Livros
Annie Spratt/Unsplash

Quarentena no Sofá: livros para (re)ler que já deves ter na prateleira

O surto do novo coronavírus está a deixar muitas pessoas por casa. Esta é uma oportunidade única para ler, ou reler, alguns livros que tens na tua estante, mas que ficaram esquecidos. O Espalha-Factos sugere 14 livros que provavelmente já tens aí em casa, ou que podes ler em formato e-book, para passar o tempo e (re)descobrir histórias fantásticas.

A Cidade e As Serras, de Eça de Queiroz

Livro a Cidade e as Serras de Eça de Queirós

Nesta obra, Eça de Queiroz reflete acerca da agitação e modernidade da cidade, em comparação à vida calma e tradicional no campo. Publicado um ano após a morte do autor, é um livro que nos transporta por viagens irónicas a Paris e nos faz pensar acerca do valor da natureza, sempre com a companhia de Zé e Jacinto, e a escrita exemplar de Eça de Queiroz.

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafon

Barcelona há um século atrás, sem uma pandemia, mas com os oficiais de Franco na rua. Todos os sentimentos deste primeiro livro da saga do Cemitério dos Livros Esquecidos se assemelham a ouvir música clássica e a assistir a um filme de guerra. O nosso amigo Daniel que nos diga.

Capa do livros Anna Karenina

Anna Karenina, de Lev Tolstói

Aproveita agora que tens mais tempo para descobrires um daqueles clássicos que nós sempre prometemos que iremos ler, mas temos medo de começar. Apesar do tamanho, Anna Karenina é uma obra que te irá surpreender, que agarra o leitor enquanto seguimos a trágica história de amor entre Anna e Vronski, num romance que demonstra o olhar observador, desapegado, e irónico de Tolstói.

As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino

Lembram-se de Marco Polo? Aqui, é quem imagina maravilhosas cidades ocidentais e as revela a Kublai Kan. É uma inversão total do sucedido no Livro das Maravilhas, e Calvino expõe-no com musicalidade e distinção. 

As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta

Capa do livro As Luzes de Leonor

Esta obra de Maria Teresa Horta, vencedora do Prémio D. Dinis em 2011, é um romance que acompanha a vida apaixonante e intrigante de Leonor Almeida Portugal, conhecida como Marquesa de Alorna, uma das mais distintas poetisas portuguesas e uma figura incontornável do seu tempo. Neta dos Marqueses de Távora, é aprisionada muito nova depois do julgamento e execução da sua família, um início marcante para uma mulher escritora que deslumbrará as mentes iluministas portuguesas e abrirá portas para o Romantismo.

Mulherzinhas, de Louisa May Alcott

Recentemente adaptado ao cinema por Greta Gerwig, inspira-se na vida da autora, Louisa May Alcott. Publicado em 1868, apresenta-nos o quotidiano de quatro irmãs, durante a Guerra Civil Americana, entre 1861 e 1865. É um romance sobre a vida familiar, a infância, mas também sobre os sonhos e a perseverança.

Emma de Jane AustenCapa do Livro Emma de Jane Austen

A mais longa das obras da autora, é também uma das mais mordazes. Já não sendo um dos primeiros romances de Austen, há uma coragem e um à vontade com a escrita que leva a autora a atingir, nesta narrativa, novos níveis de ironia e comédia. Talvez um dos seus romances mais engraçados, Emma é protagonizado pela mais complicada das suas personagens, uma snobe, esperta e rica menina aristocrática decidida a encontrar o par ideal para a sua nova amiga Harriet. Um retrato fabuloso do período Regencial britânico, da vida em sociedade fora de Londres, e das suas complicadas regras sociais e de cortejar.

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

Inexplicavelmente, um homem fica cego durante a sua rotina habitual e essa cegueira alastra-se a toda a gente. A população é colocada em quarentena e obrigada a lidar com sentimentos como o poder, a obediência ou a ganância. Uma obra que pretende retratar as reações do ser humano às suas necessidades, incapacidades, à impotência, ao desprezo e ao abandono.

Livro, de José Luis Peixoto Livros de José Luís Peixoto

É um livro, para ler. Nesta obra, José Luís Peixoto viaja entre uma vila portuguesa e Paris – perfeito para quem precisa de descobrir novos lugares, não tendo de sequer sair do sofá. Através do miúdo Ilídio, explora uma realidade vivida pelos portugueses na segunda metade do século XX – a emigração. (Este livro não está disponível em e-book).

Nome de Código: Leoparda, de Ken Follett

Este ou qualquer outro suspense do autor que tenhas nas prateleiras da tua estante de livros é uma boa sugestão para uma quarentena literária. Ken Follett explana os acontecimentos dos últimos momentos da Segunda Guerra Mundial a partir de trinta mulheres enviadas para França, quando destacadas pelas operações especiais.

O Amor nos Tempos de CóleraO Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel García Marquez

Vence o Nobel da Literatura e é considerado por muitos a obra prima de García Marquez. O Amor nos Tempos de Cólera foi publicado em 1985, mas passa-se na América Latina do século XIX. Conta a história de amor entre Fermina e Florentino, que passam quase 52 anos apaixonados através de cartas de amor. O romance é exemplar no que toca ao realismo fantástico de García Marquez, com elementos folclóricos e inesperados. 

O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Com Nova Iorque como pano de fundo, a história de Jay Gatsby e Daisy decorre durante o verão de 1922. Nick Carraway, vizinho de Jay, narra-nos os factos e vai contando os esforços de Gatsby para reconquistar Daisy após o fim da Guerra, já que a amada casou com um milionário.

O Retrato de Dorian Gray, de Oscar WildeThe Picture of Dorian Gray

Este trata-se do único romance de Oscar Wilde e sofreu duras críticas, e até censura, aquando da sua escrita e publicação, em 1890. A obra conta a história de Dorian Gray, um aristocrata que fica obcecado com a sua própria beleza e decide viver apenas perseguindo os prazeres imediatos da vida. O romance faz-nos refletir acerca do hedonismo, uma teoria filosófica segundo a qual o prazer é o bem supremo da vida, mas também acerca do egoísmo, da vaidade e do desejo.

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Possivelmente o romance mais famoso da autora, a obra conta a história de Elizabeth Bennet, a segunda de cinco irmãs, e retrata os problemas da sociedade aristocrática do início do século XIX, em Londres. Quando Mr. Darcy chega à cidade, a relação entre os dois vai caracterizar-se pela atração e preconceito: um misto de sentimentos que provam que os opostos de atraem.

Lê também QUARENTENA NO SOFÁ: FILMES E SÉRIES PARA VER EM STREAMING

Escolhas de: Ana Silva, Carolina Correia, Mariana Nunes e Matilde Costa Alves.

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
Os Sopranos HBO
HBO dá 500 horas de programação gratuitas