Vagabond
Fotografia: Vagabond/Divulgação

‘Vagabond’ tem artistas e “muitos sítios em Portugal para dar a conhecer”

A série Vagabond Invites, do projeto Vagabond, estreou no dia 18 de abril e conta, até ao momento, com dois episódios. Em conversa com o Espalha-Factos, o coordenador do projeto, Bernardo Marona, explicou o conceito e os principais objetivos do trabalho que quer dar a conhecer o país e vários artistas desconhecidos, aliando a arte ao turismo.

O conceito para o Vagabond surgiu com a ideia de Bernardo Marona, que admitiu sempre ter gostado muito de conteúdos multimédia, apesar de não ser a sua área. O engenheiro de formação revelou que, do conteúdo que consumia, nunca viu serem feitas coisas que aliassem o turismo, a arte e a aventura. “Nunca percebi porque é que essas ideias que eu tinha para séries e documentários nunca ninguém tinha feito nada igual, ou as coisas idênticas que haviam, não eram feitas da forma como eu as imaginava”, declarou.

A Bernardo Marona juntaram-se Rodrigo Rebelo de Andrade, realizador, e Tiago Andrade, que trabalha com fotografia e comunicação. Em conjunto, criaram o projeto “com a ideia de criar conteúdos audiovisuais, mais focados nos vídeos, virado para o Youtube”, mas com a ambição de “quem sabe um dia chegar à Netflix”.

A Vagabond Invites é a primeira série do projeto. “O conceito é basicamente pegar em artistas emergentes que, por uma razão ou por outra, ainda não são muito conhecidos, e dar oportunidade às pessoas de conhecer esse trabalho”, explicou Bernardo Marona. Para além da arte, a equipa trabalha também a apresentação de locais turísticos. “Nós tentamos sempre fazer esses vídeos em destinos turísticos ainda pouco explorados em termos de vídeo e de fotografia e idealmente que também não sejam muito conhecidos pelas pessoas”, acrescentou o coordenador.

A primeira temporada da série é composta por seis episódios, cada um com uma duração entre três e cinco minutos, em estilo videoclipe. Os dois primeiros episódios, Picote e Tonel, respetivamente, já foram lançados no canal de Youtube do projeto.

Quanto ao futuro do projeto, o coordenador afirmou estarem em cima da mesa várias ideias para novas séries “com outros formatos, e com conteúdo tão ou mais interessante e tão ou mais irreverente” do que a Vagabond Invites. No entanto, o objetivo é também prolongar esta no tempo, “eventualmente num regime anual ou bianual”. “O feedback todo que temos tido, tanto de pessoas, digamos, leigas, como de pessoas da área do cinema e da fotografia, tem sido positivo”, declarou.

A importância de divulgar o turismo

Para Bernardo Marona, a divulgação de locais turísticos portugueses menos conhecidos tem “toda a importância”, especialmente num momento de mobilidade mais reduzida, devido à pandemia do coronavírus.  “Nós queríamos mostrar Portugal, porque Portugal é um país incrível e com uma diversidade também incrível num espaço relativamente pequeno”, afirmou.

Para além disso, o engenheiro de formação revelou que, visto que “maior parte da população portuguesa será obrigada, entre aspas, a passar férias em Portugal”, a Vagabond pode ter um “papel interessante” de apresentar “destinos turísticos menos mainstream” no país. “Sou da opinião que até há determinados sítios menos mainstream que até acho mais interessantes do que os locais a que toda a gente vai”, admitiu o coordenador.

Quanto às próximas temporadas da série, Bernardo Marona revelou que há uma ambição em “ir para fora de portas e gravar, por exemplo, a Espanha ou, eventualmente, em Marrocos”. No entanto, o objetivo da equipa de “dar a conhecer melhor o nosso país não acaba nesta primeira temporada” e, de acordo com o coordenador, ainda têm “muitos sítios aqui em Portugal para dar a conhecer.

A promoção de artistas menos conhecidos

O trabalho do projeto Vagabond prende-se sobretudo com a divulgação de artistas emergentes e desconhecidos do público em geral. “Esta vai ser eventualmente a primeira vez que o público vai ter conhecimento do artista, ou do que é que ele faz”, destacou Bernardo Marona.

Desta forma, o engenheiro de formação expôs o papel que o projeto pode ter na criação de “oportunidades para esses artistas serem contratados ou convidados para entrarem noutros projetos”. “Por exemplo, os dois artistas que já apareceram nestes primeiros dois episódios, penso que foi a primeira vez para os dois que tiveram oportunidade de fazer assim um videoclipe, um vídeo promocional do trabalho deles, de uma forma mais profissional, e acho que isso também é muito interessante para os artistas”, refletiu,

Para além disto, o coordenador afirmou que, numa altura em que a maioria dos artistas não pode trabalhar, devido à pandemia de Covid-19, a divulgação do seu trabalho pode ser ainda mais importante. De acordo com Bernardo Marona, num “panorama normal”, estes artistas “já sofrem um bocadinho com o facto de fazerem coisas menos conhecidas pelo público”. Portanto, “numa época em que o investimento e os orçamentos para a cultura são ainda mais reduzidos, não acredito que vá ser dada prioridade a estes artistas”, revelou.

Assim Vagabond pode ajudar a “abrir portas para [os artistas] poderem fazer outras coisas que os ajudem a superar este tempo mais complicado”. No entanto, o coordenador revelou que, numa fase inicial do projeto, o maior desafio é a comunicação e o “fazer chegar o conteúdo às pessoas”. “Acho que a comunicação e a divulgação do projeto é talvez o maior desafio que nós temos nesta fase inicial, porque estamos a começar mesmo do zero”, sustentou.

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