer experiência. No entanto, retrata uma realidade que ainda é considerada tabu e pouco discutida abertamente, e coloca em discussão temas como a identidade de género e a sexualidade.

Sugestões de Ana Silva, Carolina Correia, Daniel Bento, Diogo Silva e Pedro Terrantez.

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