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“A Peça Que Dá Para o Torto” é de rir às gargalhadas

A Peça Que Dá Para o Torto estreou dia 12 de fevereiro no Auditório dos Oceanos do Casino de Lisboa, onde fica em cena até ao final de abril. Com casa cheia desde a estreia, o Espalha-Factos foi assistir à peça e diz-te por que não vais querer perder esta comédia.

The Play That Goes Wrong chegou a Portugal

A Peça Que Dá Para o Torto é uma peça britânica, estreada em 2012 no West End, escrita por Henry Lewis, Jonathan Sayer e Henry Shields. Após vencer vários prémios no Reino Unido, como o Olivier para Melhor Nova Comédia, o Broadway World Inglaterra para Melhor Novo Espectáculo de Teatro e o WhatsOnStage para Melhor Nova Comédia, abriu também na Broadway em 2017, onde ganhou um Tony para Melhor Cenografia. Com produções um pouco por todo o mundo, chega agora a Portugal pelas mãos de Frederico Corado, encenador desta versão portuguesa produzida pela UAU, com texto original traduzido e adaptado por Nuno Markl.

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A produção portuguesa trata-se de um replica show, em que o texto, cenário, e tudo o resto é igual ao espetáculo original britânico – exceto, claro, o elenco, e um ou outro aspeto que terá sido adaptado ao público português. Por isso, Hannah Sharkey, encenadora do original em Londres, esteve cinco semanas em Portugal a ensaiar com o elenco português. E que elenco este, composto por Alexandre Carvalho (Telmo, o operador de luz e som), Cristóvão Campos (Carlos, que interpreta o Insp. Carter), Igor Regalla (Dinis, que é Perkins), Inês Castel-Branco (Sandra, que é Florence Colleymoore), Joana Pais de Brito (Anita, diretora de palco), Miguel Thiré (Roberto, que interpreta Thomas Colleymoore), Telmo Mendes (João, que é o falecido Charles Havisham) e Telmo Ramalho (Max, que tem os papéis de Cecil Havisham e de jardineiro), com os substitutos João Veloso, Rita Silvestre e Valter Teixeira sempre a postos caso seja necessário.

Vais chorar… de tanto rir

Uma parte essencial deste peça é o seu mistério. Por isso, tudo o que precisas de saber é que neste espetáculo vais assistir à estreia da nova produção de uma companhia de teatro amadora intitulada Crime na Mansão Haversham, um mistério criminal passado nos anos 1920, no qual Charles Haversham morre na sua mansão e um inspetor, Carter, é chamado para investigar. Mas nesta estreia nada corre como planeado. Imersiva e interativa, dado o caráter da peça, ela começa ainda antes da cortina subir.

A comédia lembra Monty Python e o humor físico tipicamente britânico que não estranhamos, seja pelo nosso contacto com essas referências, ou pela sua universalidade. Engraçado do início ao fim, com um crescendo apoteótico que chega a um final mirabolante, surpreende pela sua fisicalidade, que mais que engraçada, chega a ser perigosa. Trata-se de uma coreografia muito bem ensaiada, de muita prática, e de uma peça que, por ser uma réplica, já se trata de uma máquina bem oleada e focada em fazer rir e surpreender o público.

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O elenco funciona muito bem, especialmente como conjunto. As melhores cenas serão talvez quando todos se encontram no mesmo espaço – pois nesta peça quanto mais caos, melhor. As personagens de Joana Pais de Brito, Telmo Ramalho e Alexandre Carvalho encantam o público, Miguel Thiré e Igor Regalla estão impecáveis, e Inês Castel-Branco domina o palco e surpreende com o esforço físico que o seu papel requer, assim como Telmo Mendes. Cada ator tem uma cena que o faz brilhar, e cada detalhe foi pensado ao pormenor, dos adereços às pequenas informações deixadas no início que, depois, informam as cenas mais tarde.

Quando sabemos do esforço físico desta peça surpreende ainda mais a sua duração: duas horas de espetáculo (mais intervalo). Dividido em dois atos, é uma maratona incansável de risos que passa a correr e que te vai deixar com uma dor de barriga de tanto rir.

Até ao final de abril

A Peça Que Dá para o Torto está no Auditório dos Oceanos, no Casino de Lisboa, até final de abril. Depois, o espetáculo vai ao Porto, onde estará de 9 a 11 de julho. Com casa cheia quase todos os dias, é possível assisti-la de quarta a domingo, às 21h30.

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