‘Gigs em Casa’ traz-te concertos online a partir de salas de espetáculo

A partir de 1 de maio os portugueses vão poder acompanhar concertos à distância em full HD

Muitos iniciativas musicais têm acontecido à distância, nomeadamente a partir das redes sociais, devido às circunstâncias atuais provocadas pela Covid-19. Gigs em Casa, plataforma portuguesa, chega a 1 de maio com uma proposta semelhante: vai ter concertos gratuitos e outros com bilhetes que garantem códigos de acesso. Peste & Sida e Freddy Locks são os primeiros nomes confirmados.

A grande diferença para os concertos que temos visto em lives de Youtube ou de Instagram é a de que estes serão gravados em full HD, com multi-câmara num espaço de espetáculos.

Os concertos vão acontecer uma vez por semana, numa primeira fase gratuitos, com a duração de aproximadamente 70 minutos. No entanto, haverá concertos pay-per-view, onde o público compra um bilhete que gera um código que permite assistir ao espetáculo. Têm de estar na sala cerca de vinte pessoas para certificar todas as medidas de segurança e de higiene necessárias. Todos serão pagos, desde músicos a técnicos. O primeiro concerto será dos Peste & Sida, no dia 1 de maio, no RCA Club, pelas 21h30, em Lisboa. O segundo evento acontece no dia 8 com a atuação do Freddy Locks.

RCA Club não será o único espaço a receber concertos que são transmitidos online. Estão a ser delineados outros espaços. “As salas vão ser pagas por nós, mas não pelos valores habituais. Vamos planeando concerto a concerto, porque vai ser preciso resolver eventuais problemas de bandas que precisem de um espaço maior, ou que tenham uma sugestão de sala, por exemplo. No fundo, nós oferecemos uma sala digital, mas pode ser qualquer uma. Chegamos com a equipa de som, luz e vídeo, montamos e seguimos”, explicou Luís Salgado da Amazing Events — promotora responsável pela criação da plataforma —, em entrevista ao Observador.

Na mesma entrevista, o promotor disse que a plataforma surge em período de quarentena como uma tentativa de “manter a cultura viva”. “É um produto montado para ajudar a que o mercado não morra por completo e não se fique só pelas redes sociais“, concluiu.

Apesar de os artistas ainda se mostrarem de pé atrás com esta nova forma de atuar, Luís Salgado garante que já se começaram a fazer contactos com mais músicos e que a plataforma Gigs em Casa veio para ficar, porque mesmo quando for possível dar os concertos habituais, onde artistas e públicos estão fisicamente presentes, com este novo serviço será possível ver um espectáculo esgotado ou a que não conseguimos ir a um preço mais reduzido.

As bandas que vão atuar na plataforma vão escolher uma instituição para ajudar. Os Peste & Sida escolheram a APRIM — Centro de Apoio a Idosos.

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