Morreu o escritor Carlos Ruiz Zafón, autor de “A Sombra do Vento”

Tinha 55 anos e lutava há dois contra um cancro do cólon

Carlos Ruiz Zafón morreu esta sexta-feira, 19 de junho aos 55 anos, em Los Angeles, cidade onde residia. O escritor catalão ficou internacionalmente famoso pelo romance A Sombra do Vento. Lutava contra um cancro do cólon desde 2018.

A notícia foi avançada pelo El País, citando fontes editoriais, e já foi confirmada pela editora espanhola Planeta. Hoje é um dia muito triste para toda a equipa da Planeta, que conheceu e trabalhou com o escritor durante 20 anos, durante os quais se forjou uma amizade que transcende o profissional”, declarou a Planeta. “Zafón morreu, mas continuará muito vivo através dos seus livros”, concluiu a editora.

Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona e vivia em Los Angeles desde os anos 90. Além de escritor, Zafón era guionista, tendo trabalhado também na área da publicidade antes de se estrear na literatura. Desde 2018, data em que soube que estava doente, que não lançava um novo livro.

Prémios e Galardões

Em 1992 iniciou-se no “estranho ofício de romancista”, como costumava dizer. Conquistou o público e a crítica com A Sombra do Vento, foi finalista do Prémio de Romance Fernando Lara 2001 e do Prémio Llibreter 2002. Além disso, o escritor foi eleito o Melhor Livro de 2002 pelos leitores do jornal La Vanguardia, traduzido para mais de 40 línguas e com mais de 6,5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, desde o lançamento em 2001.

Em O Jogo do Anjo (2008), Zafrón regressou ao “Cemitério dos Livros Esquecidos” de A Sombra do Vento e vendeu nesse ano, só em Espanha, um milhão de exemplares. Mais tarde, completaria a tetralogia com O Prisioneiro do Céu e O Labirinto dos Espíritos.

O escritor catalão foi o primeiro autor de língua espanhola a vencer o Prémio Literário Casino da Póvoa durante o festival literário Correntes d’Escritas da Póvoa de Varzim, com A Sombra do Vento, em 2006. Na altura, o júri português justificou o prémio pela “imaginação prodigiosa, em termos de construção simbólica e narrativa; pelo poder descritivo e alegórico; pela condensação de um imaginário de vários mitos fundadores ocidentais; pelo desenho das personagens” do romance.

Carlos Ruiz Zafón foi o terceiro escritor a receber o galardão, depois de Lídia Jorge (2004) e António Franco Alexandre (2005), que se atribui desde 2004, alternando entre prosa e poesia. O mesmo galardão já foi atribuído a autores como Pepetela (2020), Ana Luísa Amaral (2007), Rubem Fonseca (2012) e Javier Cercas (2016).

Artigo atualizado às 16h02 de 19 de junho com a correção da data de morte do escritor.

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