Livros
Fotografia: VisualHunt

Covid-19. Governo apoia editoras e livrarias com 600 mil euros

Entre as medidas do Ministério da Cultura está a aquisição de livros dos catálogos das editoras e livrarias.

Num momento em que o setor atravessa uma das piores fases, com uma quebra acentuada na venda de livros, o Governo anunciou que vai destinar um total de 600 mil euros para apoiar editoras e livrarias. Medidas anunciadas numa data em que se assinala o Dia Mundial do Livro e que fazem parte do pacote de medidas destinadas a apoiar a economia face à Covid-19.

O valor total divide-se em duas medidas. 400 mil euros estão votados a um programa para aquisição de livros, a preço de venda ao público, dos catálogos das editoras e livrarias, até um máximo de 5 mil euros por editora e livraria, noticia a Lusa.

Essas obras, escritas em português e por autores portugueses, serão distribuídas, em articulação com o Instituto Camões, pela Rede de Ensino de Português no Estrangeiro (Cátedras, Centros de Língua Portuguesa, Leitorados) e pela Rede de Centros Culturais. Uma aposta que, segundo o Ministério da Cultura, “tem como objetivo fundamental apoiar as editoras e livrarias portuguesas no sentido de atenuar os efeitos provocados pela pandemia“.

O restante valor, 200 mil euros, servirá para a compra de livros para bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, privilegiando as livrarias de proximidade, no quadro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Serviços das Bibliotecas Públicas (PADES), para 2020. “Assim, a aquisição global de livros soma 600 mil euros e permite o reforço, por um lado, das coleções de bibliotecas públicas em Portugal e, por outro lado, da rede de ensino português no estrangeiro e rede de centros culturais“, aponta a tutela.

Para além destas medidas, o Governo decidiu antecipar para maio a abertura de bolsas de criação literária, com um reforço de 45 mil euros face ao previsto, num investimento total de 180 mil euros. O Ministério tutelado por Graça Freitas atribuirá, assim, seis bolsas anuais e 12 bolsas semestrais, apoiando 18 projetos originais de criação literária.

Esta resposta surge depois de os livreiros independentes se terem unido numa rede colaborativa (a ReLI) e terem submetido uma carta aberta aos órgãos de soberania nacionais, pedindo ao Ministério da Cultura para “se comprometer em encontrar ou contribuir para uma solução que previna o encerramento de mais e mais livrarias”.