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Fotografia: Oliver Thomas Klein / Unsplash

Covid-19. Grupos da SIC, TVI e CMTV ficam com maior parte dos incentivos estatais aos media

Foram anunciados esta terça (19) os montantes finais da compra antecipada de publicidade institucional que o Estado fará para apoiar a comunicação social, na sequência da crise gerada pela pandemia de Covid-19. Os maiores grupos de comunicação social ficam com a maior percentagem.

Ao todo, o apoio de 11,2 milhões de euros será distribuído por 13 grupos de comunicação social, com os restantes 3,7 a serem repartidos pelos órgãos de comunicação social locais e regionais – 2 milhões para os jornais e 1,7 milhões pelas rádios.

A maior fatia do apoio, mais de 55% do total, fica para a Impresa, Media Capital e Cofina, naquele que é um reflexo da maior audiência e circulação dos meios que estes grupos detêm. Recordamos que estes três aglomerados de media são os donos da SIC, TVI e CMTV, respetivamente.

O grupo da Família Balsemão arrecada 3,5 milhões de euros, enquanto a Media Capital soma 3,4. Além da TVI, esta holding detém também a Rádio Comercial, líder nacional, e o portal IOL. A Cofina, que é detentora da CMTV, do Correio da Manhã, do Record e do Jornal de Negócios, fica com 1,6 milhões. Seguem-se depois o Global Media Group (JN, DN, TSF) com uma verba inferior a 1,1 milhões e ainda o Grupo Renascença, com 480 mil euros.

A Trust in News, que é proprietária da Visão e da maioria das revistas anteriormente detidas pela Impresa, fica com 406 mil euros, sendo seguida pelo Público com 314 mil euros. A Sociedade Vicra Desportiva (A Bola) recebe 329 mil euros.

No fim do pelotão, e com valores mais reduzidos, surgem a Newsplex (Sol / jornal i) com 38 mil euros, a Megafin (Jornal Económico) com 29 mil, a Avenida dos Aliados (Porto Canal) com 23 mil euros, a Observador Ontime, com 20 mil euros e ainda a Swipe News, do jornal ECO, com menos de 19 mil euros.

O apoio “possível”?

O jornalista e cronista Daniel Oliveira, em entrevista ao podcast Fita Isoladora, do Espalha-Factos, considerou que o modelo de financiamento aos media do Governo é “o possível”, no contexto da pandemia de Covid-19“É muito difícil encontrar uma solução num momento de emergência”. Na conversa com os redatores do EF, admitiu que os pequenos órgãos de comunicação social e os órgãos independentes “saem prejudicados”, mas Daniel Oliveira não consegue imaginar uma alternativa em que sites de fake news não recebessem dinheiro do Estado.

Projetos de jornalismo independente, como os sites Fumaça ou Divergente, estão fora deste apoio, que até agora foi o único anunciado pelo Ministério da Cultura para o setor da comunicação social.

Ouve a conversa completa, aqui:

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