teletrabalho remote espalha-factos casa
Fotografia: EF

EF 2020: Bem-vindos a casa!

O parto demorou, mas chegou a hora. O EF 2020 viu a luz do dia. A claridade chegou pela janela, ou a meio de um passeio na varanda, porque o tempo é de estar em casa. E é disso mesmo, de casa, que estamos a falar.

O digital é a nossa casa. Tem sido aqui, a trabalhar remotamente, ou em teletrabalho, como tem sido chamado nas últimas semanas, que temos estado desde 2009, quando o Espalha-Factos deixou de ser um programa de rádio local e passou a ser um projeto em que jovens que querem ser jornalistas tentam o seu melhor para informar outros jovens como eles.

Juntar uma equipa pela qual já passaram mais de 500 pessoas em mais de 10 anos, vindas de todas as Universidades e de vários dos Politécnicos do país, fez-se primeiro através de um fórum, depois com um grupo do Google, a seguir com grupos do Facebook, entretanto em ferramentas tão diversas como o Slack, o Whatsapp e o Trello. E isto tudo com a ajuda do Skype, do Hangouts e do Messenger.

Estar a trabalhar à distância e, ainda assim, desenvolver espírito de equipa, é o desafio mais difícil que temos desde que chegámos; e que se renova a cada dia. Por isso mesmo estamos solidários com todas as organizações que pela primeira vez, de forma inesperada e praticamente forçada, o estão a fazer agora. O teletrabalho não é para meninos.

Ao longo de mais de uma década, fomos sempre os miúdos. E há quem ache que isso não é bom, que o nome Espalha-Factos não soa sério, que seremos sempre as promessas. Para nós, é ótimo. Não temos vícios, não fazemos as coisas “porque sempre se fez assim“. Não temos de escrever as coisas que os outros escrevem da maneira que os outros escrevem. Não temos de pensar como os outros pensam ou ter os nomes gastos e vistos que os outros têm.

Nesta nova fase que abrimos hoje, focamo-nos principalmente em Televisão e em Cinema, mas continuamos de olhos abertos para tudo o que se passa Fora do Ecrã. Leram bem. Não está aqui escrito que vamos falar de celebridades que aparecem na televisão ou de gossip do cinema. Somos os miúdos, não nos apetece fazer isso que há tanta gente a fazer.

Há quem arrisque mesmo que é abusado dizer que somos um órgão de comunicação social. Pode lá agora ser: “Eles não têm jornalistas a tempo inteiro, não têm uma redação…”. O que é hoje ser um órgão de comunicação social? O Canal 8 é um órgão de comunicação social? A revista com título de disparo é um órgão de comunicação social? Segundo sabemos, são. Têm jornalistas contratados, estão registados na ERC, têm equipas editoriais constituídas. Eles são órgãos de comunicação social e são tudo o que não queremos ser.

Chamem-nos o que quiserem, mas quando o fizerem, façam-no de forma informada. A desinformação é feia, e assenta ainda pior a quem acha que sabe muito. Estamos aqui para informar. Umas vezes atrás da secretária, que realmente o teletrabalho faz maravilhas, mas esperamos que o mais breve possível nos estúdios, nos bastidores, nas salas de espetáculo, nos jardins. Estamos ansiosos por apanhar sol fora da varanda.

Bem-vindos a casa. Aqui podem tratar o jornalismo por tu. Somos oficialmente o tubo de ensaio das futuras redações, os que aceitam críticas, correções, contributos. Os que querem ouvir histórias sem querer adivinhar antes do tempo qual é o final delas.

Obrigado por estares aqui. Agora traz mais contigo.  

 

 

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
Maria Elisa Silva
Elisa. “O meu coração partiu duas vezes: como fã da Eurovisão e como participante”