Festival Regresso ao Futuro

Festival Regresso ao Futuro promove 21 concertos em simultâneo por todo o país

Do Nordeste Transmontano com Carolina Deslandes, às praias do Algarve com Diogo Piçarra. O desconfinamento da música portuguesa ganha agora fôlego com o Festival Regresso ao Futuro que, no próximo dia 20 de junho, reúne 21 artistas em 21 Teatros Municipais, um pouco por todo o país.

Depois de meses rigorosos para a classe artística, que deixaram a nu as fragilidades de um setor bastante precário, a terceira fase de desconfinamento social decretada pelo Governo de António Costa permite agora que os espetáculos ao vivo se comecem a realizar, ainda que com medidas de segurança associadas. Como forma de ajudar a Cultura, a Sons em Trânsito reuniu um conjunto de 21 artistas e bandas nacionais, num total de 21 espetáculos, cujas receitas de bilheteira revertem para o Fundo de Solidariedade para a Cultura.

Em comunicado, a Universal Music explica que o evento “reafirma a vocação decisiva dos Teatros Municipais para a sustentabilidade da cultura em Portugal, a sua importante contribuição para a circulação artística, agindo como um catalisador de esperança, resiliência e confiança para o público”. Os bilhetes têm um preço único de 10€ e estão à venda a partir de terça-feira, 9 de junho, nos locais habituais e nas bilheteiras dos Teatros.

Região Norte

Festival Regresso ao Futuro

Sem quaisquer ofertas nas cidades do Porto, Gaia ou Braga, a região Norte é a que apresenta menos concertos neste Festival, apenas quatro. No entanto, apesar das escassez de alternativa, Bragança, Fafe, Caminha e Matosinhos têm alguns dos maiores nomes da iniciativa. Todos os concertos, à semelhança do resto do país, ocorrem às 21h30.

Carolina Deslandes atua em Bragança, no Teatro Municipal. Em Fafe, Gisela João participa na iniciativa a partir do Teatro Cinema. Miguel Araújo viaja até Caminha para pisar o palco do Teatro de Valadares. Na área metropolitana do Porto, mais precisamente em Matosinhos, Tiago Nacarato apresenta-se no Cine-Teatro Constantino Nerv.

Região Centro

Festival Regresso ao Futuro

A região Centro é a que apresenta um maior leque de escolha, são nove as localidades que fazem parte da iniciativa. Em Torres Novas, no Teatro Virgínia, a música fica a cargo de António Zambujo. Em Oliveira do Bairro, no Quartel das Artes, a fadista Ana Moura é a estrela principal. A jovem Bárbara Tinoco apresenta o seu trabalho no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha. O vencedor do The Voice, Fernando Daniel, atua na sua cidade natal, no Cine-Teatro de Estarreja.

Em Ovar, cidade que viveu de forma intensa a pandemia do novo coronavírus, a população pode contar com muita música a cargo de Pedro Abrunhosa, no Centro de Arte. Por outro lado, em Santarém, as gentes locais recebem no Teatro Sá da Bandeira o único vencedor português da Eurovisão, Salvador Sobral. Para Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva, o Festival escolheu Agir. Já na cidade de Aveiro, o histórico Teatro Aveirense recebe os The Black Mamba. Finalmente, a região Centro fica completa com o concerto de Aurea no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz.

Região Sul

Festival Regresso ao Futuro

Na região Sul, na qual incluímos Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, existem oito espetáculos, dois deles só na capital. Com um novo disco acabado de sair e, portanto, muita vontade de o apresentar ao vivo, estão os Clã, que atuam em Almada, no Teatro Joaquim Benite. Em Cascais, a noite no Parque Palmela é dominada pelo fado, na voz de Camané. Os D.A.M.A foram o grupo escolhido para atuar no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal. Já Diogo Piçarra regressa à sua região de origem para cantar no Teatro das Figuras, em Faro.

Em Lisboa, os espetáculos são em dose dupla. Rita Redshoes apresenta-se no São Luiz Teatro Municipal, ao mesmo tempo que Samuel Úria se encontra no Cinema São Jorge. Os The Gift partem da sua adorada Alcobaça para tocar no Cineteatro Louletano, em Loulé. Por último, Tiago Bettencourt fecha o cartaz com uma performance no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco.

Componente Solidária

Para além de desconfinar a música portuguesa, o Festival Regresso ao Futuro tem ainda o objetivo de ajudar todo um setor fortemente abalado com a pandemia. As receitas de bilheteira de todos estes espetáculos serão entregues ao Fundo de Solidariedade para a Cultura, criado pela Audiogest (associação que representa produtores musicais) e a GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas), destinado a todos os profissionais dos setores das artes.

O objetivo deste fundo é apoiar financeiramente, até ao limite das disponibilidades, profissionais (incluindo profissionais independentes e trabalhadores) do setor cultural, que se encontram a braços com uma crise sem precedentes, tantos deles arredados dos apoios públicos, precisamente fruto da precariedade estrutural do setor”.

A prioridade nas ajudas será dada “àqueles que têm maiores necessidades económicas”, havendo também a opção de, em determinadas condições, existirem apoios para empresas, num contexto de manutenção de postos de trabalho. O público é ainda convidado a levar alimentos não perecíveis para entrega nos Teatros, que serão recolhidos e distribuídos pela União Audiovisual junto dos profissionais dos setores das artes que se encontram em situação de maior vulnerabilidade alimentar”.

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