Dia Mundial do Ambiente
Fotografia: Luca Bravo/Unsplash

Dia do Ambiente. Como as práticas inovadoras podem promover a sustentabilidade

“A Natureza está a enviar-nos uma mensagem clara”. Foi assim que o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, iniciou a sua mensagem do Dia Mundial do Ambiente. Este ano, ao marcar a data, celebramos também os projetos inovadores que colocam “a natureza onde ela pertence: no centro das nossas decisões”.

O Dia Mundial do Ambiente celebra-se esta sexta-feira, dia 5 de junho. Foi instituído em 1972, ano da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente. Durante este tempo, muitas decisões políticas e sociais se tomaram para criar um mundo mais sustentável. No entanto, ainda falta um grande passo, que é a ajuda de todos, através da iniciativa própria.

Dia Mundial do Ambiente
Fotografia: George Bakos/Unsplash

O Espalha-Factos falou com quem tomou a decisão de agir. Procurámos iniciativas inovadoras que promovem a sustentabilidade e a ação de todos. Tentámos ainda perceber como é que cada um de nós pode partir à ação hoje, a nível local, para ajudar o ambiente a nível global.

MUSA Natural Cosmetics

A Musa Natural Cosmetics é uma marca de cosméticos natural, dirigida por Catarina Nobre. Trabalha com uma seleção de produtos Vegan e “Zero Waste”.

Catarina Nobre admitiu que não é fácil conseguir olhar para todos os lados da sustentabilidade numa marca, desde os produtos de origem natural à não utilização de plástico. Destacou então que se trata de um processo de seleção. “Nós escolhemos aquilo que é importante para nós, que é a origem dos ingredientes”, declarou.

A fundadora admitiu que a marca tenta ao máximo reduzir no plástico, mas que a sua utilização é necessária devido aos cremes à base de água. Sendo assim, tentam praticar uma política de devolução das embalagens. “As pessoas devolvem-nos a embalagem e nós aplicamos o desconto para a compra de um novo produto e no nosso espaço esterilizamos e voltamos a usá-la”, explicou.

Society Loving The Planet Minho

A Society Loving The Planet Minho é uma abordagem da Organização Não-Governamental Loving The Planet aplicada à Universidade do Minho. “O que nós sentimos foi que a nossa mensagem estava a chegar ao público, mas era um público que já tinha alguma sensibilidade com isto, ou seja, não conseguíamos chegar a quem nós queríamos”, refletiu Miguel Lopes, presidente da iniciativa.

Com um público-alvo ligado aos estudantes universitários, entre os 18 e os 23 anos, acreditam que “não faz sentido” incitar a “mudanças bruscas”. “O nosso objetivo é mesmo dar soluções práticas que uma pessoa normal consiga aplicar logo na hora, que não tenha de pensar muito nem tenha de mudar muito os hábitos para aplicar”, declarou Miguel Lopes.

Mais do que um simples projeto de alerta, que sensibiliza as pessoas para o facto de “não haver planeta B”, a Society Loving The Planet Minho tenta disponibilizar soluções. “O nosso objetivo é falar disso também, mas não só ser uma crítica gratuita, criticar e dar uma solução”, sublinhou o presidente.

A importância de práticas inovadoras e originais para promover a sustentabilidade

Para Miguel Lopes, é muito importante que as pessoas se identifiquem com um projeto para ficarem motivadas a agir. “Acho que é muito importante as pessoas olharem e verem que há projetos à medida delas, e que são coisas que podem fazer”, afirmou.

Para além disso, mais do que projetos de alerta, o presidente da Society Loving The Planet Minho voltou a lembrar a importância de apresentar soluções e “que se complementem”. “Eu acho que é importante haver mais [projetos] para também haver um confronto de ideias e haver diferentes opiniões, diferentes pontos de vista e assim conseguirmos dar uma oferta melhor”, salientou.

Agir a nível local para criar uma mudança global

De acordo com Catarina Nobre, é “impossível” pedir a toda a gente para “mudar tudo”. Pelo contrário, a jovem enfatizou a importância de apresentar alternativas que estejam ao alcance de todos. “Se mostrarmos alternativas pequenas, que as pessoas conseguem facilmente alterar, acho que todos podemos dar um pequeno contributo”, explicou. Para Catarina Nobre, mais do que “toda a gente mudar tudo”, é importante “cada um fazer a sua parte”.

Dia Mundial do Ambiente
Fotografia: Christian Joudrey/Unsplash

Já Miguel Lopes destacou a importância da replicação dos atos. “As pessoas pensam sempre que se formos só nós não vai mudar nada, mas se começar com uma pessoa e se for replicando, de repente estão 10 pessoas, 100 pessoas, 1000 pessoas a fazer um gesto e, de repente, mudaram alguma coisa”, sublinhou.

Deste modo, o presidente da Society Loving The Planet Minho sobrepôs a importância dos pequenos atos às grandes mudanças, para realmente ajudar o meio ambiente. “É importante percebermos que não é por sermos pouca gente que não vai ter um impacto global, porque se toda a gente começar a fazer uma coisa diferente e começar a reduzir, o impacto é enorme”, explicitou. Utilizando como exemplo o consumo de carne, o estudante declarou que não é preciso deixar de comer carne de todo, “mas se calhar se a pessoa comer menos uma refeição de carne já está a ajudar em alguma coisa”.

A pandemia e o meio ambiente

Situações de calma e menor movimentação, como o caso do confinamento devido à pandemia do coronavírus, podem ser também um fator de mudança em termos ambientais, ou assim espera Catarina Nobre. No entanto, a jovem não se arrisca a apostar na hipótese. “Não sei exatamente como é que será daqui para a frente, porque temo que as pessoas tenham um bocadinho a memória curta”, revelou.

Dia Mundial do Ambiente
Fotografia: Unsplash

Para Miguel Lopes, a pandemia trouxe algumas consequências negativas. O jovem destacou o aumento da produção de máscaras e luvas não reutilizáveis e um maior consumo de energia, devido ao confinamento e ao teletrabalho, como principais fatores negativos da situação.

No entanto, o presidente da Society Loving The Planet Minho admitiu que houve também um lado positivo, no facto de “as pessoas perceberem que podem abrandar um bocadinho, que não é preciso ser tão urgente nem haver tanto stress que as coisas se calhar fazem-se”. O jovem refletiu que “é importante percebermos que é possível alterar algumas coisas e que a pandemia mostrou muito isso, que podemos abrandar o ritmo, não estar sempre acelerados e que abrandar faz bem ao planeta”.

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