Kady no Festival da Canção 2020
Kady interpretou a poderosa canção 'Diz Só' (Forografia: RTP)

Festival da Canção 2020: Uma 2.ª semifinal mais fraca mas cheia de surpresas

A segunda semifinal do Festival da Canção viu apurados os últimos quatro finalistas do concurso da RTP. A Elisa, Filipe Sambado, Throes + The Shine e Bárbara Tinoco juntaram-se Jimmy P, Tomás Luzia, Elisa Rodrigues e Kady. A noite ficou marcada por várias surpresas, tanto boas como más…

Este sábado (29) mostrou-nos como às vezes o Festival da Canção consegue surpreender-nos, ao apurar canções para a final que podiam muito bem ter ficado por ali. Foi o caso de ‘Mais Real Que O Amor’, composta por Pedro Jóia e interpretada por Tomás Luzia.

A canção é pouco inovadora e relembra-nos edições do Festival anteriores às mudanças que tanto lhe fizeram bem. Apesar de Tomás Luzia nos cativar com o seu sorriso e boa prestação vocal, é a canção que é fraca. Não nos podemos deixar iludir: ‘Mais Real Que O Amor’ não tem qualquer potencial eurovisivo, nem traz nada de novo ao certame.

Outra surpresa foi a canção ‘Quero-te Abraçar’ de Cláudio Frank, vencedor do programa Masterclass da Antena 1 – não sabemos bem como chegou até ao Festival. Se a própria canção já não era memorável, a atuação certamente deixou-nos com a certeza de que era muito fraca. Cláudio Frank teve falhas na voz e os seus bailarinos não acrescentaram nada à olvidável atuação.

Por outro lado, Jimmy P surpreendeu-nos pela positiva. Com um coro gospel e planos bem pensados, a sua atuação foi digna tanto de um espetáculo televisivo, como de um grande palco. A atuação foi poderosa e digna de passar à final em Elvas, onde terá grandes hipóteses de vencer.

A fantástica atuação mereceu-lhe o lugar na final, e não a sua popularidade como tememos sempre com artistas mais conhecidos do público. Vale a pena recordar:

Um Festival com mais diversidade?

Esta edição do Festival da Canção teve apenas duas compositoras mulheres: Elisa Rodrigues e Marta Carvalho (além das bandas Dubio e MEERA, que incluem tanto homens como mulheres). Capicua elogiava ontem como o Festival se tem tornado cada vez mais feminista. Será verdade?

Não conseguimos deixar de pensar se esta tentativa por incluir tantos géneros musicais não acaba por tirar espaço às boas autoras, e autores, preenchendo cada caixinha da musicalidade com canções medíocres. Realmente, é bom e já há muito tempo que faltava ter diversidade musical no Festival. No entanto, a RTP não precisa de tentar trazer uma canção de cada género que existe, se isso significa ter músicas como a de Cláudio Frank ou Pedro Jóia.

Ainda assim, a canção que mais refletiu a força feminina e a importância de trazer estes temas ao Festival foi ‘Diz Só’, interpretada por Kady e composta por Dino D’Santiago. Vale a pena prestar atenção à letra desta canção que nos mostra como o Festival pode também ser um lugar onde damos voz a novas pessoas e novos assuntos. A força da letra, juntamente com o ritmo da música que nos pede para dançar, e a belíssima voz de Kady valeram-lhe assim o lugar na final – e muito bem.

Por último, Elisa Rodrigues encantou-nos com a sua belíssima voz e melodias da canção Não Voltes Mais’. Uma canção suave com uma atuação mais tradicional, mas que podia ser melhorada em palco na final. Continua a ter força, pois fica no ouvido, e Elisa Rodrigues não nos desilude ao vivo. No entanto, não será das favoritas a vencer.

Dubio e +351, que chegaram ao Festival por submissão livre de canções do público, acabaram por não se classificar. Apesar da originalidade do tema, a atuação em palco não esteve conforme. Ainda assim, a RTP deveria mesmo considerar incluir mais canções submetidas pelo público no Festival.

A final do Festival da Canção acontece no próximo sábado, 7 de março, em Elvas.

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