Eurovisão
Fotografia: Eurovision.tv

Eurovisão. Novas regras permitem coros em playback

A Eurovisão anunciou esta quinta (18), um conjunto de novas regras que, de acordo com a organização, facilitarão que o evento aconteça mesmo em situações como aquela que este ano impediu a realização dos espetáculos em Roterdão.

Uma das mudanças que mais controvérsia está a causar junto da comunidade de fãs é a permissão do uso de backing vocals gravados, ao invés de obrigar à presença em palco dos cantores que interpretam coros e segundas vozes nos temas a concurso.

A medida, que será tomada de forma experimental durante a edição 2021, é explicada como uma forma de “oferecer aos canais concorrentes a possibilidade de explorar novos conceitos criativos, viajar com uma delegação mais pequena em 2021 e reduzir os encargos técnicos ao canal anfitrião“. Estas são alterações que, de acordo com o mesmo comunicado, estão relacionadas com a “sustentabilidade do Festival na nova realidade” que vivemos.

A Eurovisão defende que esta alteração irá “permitir aos compositores e produtores apresentar o seu trabalho de uma forma o mais próxima possível às suas composições originais e, mais importante, permite que o Festival evolua“.

O uso de backing vocals passa assim a ser inteiramente opcional. Cada delegação poderá escolher se terá cantores de apoio, e se estes estarão ou não em palco. Será ainda permitido usar uma combinação de vozes gravadas e em direto e deixará de existir uma limitação no número de vozes a utilizar nestes vocais de apoio.

A exceção não se estende, contudo, às vozes principais da canção. “Os vocalistas principais, que interpretam a melodia da canção, incluindo um eventual uso de um ‘lead-dub’, têm de ser em direto da arena, dentro ou fora do palco“.

É ainda destacado que “a gravação de backing vocals não pode incluir vocais principais (lead vocals), ‘lead dubs’ ou quaisquer outros vocais que tenham o efeito ou o propósito de substituir ou assistir, de forma indevida, os vocalistas principais durante a performance ao vivo no palco“.

Eurovisão muda para assegurar que o festival “regressa de vez”

As principais lições que aprendemos na primavera de 2020 são que precisamos de preparar-nos para uma crise global, e nós ajustámos as regras do Festival para esse efeito. Precisamos de estar capacitados para ser mais flexíveis e para fazer alterações inclusivamente ao formato em si ou à forma como organizamos o evento nestes tempos tão desafiantes“, detalhou Martin Österdahl, recentemente nomeado como Supervisor Executivo do Festival Eurovisão da Canção.

As alterações, que entrarão em vigor na edição de 2021, foram aprovadas pelo Grupo de Referência, considerado o órgão de gestão do evento, e distribuídas por todos os canais membros que manifestaram interesse em participar na edição do próximo ano.

Temos de nos adaptar“, destacou o novo supervisor. “Mesmo se, como preferimos, for possível voltar com o nosso plano A, um concurso como o que conhecemos e amamos, com uma arena cheia de fãs e delegações“, explica.

Num conjunto de perguntas e respostas que o evento disponibilizou é destacado que as antigas regras não permitiam que o concurso tivesse lugar num cenário de restrições, que podem surgir futuramente, num cenário ainda desconhecido.

 

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