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Festival da Canção 2020: Conhece as vozes da segunda semifinal

A segunda semifinal do Festival da Canção 2020 vai para o ar este sábado (29), em direto a partir dos estúdios da RTP. Na segunda e última eliminatória do certame, mais oito concorrentes lutam por um lugar na final em Elvas, que vai decidir o representante de português na Eurovisão, em maio.

Alguns dos artistas que vão interpretar os temas a concurso já são conhecidos do público. No entanto, nem todos têm este reconhecimento. Quem são os rostos que podem vir a representar Portugal no maior certame de música do mundo?

O Espalha-Factos dá-te a conhecer a história por trás das vozes da segunda semifinal do Festival da Canção.

1. ‘Cegueira’ – Dubio feat. +351 

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O duo Dubio é formado por Rui Gira e Pedro Azevedo. Aos 23 e 22 anos, respetivamente, estudam ambos no Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto. Desde os 14 que produzem música eletrónica e, desde que se conheceram na Escola Secundária de Fafe, em 2014, começaram a produzir juntos.

Trabalham juntos há vários anos no duo de DJs e produtores Noise Kingdom. Ao mesmo tempo, são a formação de Dubio, projeto musical mais voltado para a sonoridade pop alternativa. Além dos dois projetos musicais, são fundadores e donos da Knightfall Records, editora discográfica para novos talentos.

Em palco com os Dubio estará o trio +351. A banda é formada por Duarte Teixeira (irmão de Rui Gira, dos Dubio), Hugo Azevedo e Margarida Almeida, todos eles com idades entre os 19 e os 20 anos. Estudantes na Universidade do Porto, os três são vocalistas neste novo projeto musical.

No palco do Festival da Canção, os +351 dão voz a ‘Cegueira’, num instrumental composto pelos Dubio. A colaboração foi vencedora do concurso de livre submissão realizado pela RTP.

2. ‘Dói-me o País’ – Luiz Caracol e Gus Liberdade 

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Luiz Caracol é músico, autor e cantor. A sua obra musical é um híbrido de influências entre os sons de Lisboa, onde vive, com a cultura dos países de língua portuguesa. Tem dois álbuns de estúdio editados, de 2013 e 2017, onde conta com participações de nomes como Sara Tavares, Mia Couto, Aline Frazão ou José Luís Peixoto. Atualmente, está a preparar o seu próximo disco a solo, intitulado só.tão, a editar em 2020. 

​Já Gus Liberdade é o nome artístico de Gustavo Almeida. Nascido em Lisboa, desde cedo teve uma inclinação para as artes, com principal foco na música, cinema e literatura. Em 2006 e 2007, foi concorrente nos Festivais Júnior da Canção da RTP. A partir daí, começou a trabalhar como músico e compositor, lançando o primeiro disco em 2009. Além da carreira como músico, escreve e produz para outros artistas e é sonoplasta em curtas-metragens e peças de teatro. 

Este sábado interpretam em duo o tema composto por António Avelar de Pinho, ‘Dói-me o País’.

3. ‘Cubismo Enviesado’ – Judas 

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Nascido em Luanda, Judas mudou-se para Portugal em 1997, com sete anos. Aos 13, descobriu a vocação para a dança, depois de ver um musical ao vivo. Acaba por entrar para uma companhia de dança e, anos depois, já com 19, começou a estudar teatro na Escola Secundária de Albufeira.

Mudou-se para Lisboa depois do curso, para tentar começar uma carreira artística. Começou por participar em campanhas de moda e de publicidade para televisão, sempre com a música em segundo plano. Começa a gravar temas no estúdio de um familiar, que acaba por dar origem a Primogénito, EP de 2018; no ano passado, lançou o single ‘Levantem Do Chão’.

No Festival da Canção, foi convidado por Hélio Morais a interpretar Cubismo Enviesado’.

4. ‘Diz Só’ – Kady 

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Kady Araújo nasceu e cresceu na cidade da Praia, Ilha de Santiago, em Cabo Verde. É filha da cantora Teresinha Araújo e sobrinha neta de Lilly Tchiumba, que participou em 1969 no Festival da Canção com o tema Flor Bailarina. Por essa razão, cresceu ao lado de figuras relevantes da música tradicional cabo-verdiana, como Tété Alhinho ou Mário Lúcio. 

A estreia de Kady na música deu-se ainda cedo, ao longo da adolescência. Depois de vencer várias competições para jovens músicos, integrou vários projetos, entre os quais a banda Os Blende. Já adulta, decide profissionalizar-se na área ao estudar em escolas como a Universidade de Weslyan (Connecticut) e no Berklee College of Music (Boston), ambas nos Estados Unidos.

Em 2015, edita o seu primeiro álbum a solo, Kaminho, altura em que decide fazer de Lisboa a cidade-base da sua carreira artística. O último single da cantora é Conbersu Sério’, de 2017. Em 2020, 50 anos depois da participação da sua tia, interpreta Diz Só’, composição de Dino D’Santiago.

LÊ TAMBÉM: EUROVISÃO 2020. EM PORTUGAL COMEÇÁMOS AGORA A ESCOLHER, E NOS OUTROS PAÍSES?

5. ‘Não Voltes Mais’ – Elisa Rodrigues 

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Elisa Rodrigues nasceu em 1986, em Cascais. Apesar de ter estudado na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, é na música jazz e no canto que estão as suas principais paixões. Foi essa a razão que a a levou, além dos coros da escola, a ingressar no Coro Pequenos Cantores do Estoril e, mais tarde, no Coro dos Salesianos do Estoril, tendo participado em concertos e competições nacionais e internacionais.

Em 2003, começa a estudar na Escola de Música Michel Giacometti, onde teve aulas de guitarra e combo; em 2007, ingressou na banda de jazz ELLE.

A discografia de Elisa Rodrigues tem fortes ligações com anteriores participantes do Festival da CançãoHeart Mouth Dialogues, o primeiro trabalho de 2011, foi gravado com Júlio Resende, pianista de Salvador Sobral. Em 2013 grava um disco com uma banda inglesa e, em 2018, surge o primeiro disco solo: As Blue As Red, com produção de Luísa Sobral, onde Elisa compõe a maioria das faixas.

Em 2017, quase participou no Festival da Canção. Elisa Rodrigues seria a intérprete de ‘Se O Tempo Não Falasse’, de Noiserv, tendo sido substituída por Inês Sousa no decorrer de um acidente de viação. Agora estreia-se na competição com ‘Não Voltes Mais’, uma composição própria.

6. ‘Quero-te Abraçar’ – Cláudio Frank 

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Cláudio Frank, nome artístico de Cláudio Francisco António, tem 32 anos e nasceu em Luanda. A sua família já tinha ligações à música e, ainda em Angola, começa a compor as suas próprias canções.

Mudou-se para Portugal há 12 anos e viu no programa Masterclass, da Antena 1, uma oportunidade para seguir o sonho de uma carreira musical. A edição de 2020 do Festival da Canção acolhe um dos artistas escolhidos por este programa, distinção atribuída a Frank.

No Festival da Canção, compõe e interpreta ‘Quero-te Abraçar’.

7. ‘Mais Real Que O Amor’ – Tomás Luzia 

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Nascido em 2002, Tomás Luzia vive na Amadora com a sua família. É filho de Fernando Araújo, mais conhecido como Yami Aloelela, que participou no Festival da Canção em 1992 com o grupo Safari. Atualmente dedica-se aos estudos, estando a terminar o ensino secundário na área das ciências e integra o grupo de teatro da sua escola.

A música sempre esteve presente na sua vida. Há oito anos, ingressou na Escola de Música da Nossa Senhora do Cabo, onde, até 2017, teve formação musical e aprendeu a tocar saxofone.

No Festival, interpreta Mais Real Que o Amor’, composição de Pedro Jóia.

8. ‘Abensonhado’ – Jimmy P 

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A carreira de Jimmy P é extensa — em fevereiro, celebrou 10 anos em atividade. Este é o alter-ego de Joel Plácido, nascido no Barreiro. Filho de pais angolanos, tem uma forte ligação com o país e também com cidades como Paris ou o Porto, onde vive atualmente.

Regressado de França aos 16 anos, fixa-se no Porto, cidade onde já tinha vivido durante a sua infância. É aqui que se inicia a sua carreira na música, influenciada pelo gosto pelo rap que adquiriu na capital francesa. Começa a escrever as primeiras letras como Supremo G e, mais tarde, matura as suas raízes musicais para o aparecimento de Jimmy P como artista solo.

Em 2013, surge o seu primeiro disco a solo, #1, ao qual se sucederam Fvmily F1rst, Essência e a mixtape Alcateia. Todos estes trabalhos, assim como as inúmeras colaborações com outros artistas, contribuíram para que, atualmente, seja um dos artistas independentes mais escutados em Portugal.

Em 2020, edita o terceiro disco completo, Abensonhado, nome da canção que compôs e interpreta na segunda semifinal do Festival da Canção.

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A segunda semifinal do Festival da Canção 2020 vai para o ar no dia 29 de fevereiro, em direto a partir do Estúdio 1 da RTP. Já a Grande Final, que este ano decorre em Elvas, está marcada para o dia 7 de março.

Depois da vitória de Conan Osíris com ‘Telemóveis’ em 2019, que não passou das semifinais da Eurovisão, inicia-se a busca pelo novo representante de Portugal no certame europeu. Depois da seleção nacional portuguesa em março, o Festival Eurovisão da Canção decorre a 12, 14 e 16 de maio em Roterdão, nos Países Baixos

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