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Netflix vai produzir uma série sobre o novo livro de Elena Ferrante

A versão portuguesa de "La vita bugiarda degli adulti" só chega às livrarias em setembro, mas a Netflix já anunciou a adaptação.

A Netflix anunciou recentemente que se prepara para lançar uma série adaptada do mais recente livro de Elena Ferrante. A obra A Vida Mentirosa dos Adultos ainda não está disponível nas livrarias portuguesas, mas a tradução e publicação já estão garantidas pela Relógio d’Água. A platsforma de streaming avançou, ainda, que o livro será publicado em 25 línguas diferentes no dia 1 de setembro.

O anúncio foi feito esta terça-feira, através de uma pequena leitura da obra feita pela cantora italiana Emma Marrone. A plataforma de streaming deu a entender que o projeto será filmado em Itália, na língua original do livro.

A série será realizada em colaboração com a produtora italiana Fandango, do produtor Domenico Procacci, que já trabalhou na adaptação televisiva de A Amiga Genial – disponível na HBO Portugal. No entanto, não há ainda qualquer informação sobre o elenco ou data de estreia.

A obra conta a história da passagem de Giovanna da infância à adolescência, durante os anos 90. De acordo com a Netflix, a série retrata uma Nápoles dividida em duas — “a das alturas, que assume uma máscara de requinte, e a Nápoles das profundezas, um lugar de excesso e vulgaridade” — nesta que não será a primeira adaptação televisiva para Elena Ferante.

O mistério da autora

Desde que publicou a primeira obra em 1992, a identidade de Ferrante tornou-se no mistério que todos querem desvendar. Em 2016,  foi avançado o nome de Anita Raja, tradutora romana, como a verdadeira autora dos romances. Um ano depois, as atenções viraram-se para o seu marido, Domenico Starnone. Ambos negaram ser os autores das obras.

Quem está por detrás do pseudónimo Elena Ferrante continua apenas a dar entrevistas por e-mail através da sua editora e o argumento para o anonimato é sempre o mesmo: “não quer que a sua imagem interfira na forma como o livro chega aos leitores, pois acredita que os livros bastam-se a si mesmos e que, depois de escritos, não necessitam dos autores para a sua promoção”.

 

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