Regresso ao Futuro
Fotografia: Estúdios Universal

‘Regresso ao Futuro’: 30 anos depois do terceiro filme, como sobreviveu a franquia?

Regresso ao Futuro III estreou nos cinemas norte-americanos há 30 anos. O Espalha-Factos celebra a efémeride ao recordar o percurso desta franquia após a exibição do último filme no grande ecrã.

O grande público ficou a conhecer Marty McFly e Doc Brown em 1985, ano de estreia do primeiro filme Regresso ao Futuro (ou Back To The Future). Realizado por Robert Zemeckis, o filme foi um sucesso nas bilheteiras: superou os 385 milhões de dólares (mais de 350 milhões de euros), tendo custado 19 milhões de dólares (cerca de 17 milhões de euros). Acabaria por se tornar o filme mais rentável desse ano na indústria cinematográfica.

Para além de personagens icónicas, Regresso ao Futuro é uma aventura familar e cómica com alguns elementos de ficção científica. Quando o momento chegou para Robert Zemeckis e Bob Gale delinearem uma continuação, o duo esteve dois anos focado no guião que resultaria em duas sequelas diretas, lançadas em 1989 e 1990.

Apesar de não terem sido tão bem sucedidas, Regresso ao Futuro IIIII foram sequelas dignas. Juntos renderam mais de meio milhão de dólares (quase 460 milhões de euros). Mas, 30 anos depois e sem remake à vista, como é que a franquia Back To The Future tem permanecido relevante na cultura popular?

Regresso ao Futuro nos anos 1990

Em 1991, um ano depois da exibição de Regresso ao Futuro III, a franquia continuou sob a forma de uma atração no Parque Temático dos estúdios Universal, em Orlando, nos Estados Unidos. Era acompanhada por um pequeno filme que incluía cenas inéditas de Doc Brown e Biff Tannen, interpretados novamente por Christopher Lloyd e Thomas F. Wilson. A atração teve Steven Spielberg, produtor da trilogia cinematográfica, como consultor criativo.

Back To The Future – The Ride esteve disponível anos mais tarde em outros Parques Temáticos da Universal. Atualmente já não estão a funcionar, sendo que o último ano em que esteve disponível foi em 2016 no Japão. As imagens inéditas estão disponíveis no Youtube e nas opções extra da box de DVDs da edição do 25.º aniversário da franquia.

Também em 1991, a CBS, canal norte-americano, transmitiu uma série animada baseada no Regresso ao Futuro. O projeto foi supervisionado por Robert Zemeckis e Bob Gale e focou-se no cientista Doc Brown e na sua família depois do desenlace do último filme. Apesar de Christopher Lloyd participar em segmentos de acção real, a versão animada tem a voz de Dan Castellaneta, mais conhecido por ser a voz de Homer Simpson.

Michael J. Fox não regressou para dar voz a Marty McFly mas Thomas F. Wilson (Biff Tannen) e Mary Steenburgen (Clara Clayton, mulher de Doc Brown) são os únicos atores que voltaram para dar voz às suas versões animadas.

Um outro pormenor curioso é o facto de ter sido a estreia televisiva de Bill Nye the Science Guy, um conhecido cientista e notável personalidade norte-americana, ao fazer experiências químicas. A série teve duas temporadas com 13 episódios cada. O último foi para o ar nos Estados Unidos no dia 26 de dezembro de 1992.

Um videojogo que pode ser encarado como uma possível “sequela”

Depois de várias adaptações a videojogos, Back To The Future: The Game foi anunciado em 2010. Ao contrário das outras, desta vez, seria uma nova história inédita. Em estilo de uma aventura gráfica, o jogador controla Marty McFly em 1986 e tem fazer uma viagem para os anos 1930 para evitar que Doc Brown seja assassinado. Durante a sua jornada, Marty vai encontrar caras conhecidas e também novas personagens, enquanto resolve puzzles e segue pistas. Bob Gale, co-criador da franquia, revelou que este projeto podia ter sido uma possível ideia para criar um quarto filme de Regresso ao Futuro.

A.J. Locascio dá a voz Marty McFly mas Michael J. Fox chega a dar o seu contributo vocal numa versão “futurista” de Marty e de um antepassado familiar. Christopher Lloyd e Thomas F. Wilson regressam novamente às personagens a quem deram vida nos filmes, sendo que este último ator regressou apenas numa versão mais recente do jogo em 2015. Claudia Wells, que interpretou Jennifer Parker, namorada de Marty no primeiro filme, também participou neste projeto.

O jogo foi lançado em cinco episódios distintos até junho de 2011 para PC e Mac. Depois disso, o videojogo teve versões em outras plataformas. Atualmente está disponível na Playstation 4 e na Xbox One, consolas disponíveis no mercado retalhista.

Vai haver remake? “Oh Deus, não!”

Em 2015, no 30.º aniversário do primeiro Back to The Future, foi lançada uma curta metragem chamada Doc Brown Saves the World, incluída como um “extra” numa renovada edição da trilogia em DVD e Blu-Ray. Tem a duração de 10 minutos e contém Christopher Lloyd a enviar uma mensagem sob a forma de um vídeo caseiro para Marty McFly no dia 21 de outubro de 2015 (a mesma data em Marty e Doc Brown chegam ao Futuro no segundo filme) a informar que descobriu a existência de um holocausto nuclear em 2045.

Numa entrevista de 2015, Robert Zemeckis revela que a franquia Regresso ao Futuro jamais será refeita, enquanto ele e o Bob Gale estiverem vivos, mas teme que pode acontecer. “Oh Deus, não! […] E depois [quando já não estiver cá] tenho a certeza que [os estúdios de cinema] podem fazer. A menos que haja uma forma de os nossos representantes legais os impedirem”, acrescenta.

Em 2020, Tom Holland, ator conhecido por ser o Homem Aranha no atual universo cinemático da Marvel, confirmou que esteve envolvido numa conversa privada sobre uma possível nova versão de Regresso Ao Futuro. “Eu estaria a mentir se dissesse que não houve conversas no passado sobre fazer algum tipo de remake, mas esse filme é o mais perfeito, ou um dos filmes mais perfeitos, que nunca poderia ser melhorado”, admite Holland numa entrevista à BBC Radio 1.

Regresso ao futuro… de forma musical

O único projeto que está em marcha é um musical. Depois de vários anos em produção, em fevereiro deste ano aconteceu a estreia da adaptação para um musical na Manchester Opera House em Inglaterra. Seria uma residência que duraria até 17 de maio, mas devido à pandemia da Covid-19, as exibições acabaram por ser canceladas.

No início deste mês, o elenco que participa nesta peça publicou um vídeo nas redes sociais de uma performance da canção ‘Power of Love com os elementos estando em quarentena.

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