Cláudio Ramos BB 2020

Cláudio Ramos fala de ingratidão e falta de reconhecimento na SIC

Em entrevista à Rádio Comercial, durante o programa Era o que Faltava, Cláudio Ramos fez revelações em primeira mão numa conversa com Rui Maria Pêgo e Ana Martins sobre a mudança da SIC para a TVI.

Pela primeira vez, o apresentador fundamentou toda a polémica por detrás da sua ida para o canal quatro. “Não tenho nenhuma modéstia em dizer que sou um belíssimo ativo nisto que é fazer televisão. Na SIC, fiz de tudo durante 18 anos de casa”. Cláudio apenas lamenta nunca ter tido a oportunidade de mostrar aquilo que consegue fazer individualmente.

Durante a conversa, quando Rui e Ana o questionaram se não sentiu que fosse ingrato não ter sido reconhecido durante o tempo em que esteve na SIC, este respondeu prontamente: “É muito ingrato! As pessoas não sabem o que é estar numa estação de televisão onde se acorda todos os dias às 7 da manhã durante 18 anos e, nos últimos cinco anos, durante três dias da semana, sair à meia-noite e meia”.

O apresentador destacou ainda ter consciência de que aceitara fazer aquilo porque era o que queria e nunca foi obrigado mas “aceitava tudo na esperança de que, um dia, porra, chegasse um formato e dissessem: ‘Cláudio, além disto, tu podes fazer aquele formato.’ Todos nós sabemos que também nos sabe bem e nos valoriza. Nem é pelo dinheiro, atenção!”.

“Eu enviei propostas, eu fiz pilotos, eu paguei do meu bolso uma série de coisas para que as coisas funcionassem e não funcionaram. Eu saí da SIC porque não tinha como crescer”, e foi com esta nota terminou o debate sobre a mudança de canais.

Cláudio Ramos na TVI
Cláudio Ramos no primeiro dia na TVI (Fotografia: Instagram/Cláudio Ramos)

‘O Programa da Cristina’ “Eu não vou fazer isto. Não quero”

“Quando saí das manhãs (Queridas Manhãs), fui convidado para fazer O Programa da Cristina, que vem a ser um sucesso mas ninguém sabia o que era. Quando a Cristina me convidou, o meu papel no programa era muito reduzido. Não havia quase papel. Podia acontecer, mas podia não acontecer. Podia ser, mas podia não ser”, começou por contar.

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A primeira impressão que teve sobre esse desafio não foi, de todo, a melhor. “Eu vinha de substituir a Júlia Pinheiro, que para mim tinha um certo peso, e pensei: ‘porra, como é que eu agora posso sair das manhãs, onde estou como apresentador, e de repente vou fazer uma coisa que nem sei o que é? Eu não vou fazer isto. Não quero”.

No início da entrevista, Cláudio Ramos admitiu acreditar nos sinais que a vida lhe dá e, quando era quase certo que iria recusar o convite de Cristina Ferreira, acontece algo que o faz mudar de ideias.

Cristina Ferreira Cláudio Ramos
Fotografia: Divulgação / SIC

“Um dia, do nada, chego a casa, abro a varanda da sala e a janela da cozinha. Faz-se uma corrente de ar e a estante, que não estava presa e continua a não estar, cai. Os livros caem todos em bloco mas houve um livro que não caiu. Era o livro da Cristina Ferreira”.

Assim, Cláudio acabou por aceitar a proposta mas não esconde que “no princípio foi muito difícil. Todos nós temos ego e, na televisão, é complicado. Eu lembro-me de me chamarem um dia só para abrir a porta ao Abel Xavier, revelou. “Mas estava contente a fazê-lo, o meu papel acabou por crescer e eu e a Cristina começamos a funcionar, por isso a dupla tornou-se um sucesso”.

Já é do conhecimento público que Cláudio Ramos vai partilhar a aventura do Big Brother 2020 com Maria Botelho Moniz, e não escondeu a felicidade pela nova conquista da colega: “[A Maria] vai crescer e ser mais valorizada. Fiquei tão orgulhoso, ela é como uma irmã para mim. É tão gigante ver as pessoas de quem se gosta crescerem”.

É já hoje à noite, domingo (26), às 21h48 na TVI, que o país poderá assistir à estreia de Cláudio Ramos neste novo formato do Big Brother.

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