Transformers

Transformers: A história das várias vidas de uma saga de sucesso

A saga Transformers tem sido bastante popular ao longo de mais de três décadas de existência. Durante este período, já foram exibidas diversas séries animadas na televisão, filmes nos cinemas, brinquedos foram vendidos, jogos e banda desenhada foram publicados, em diferentes transformações na estética dos personagens e nas suas histórias para diferentes públicos-alvo.

No entanto, para a maioria das pessoas talvez o mais memorável nos últimos tempos tenha sido a série de filmes realizada por Michael Bay. Um negócio que correu tão bem que já gerou seis filmes, com uma receita global superior a 4,4 mil milhões de euros em bilheteira.

Estão entre os filmes de Transformers:

  • Transformers;
  • Transformers: A Vingança dos Derrotados;
  • Transformers: O Lado Oculto da Lua;
  • Transformers: A Era da Extinção;
  • Transformers: O Último Cavaleiro;

Os cinco primeiros foram realizados integralmente por Michael Bay e contam uma história segmentada e fechada da franquia para os cinemas, tendo o último, Bumblebee, não sido realizado por Michael Bay, que optou por sair da saga. É tratado como um spin-off.

Apesar do grande sucesso anterior nos brinquedos, na televisão e uma lore muito mais profunda do que parece criada pela Hasbro, dona da franquia, nada tão grandioso surge assim tão facilmente e é muito interessante destacarmos como foi todo o processo de criação do primeiro filme e o universo cinematográfico:

A fórmula de sucesso dos filmes

Na altura do primeiro filme, o produtor Don Murphy planeava o lançamento de uma adaptação de G.I. Joe, porém, com os efeitos negativos da Invasão do Iraque em março de 2003, a Hasbro sugeriu uma adaptação da franquia de brinquedos Transformers. Tom DeSanto juntou-se a Murphy por ser um antigo fã da série. Ambos se juntaram com Simon Furman para a conceção inicial da série de filmes, tendo a linha Transformers: Generation 1 como principal inspiração.

DeSanto decidiu escrever a franquia a partir do ponto de vista dos humanos, buscando atingir uma maior audiência, enquanto Murphy desejava um tom mais realista, oriundo dos filmes de desastre. O enredo inicial incluía os Autobots: Optimus Prime, Ironhide, Jazz, Prowl, Arcee, Ratchet, Wheeljack e Bumblebee; além dos Decepticons: Megatron, Starscream, Soundwave, Ravage, Laserbeak, Rumble, Skywarp e Shockwave.

O cineasta Steven Spielberg, também fã da série de brinquedos e da banda desenhada, assinou contrato como produtor executivo em 2004. Spielberg sugeriu-lhes que a temática “o rapaz e o seu carro” deveria atrair mais o público. Na visão de Orci e Kurtzman, argumentistas, o tema envolve também “maturidade e responsabilidade“, por serem “ideias que um automóvel representa nos Estados Unidos“.

Os Transformers não teriam diálogos já que os produtores concluíram ser muito infantilizada a versão falante dos robôs. Spielberg analisou cada um dos esboços de Kurtzman e Orci e deu dicas para aperfeiçoá-los.

A 30 de julho de 2005, Michael Bay foi convidado para realizar o filme, porém considerou-o “um filme estúpido sobre brinquedos“. Apesar disto, ainda desejava trabalhar com Spielberg e ganhou respeito pela mitologia criada pela Hasbro. Bay considerou o primeiro esboço “muito infantil”, resolvendo ampliar o cenário militar no enredo. Os roteiristas se basearam em G.I. Joe para conceber os personagens militares, tendo cautela para não mesclar elementos dos dois universos.

Por temerem que o filme ecoasse uma propaganda militar, Orci e Kurtzman resolveram incluir nações militaristas como o Irão na trama por detrás dos ataques dos Megatrons. Orci e Kurtzman testaram o guião com vários robôs da franquia, acabando por selecionar os personagens mais populares para compor o elenco definitivo.

Bay percebeu que a maioria dos Decepticons haviam sido escolhidos antes que seus nomes ou papéis fossem desenvolvidos, já que a Hasbro desejava iniciar a produção de uma linha baseada na saga. Alguns dos nomes foram modificados por escolha do próprio realizador.

Optimus, Megatron, Bumblebee e Starscream foram os únicos personagens mantidos desde a primeira finalização do roteiro. Arcee foi uma fêmea criada por Orci e Kurtzman, mas acabou sendo cancelada pela dificuldade que os produtores encontraram em explicar a questão do género dentro do enredo do filme. Uma breve ideia dos Decepticons atacarem diferentes partes do mundo simultaneamente também foi descartada, sendo reaproveitada para os outros filmes.

Depois disso, as coisas começaram a desenvolver-se de forma fluída..

Expandindo além dos brinquedos

Dentro dos já conhecidos brinquedos, que tiveram lançamentos desde 1984 até 2018, temos também a desenvolvedora e publisher Kabam, que produziu o jogo de luta para telemóvel Transformers: Forget to Fight. O jogo free-to-play foi disponibilizado em 2017 para iOS e Android, nas respectivas lojas online, e no Brasil ficou conhecido pelo título Transformers Lutadores.

A principal proposta do jogo, dentro desse fighting game RPG, é o confronto entre os diversos personagens que foram aparecendo ao longo da franquia. Assim sendo, duelos entres os teus robôs favoritos poderão acontecer, colidindo os diversos universos já apresentados, como personagens da série animada Beast Wars (da década de 90), enfrentando o Decepticon Blackout do filme live-action de 2007.

The Rise of Dark Spark também foi um jogo relevante da franquia, com lançamento em 2014 para as consolas Xbox One, PS4, PS3, Xbox 360, Wii U, portáteis e PCs. O jogo é um crossover entre a série de filmes e a série de videogames, que consiste em Transformers: War for Cybertron e Transformers: Fall of Cybertron.

O Dark Spark é um artefacto poderoso, capaz de abrir furos em dimensões, que reúne dois universos de Transformers. A história se passa antes da Arca ser lançada em Fall of Cybertron, enquanto em um universo alternativo se passa na Terra em 2014, antes dos eventos da Era da Extinção, com 14 capítulos.

As histórias de banda desenhada de Transformers também vêm desde 1984, com The Transformers em 80 edições publicados pela própria Marvel Comics até 1993. Depois a IDW ficou responsável pelos lançamento de 2005 até à atualidade. No Brasil, as novas bandas desenhadas foram lançadas pela Panini.

A saga contribuiu muito para a subida das ações da Hasbro, mas o interessante é que boa parte dos lucros não vieram dos produtos acima (tirando os brinquedos em questão), nem do cinema, mas sim de produtos licenciados da marca. Estão entre eles produtos alimentícios como pastilhas elásticas, bolos, doces; copos e outros produtos personalizados para chamariz em fastfoods; máquinas de slots em sites de casinos (como no vídeo abaixo) e até em crossovers com outras franquias.

 

Assim como Pokémon, com o Pokémon GO, produzido pela Niantic, Sonic e o seu novo filme, feito pela Paramount, e outros, esses produtos não vieram da empresa criadora original dos personagens e histórias em questão e isso nos leva a pensar o quão uma saga valiosa pode lucrar por décadas, só por teres os direitos da mesma.

O que dá a entender é que enquanto essas franquias puderem ser vendidas, não alcançando certos limites que os governos estão tentando impor sobre o uso de direitos autorais em longa data das mesmas, as empresas vão sempre tirar o máximo proveito. Basta ter boas ideias.

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