Profesor La Casa de Papel
Fotografia: Netflix / Divulgação

Professor de La Casa de Papel garante: “Nenhuma personagem é intocável na quarta parte”

A tão aguardada temporada de La Casa de Papel vem aí para alegrar a quarentena dos portugueses. Chega dia 3 de abril à Netflix. A uns dias da estreia, Álvaro Morte, mais conhecido por El Profesor, decide espalhar o pânico.

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Numa entrevista por videochamada à FormulaTV, o ator fez declarações surpreendentes acerca dos próximos episódios. Se quiseres ver a entrevista na íntegra, em espanhol, acede a este link. O Espalha-Factos traduziu trechos da conversa:

Repórter: O que achas da promoção tão atípica de La Casa de Papel nestes tempos do novo corona vírus?

Álvaro: Creio que temos de lidar com a situação com muita calma e de ter consciência de que se trata de algo muito sério. Todos temos de colaborar e de ficar em casa. Quando me avisaram de que teríamos de fazer a promoção a partir de casa, por videochamadas, pareceu-me uma ideia perfeita. Espero que todos os fãs desfrutem desta promoção.

Repórter: Conta-nos, em 20 segundos, o que podemos esperar da parte 4 de La Casa de Papel.

Álvaro: Uma vez mais, espera-nos uma montanha-russa tanto de emoções, como de ação. O Álex Pina é um maestro na hora de juntar as duas coisas. Creio que esse é um dos pontos fortes de La Casa de Papel: conseguir colocar-nos no topo de uma montanha-russa.

Repórter: Pelo que vimos, o Professor acredita que mataram Lisboa. Como vai encarar esta suposta morte na parte 4?

Álvaro: Muito mal. O Professor não tem tempo para assimilar uma notícia deste calibre. Não tem o tempo que nós temos para fazer o luto de alguém próximo. Ele não pode pôr o assalto de lado. Está atordoado, esgotado. Tudo se torna mais difícil, pois não consegue controlar estando do lado de fora.

Repórter: Além disso, temos Nairobi, que levou um tiro. Em que medida vai isto afetar o plano, que parece estar o caos?

Álvaro: Realmente está o caos, e ainda vai piorar. A questão é se somos capazes de retomar a sensatez, a calma. Nem tudo vai correr bem. Na primeira e segunda temporada, tratava-se de um plano que demorou anos e anos a ser desenvolvido para que tudo corresse sobre rodas e, de repente, houve coisas que se descontrolaram. Não correu tudo como o planeado. Quando as coisas se complicam lá dentro, forma-se uma grande bola que leva tudo a eito.

Repórter: Agora que se aproxima o final de um ciclo, podemos temer pela vida do Professor ou é uma personagem intocável?

Álvaro: Creio que nenhuma personagem é intocável em La Casa de Papel. Preferia que todos sobrevivessem e tivessem um final feliz, mas isso não é La Casa de Papel. No final da segunda temporada morreram três: Oslo, Moscovo e Berlim. Além disso, acho que o público está preparado para que as personagens completem os seus arcos. Se acabássemos todos da mesma maneira, não valeria a pena.

Repórter: Dizem que esta temporada termina com uma bomba atómica e que, mais uma vez mais, vai ser complicado prosseguir para uma quinta parte – que já está a ser desenvolvida. Apetece-te prolongar esta história ou achas que as coisas curtas são melhores?

Álvaro: Não sei nada sobre a quinta parte. Na minha perspetiva, deve existir uma quinta. Até ficaria feliz por fazer uma décima parte. Adoro trabalhar com os meus companheiros, com a equipa técnica, com Vancouver e a Netflix. São uma equipa brutal. E estou apaixonado pela personagem. Se quiserem que continue a ser o Professor, estarei sempre disposto.

A quarta temporada de La Casa de Papel fica disponível dia 3 de abril na Netflix.

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