Robert Pattinson
Fotografia: AFP/DR

Robert Pattinson não está a treinar para o novo Batman durante a quarentena

Robert Pattinson ofereceu detalhes curiosos sobre a forma de como está a enfrentar a quarentena. Mesmo estando em preparativos para encarnar a pele de Batman no novo filme do herói, o ator revelou que não está a cumprir o plano de treinos destinado a deixá-lo em forma para o papel.

Em entrevista à revista GQ, a partir da sua casa em Londres, Robert Pattinson salientou a dificuldade em encontrar motivação durante o período de isolamento para manter o regime de exercício físico para o novo filme de Batman, chegando a referir que anda a evitar o treinador que a Warner. Bros contratou para ele. “Eu acho que se os outros atores estão a treinar a tempo inteiro, então fazem parte do problema. Estás a definir um precedente. Ninguém fazia isso nos anos 70. Até o James Dean – ele não era propriamente musculado”, disse, em tom divertido.

O ator também abordou a futura interpretação do papel de Batman, personagem que ganhou um novo relevo cinematográfico após O Cavaleiro das Trevas, a trilogia realizada por Christopher Nolan. Robert disse que se sentia atraído pelos desafios únicos que o projeto lhe traz. “Eu gosto do facto de já existirem versões muito, muito bem feitas da personagem, que parecem ser bastante definitivas, mas penso que podem existir várias interpretações definitivas da personagem, referiu.

“Viste a versão mais leve, uma mais cansada, uma versão mais animalesca. E o mistério em torno disso torna-se bastante satisfatório para mim, e é a altura em que penso: onde é que eu me enquadro nisto tudo? E também, é uma parte do legado, certo? Eu gosto disso“, explica. Ao interpretar um personagem já tão conhecido do grande público, “consegues quase sentir um empurrão vindo da antecipação do público, e isso dá-te energia. É diferente do que estares a fazer um papel e existir a forte possibilidade de ninguém te ir ver. De certa forma, isso galvaniza-te, disse Robert, dando-nos pistas sobre como está a encarar este novo papel.

The Batman
Fotografia: Warner. Bros/Divulgação

Pattinson analisou a situação atual, onde tem de cumprir as regras de distanciamento social e de quarentena. “Estou a seguir um plano alimentar para o The Batman. Graças a Deus. Não sei o que seria de mim se não fosse o plano”, disse. “Eu consigo sobreviver. Vou comendo aveia com proteína de baunilha em pó. E quase nem misturo as coisas. É extraordinariamente fácil”, acrescentou.

Na mesma entrevista, falou também sobre Tenet, o seu próximo filme e novo épico de ficção cientifica de Christopher Nolan. “Tenet é de outro mundo”, foi a expressão que Robert usou para descrever o facto de ter existido uma equipa de centenas pessoas a viajar colectivamente de um país para o outro de modo a poder filmar o filme. “Em cada país, há cenas de grande escala, que funcionam como o clímax de um filme normal. Em todos os países“. Sem revelar pormenores, o ator confirmou foi que “realmente não há viagens no tempo” em Tenet, contrariando as teorias de fãs que começam lentamente a surgir.

O regresso aos blockbusters

Robert Pattinson tem estado nas bocas do mundo nos últimos dois anos por ter entrado em filmes independentes bem-sucedidos como High Life, Good Time ou The Lighthouse. Porquê, então, o súbito retorno a filmes de grandes orçamentos? O ator explicou que tem tudo que ver com trazer de volta alguma visibilidade comercial à sua carreira: “Eu comecei o início do ano passado sem qualquer trabalho. E ligava ao meu agente e perguntava-lhe – pois tinha tido boas criticas em filmes – ‘Mas que merda é esta? Eu pensava que o ano passado tinha sido bom, mas estou a começar o ano como se tivesse feito uma série de [filmes] lixo.’”.

Desde que a saga Crepúsculo acabou, Robert fez a maior parte das suas escolhas de papéis com base nos realizadores com quem ele desejava colaborar, como Werner Herzog, Claire Denis, David Cronenberg, os irmãos Safdie e Robert Eggers, entre outros. É uma trajetória de carreira distinta, apenas possibilitada pelo reconhecimento social que conseguiu com Crepúsculo. A influência de Pattinson fez com que este conseguisse ajudar vários projetos independentes a ver a luz do dia, atraindo financiadores e distribuidores. Durante a entrevista, revelou que este seu poder começou a diminuir, dado que passou largos anos a produzir e a contracenar em filmes indie, muitos deles sem sucesso nas bilheteiras.

“É algo em que podes confiar um pouco mais”, disse Pattinson sobre o regresso aos grandes filmes de estúdio. “O problema que eu estava encontrar, era que, por mais que eu adorasse os filmes [indie] que andava a fazer, ninguém os vê. E isso é assustador, porque não sei o quão viável isso é para uma carreira…não sei quantas pessoas existem na indústria que estejam dispostas a apoiar um ator que não tenha qualquer tipo de visibilidade comercial”, concluiu. 

Este ano estava previsto ser o mais requisitado de Robert Pattinson desde os tempos de Crepúsculo, mas, devido à Covid-19, as coisas podem não ser bem assim. O ator vai entrar em Tenet, com data de estreia ainda marcada para 17 de julho, e estava a meio das gravações de The Batman, a nova versão do super-herói realizada por Matt Reeves, cujas gravações foram entretanto suspensas pela Warner Bros. em março por causa da pandemia.

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