Fotografia: Disney / Lucasfilm

‘O Império Contra Ataca’: 40 anos da sequela mais importante de sempre

Star Wars: O Império Contra Ataca, uma das sequelas mais conhecidas de sempre, estreou nos cinemas há 40 anos. O Espalha-Factos celebra a efeméride ao revisitar o impacto deste filme na cultura popular.

Em 1977, o primeiro capítulo da saga Star Wars estreou nos cinemas nos Estados Unidos e meses depois em todo o mundo. Depois de ter tido um processo de bastidores bastante complicado e quando já poucos elementos da equipa acreditavam no seu sucesso, o filme foi um estrondo em vários aspetos. De acordo com os dados fornecidos pelo site Box Office Mojo, só no mercado norte-americano rendeu mais de 300 milhões de dólares (ou 280 milhões de euros) em receita de bilheteira, num filme que teve um orçamento de 11 milhões de dólares (cerca de 10 milhões de euros).

Mais do que um sucesso financeiro, Star Wars tornou-se também num fenómeno cultural sem precedentes. As personagens, a banda sonora, os efeitos especiais e um enredo com propoções épicas. George Lucas que piamente acreditava no seu filme nunca imaginaria que Star Wars alcançasse um patamar que só um blockbuster como Jaws (conhecido em Portugal como O Tubarão) de Steven Spielberg tinha alcançado.

A ideia de fazer uma sequela é algo que, na altura, não era visto a bons olhos. Geralmente seria, à partida, um filme pior que o original e seria voltar a repetir os trunfos do sucesso anterior. No entanto, Lucas não regressaria à cadeira de realizador. Desta vez, o mentor de Star Wars entregaria a tarefa a Irvin Kershner, que tinha sido seu professsor durante os seus tempos na faculdade de cinema na University of Southern California.

Numa peça da Entertainement Weekly de 2010, Kershner perguntou os motivos pelo quais George Lucas o tinha escolhido, em vez de outros realizadores mais jovens. Lucas respondeu: “Bem, porque sabes tudo o que um realizador de Hollywood deve saber, mas não és Hollywood”. Lucas focou-se noutros papéis como gerir a Industrial Light and Magic (também conhecida por ILM) e ser produtor de outros filmes.

Um filme no “lado negro”

Com uma vasta experiência em escrever enredos de ficção científica, Leigh Brackett assumiu o cargo de argumentista deste novo filme. Também conhecida como a rainha da Space Opera, Brackett não chegaria a concluir o seu trabalho, pois viria a morrer de cancro em 1978. Há várias ideias-base que se mantiveram na versão final d’O Império Contra Ataca (ou The Empire Strikes Back), mas existem óbvias diferenças. O mestre Yoda chamava-se Minch, havia uma relação muito mais explícita entre o triângulo amoroso composto por Luke, Leia e Han Solo e, por fim, Luke Skywalker iria poder convocar o espírito de Obi Wan Kenobi usando a Força.

Lawrence Kasdan, que tinha acabado de escrever o argumento d’Os Salteadores da Arca Perdida, foi contratado para finalizar a trama. Apesar de não escrever, George Lucas supervisionava todo o projeto. Durante a fase de produção, foi alvo de vários problemas: para filmar as cenas do planeta coberto de neve chamado Hoth, a equipa gravou na Noruega, num período em que o país viveu um dos invernos mais frios em muitos anos. O elenco e a equipa técnica gravaram em temperaturas que chegaram a atingir os 10ºC negativos. As câmeras sofreram danos materiais por causa das tempestades e dos nevoeiros constantes e Kershner nem conseguia tirar notas por causa do frio.

Fora os problemas de bastidores, O Império Contra Ataca , como o próprio nome indica, representou uma “vingança” dos vilões face aos acontecimentos do filme anterior. Os rebeldes perdem a batalha de Hoth, Han Solo e a Princesa Leia tentam fugir das forças do Império mas acabam por ser capturados por Boba Fett, um inexperiente Luke Skywalker confronta Darth Vader e acaba por descobrir um segredo devastador, tornando-se numa das maiores reviravoltas na História do cinema.

No talkshow de Graham Norton, Mark Hamill, ator que interpreta o protagonista, revelou que o detalhe só lhe foi revelado à última hora. Para além disso, conta também que Harrison Ford só soube esse pormenor durante o dia da estreia do filme.

Impacto na História do cinema

Apesar de não ter sido bem recebido por parte da imprensa especializada, O Império Contra Ataca foi, em grande medida, aplaudido pelos fãs. A falta de significado, o romance entre Han Solo e a princesa Leia, e o facto de não ter uma estrutura convencional são alguns pontos que o Washington Post referiu na época. Já Gene Siskel, um notável e já falecido crítico, elogiou a longa metragem apontando críticas de forma muito subtil.

Atualmente, é considerado, pelos fãs, como o melhor episódio da saga. O número de séries ou filmes que prestaram homenagem através de sátira ou de paródia são reflexo do impacto d’O Império Contra Ataca — desde Toy Story 2, a Robot Chicken, The Simpsons, Family Guy, entre outros.

Para além d’O Padrinho Parte 2, Star Wars: O Império Contra Ataca é uma das sequelas mais impactantes na História do cinema. Ao invés de ser uma tentativa de repetir o que correu bem com o filme original, a sequela representou um aprimorar dos efeitos especiais e também uma ligeira complexificação da trama. 40 anos depois, continua a estimular a imaginação de milhares de pessoas.

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