violência doméstica

Há uma nova linha de sms gratuita para apoiar vítimas de violência doméstica

Com esta ação o Governo procura incentivar e facilitar as denúncias

O Governo lançou um serviço de mensagens curtas para vítimas de violência doméstica, com o objetivo de reforçar o e-mail de emergência e linha telefónica já existentes.

A opção surge numa altura em que estamos confinados ao seio privado e procura-se evitar um aumento da violência doméstica, e respetiva dificuldade de denúncia. Até agora, as forças de segurança não deram indicação de aumento de ocorrências deste tipo de crime.

“No isolamento, estamos consigo. Escreva quando não pode falar. SMS 3060. Se é vítima de violência, peça ajuda.”

O novo serviço de mensagens curtas para acudir vítimas de violência doméstica é gratuito, funciona sete dias por semana, 24 horas por dia e não é rastreável (não vem na factura emitida pela operadora de comunicações).

A ideia tanto do e-mail, como desta linha de sms foi de Rosa Monteiro, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade. Partilhou o conceito com a Vodafone Portugal, que em poucos dias criou esta opção.

Quem enviar uma mensagem a pedir ajuda vai receber apoio de uma equipa da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), articulada com a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, como já acontece com a linha telefónica (800 202 148) e com o e-mail de emergência (violê[email protected]).

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade disse ao Público que “a SONAE e a Associação Nacional de Empresas de Distribuição vão garantir os abastecimentos das casas abrigo, em caso de necessidade” e que “a lista de contactos locais disponíveis na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, por distrito/concelho, também está a ser distribuída em farmácias, hipermercados e noutros serviços ainda abertos ao público“.

Durante o período de quarentena, circula uma campanha que apela a uma maior vigilância social. Já foram organizados piquetes por distrito e foram asseguradas mais cem camas para acolher mulheres e crianças vítimas de violência doméstica. No total, há neste momento 677 camas em casas-abrigo e 168 em casas de emergência.

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