Entrevistas de emprego: 7 dicas para gerires melhor a ansiedade

Numa pesquisa rápida no Google e no Youtube, encontramos facilmente dicas sobre como fazer o CV perfeito ou como responder da melhor forma possível às perguntas durante as entrevistas de emprego. O que há em comum normalmente nesse tipo de conteúdo? Que é imperativo mantermo-nos calmos, confiantes, eloquentes, claros e eficientes na nossa forma de comunicar.

Se até nos pode fazer sentido que é necessário transmitirmos uma postura apropriada, serena e confiante durante as entrevistas de emprego, efectivá-lo na prática é para muitos de nós quase impossível. As entrevistas representam um momento de grande stress, em que podemos sentir que o nosso nervosismo nos está a limitar. Ou pior, que é transparente e que as pessoas notam. Frases como “De certeza absoluta que se nota que a minha voz está a tremer” ou “Não consegui dizer nada como eu queria, porque estava com muitos nervos!” são muito frequentes e podem pautar a nossa experiência durante a procura de emprego. Sejamos nós estreantes nas entrevistas de emprego, ou sejamos uns veteranos com muitos anos de experiência a conhecer potenciais empregadores.

Artigos sobre ansiedade durante as entrevistas e procura de emprego existem em menor quantidade, mas ela existe e é natural. De facto, estarmos ansiosos antes de uma entrevista de emprego faz parte do nosso processo. Não devemos negá-la ou fingir que não existe, porque ela também pode ajudar-nos muito. Quando ficamos ansiosos, ficamos mais preparados para a acção, mais focados naquilo que é a situação em questão e a termos uma melhor performance. O problema não é a ansiedade existir, o problema é que quando ela é demasiado intensa nos torna refém e domina as nossas ações.

A base da ansiedade é o medo. Quando vamos para uma entrevista de emprego, existem muitas variáveis que não controlamos e que desconhecemos. Esta incerteza deixa-nos com receio, porque existem múltiplas variáveis que desconhecemos e que não fazemos ideia como colmatar.

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Dependendo das pessoas, várias perguntas podem surgir na nossa mente: Quem é que vou encontrar? O que vão eles pensar de mim? Que tipo de características estão à procura? Que perguntas vão fazer-me? Quantos candidatos estarão no processo? Será que são simpáticos? Serei bom o suficiente? Será que vou gostar daquilo? Será que vou passar? Se eu não ficar com este emprego, será que tenho dinheiro suficiente para o próximo mês?

Estas perguntas atacam-nos e colocam em marcha um conjunto de emoções que podem intensificar-se de forma exponencial. Quando esse momento chega, começamos a questionar-nos a nós próprios sobre o que estamos a fazer. Sentimo-nos indefesos e com poucos recursos para fazer face ao tamanho desafio que se encontra à nossa frente.

Ainda que possam parecer assustadores, a boa notícia é que nós podemos agir sobre estas emoções e pensamentos. Listámos um conjunto de ações que podem ajudar cada um de nós a gerir da melhor forma a nossa ansiedade.

Preparação

Pode parecer cliché, mas se a fonte de ansiedade tem a ver com o desconhecido, uma maneira muito eficaz de a controlar é aumentar a quantidade de informação que temos disponível sobre a situação com que nos vamos deparar. Além de ter a consequência prática de aumentar a nossa eficácia durante a entrevista, isto ajuda-nos a informar a nossa mente de que temos recursos e conhecimentos para enfrentarmos melhor este desafio. Acções associadas à preparação são: pesquisar a empresa, os entrevistadores, a função, tentar falar com pessoas que trabalham lá, fazer pesquisas no LinkedIn, ler sobre como fazer entrevistas, etc.

Ensaiar

As entrevistas de emprego não são a interacção social mais frequente que nós temos na nossa vida. Por causa disso, é fundamental praticarmos. Quanto mais praticarmos, melhor será o nosso desempenho. Fazer roleplays com amigos/familiares ou praticar sozinhos respostas às perguntas mais frequentes nas entrevistas (ou na entrevista específica a que vamos, se tivermos essa informação) é uma preciosa ferramenta que não podemos dispensar. Praticar estas respostas dar-nos-á a confiança que precisamos e permitirá os nossos níveis de ansiedade manterem-se regulares para quando uma pergunta inesperada surgir.

A entrevista (também) é do entrevistado

Muitas vezes, iremos deparar-nos com perguntas difíceis, que não sabemos responder prontamente. Não existe problema nenhum em pedir ao entrevistador um momento para pensar ou simplesmente deixar o silêncio acontecer.
Durante a entrevista, pode também acontecer que nos tenhamos esquecido de dizer algo muito importante nas questões anteriores. Nesta situação, é possível interromper o decurso normal da entrevista dizendo “Desculpe, mas esqueci-me de mencionar algo fundamental há pouco” ou depois da entrevista enviar um e-mail ou uma nota com essa informação.

A imperfeição é amiga da perfeição

Antes e durante a entrevista, pensamentos como “não tenho jeito para isto” ou “eles vão fazer-me uma pergunta que eu não sei e vou parecer estúpido(a)” ou “errei esta pergunta, não vou ficar de certeza” irão visitar-nos com alguma frequência. Eles existem, são automáticos e, apesar de nos fazerem sentir pior, tentar fazê-los desaparecer não vai resultar. Devemos identificá-los e responder com pensamentos que possam atenuá-los ou contrariá-los. São exemplos de pensamentos atenuadores frases como “não é por termos dito X, que me vão rejeitar”, “preparei-me para esta entrevista bem, de certeza que encontrarei uma maneira de responder ou reagir de forma adequada”, ou “eu tenho a competência X, Y, Z, … que me fazem um candidato bom para esta posição” ou “posso até não ser aceite neste emprego, mas vou dar o meu melhor e decerto que aparecerão no futuro outras oportunidades”. Escrever estes pensamentos ou repeti-los para nós próprios permite-nos vivenciá-los de forma mais real, o que reduzirá a nossa ansiedade.

Nenhuma empresa está à procura da pessoa perfeita. As empresas procuram um determinado tipo de perfil que faz sentido para as suas equipas, cultura organizacional e função. O facto de termos errado uma questão ou de não termos dito algo de forma perfeita não representa imediatamente que já não somos compatíveis para aquela vaga.

Focar no sucesso

Anteriormente focámo-nos na resposta positiva a pensamentos negativos automáticos. No entanto, nós podemos proativamente invocar imagens positivas. Visualizar-nos antes da entrevista a ter interacções bem sucedidas com os entrevistadores pode ter efeitos benéficos na redução da ansiedade e do aumento da performance.

Relaxamento

Podemos fazer esforços proativos de regulação de stress e ansiedade, através de alguns exercícios de respiração e relaxamento. Este tipo de actividades informa a nossa mente que não estamos numa situação ameaçadora. Quando estamos nervosos, a nossa respiração fica mais acelerada e errática. Exercícios de respiração, por exemplo, aumentam o nosso nível de oxigénio no sangue que é um relaxante natural. Para fãs de aplicações no telemóvel, tanto o Headspace, como o Calm são ferramentas úteis para estas situações também.

Parar

Apesar da boa preparação, pode acontecer termos um bloqueio ou começarmos a tremer ou ficarmos vermelhos durante a entrevista. Nestas situações, em vez de começarmos a falar internamente sobre como visível e terrível é isto acontecer, podemos, em seu lugar, respirar, beber um pouco de água e ganhar algum tempo. Para fazermos isso, basta perguntar “Desculpe, não entendi bem a pergunta, pode repetir?” ou “Pode fazer a pergunta de outra forma?” ou confirmarmos com a pessoa se entendemos bem a questão.

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