Filipe Sambado
Divulgação

Festival da Canção 2020: Quem são as vozes da primeira semifinal?

A primeira semifinal do Festival da Canção 2020 vai para o ar este sábado (22), em direto a partir dos estúdios da RTP. Na primeira eliminatória do certame, oito concorrentes lutam por um lugar na final em Elvas, que vai decidir o representante de português na Eurovisão, em maio.

Alguns dos artistas que vão interpretar os temas a concurso já são conhecidos do público. No entanto, nem todos têm este reconhecimento. Quem são os rostos que podem vir a representar Portugal no maior certame de música do mundo?

Espalha-Factos dá-te a conhecer a história por trás das vozes da primeira semifinal do Festival da Canção.

1. ‘Copo de Gin’ – MEERA

Festival da Canção
Fotografia: Pedro Ribeiro via Facebook MEERA

O trio eletrónico MEERA, iniciado em 2018, é responsável por fazer as honras do Festival da Canção em 2020. Cecília Costa (vocalista e baterista) e Jonny Abbey (ou João Abrantes, músico e produtor) conheceram-se há alguns anos, ambos membros de uma banda que partia então em digressão mundial.

Depois de aventuras em cidades como Xangai, o duo de amigos regressou ao Porto. Numa festa, por mero acaso, conheceram o produtor Goldmatique — ou Leonardo Pinto, o seu nome verdadeiro — e descobriram que tinham em comum, além de amigos, uma particular visão musical. O grupo começou a encontrar-se regularmente para compor e produzir música.

O primeiro trabalho discográfico é o EP de 2019 Think Straight, onde reúnem canções que exploram temáticas ligadas à intimidade humana e à libertação sexual, normalmente cantadas em inglês, e já passaram por palcos como o do festival de verão Super Bock, Super Rock. No Festival, apresentam ‘Copo de Gin’ em bom português, tema composto e interpretado pelo próprio trio.

A popularidade repentina já garantiu a Bárbara Tinoco uma legião de fãs e o lugar nos palcos nacionais. Em 2019, além de ter atuado por todo o país, abriu os concertos da tour de aniversário de João Só e, em novembro, deu o seu primeiro grande concerto em nome próprio no Capitólio, em Lisboa. Em março deste ano, repete o feito; desta feita na Casa da Música, no Porto. Em junho, atua no palco secundário do Rock In Rio Lisboa.

Foi ainda convidada pela Antena 1 para participar no álbum de homenagem a Amália Rodrigues, ‘Com Que Voz, Uma Canção Para Amália’, onde interpreta uma nova versão de ‘Barco Negro’. Atualmente, está nomeada aos Play – Prémios da Música Portuguesa na categoria de Artista Revelação.

No Festival da Canção, foi convidada por Tiago Nacarato a interpretar Passe-Partout.

5. ‘Rebellion’ – Blasted Mechanism

Festival da Canção
Fotografia: RTP

Já bastante conhecidos no panorama musical português, os Blasted Mechanism surgem em 1995 e editam discos desde 1997 (data de um EP de apresentação); em 1999, lançam o álbum de estreia, Plasma. A ideia para o grupo surge por Karkov (ex-vocalista) e Valdjiu (kalachakra, bambuleco e guitarras), este último ainda parte da formação atual. A ele juntam-se Ary (baixo), Guitshu (voz, teclados), Fred Stone (bateria) e, desde 2009, Riic Wolf (voz).

Os temas, pautados em notas de rock alternativo, pretendem ser puramente diferentes de tudo o resto que se faz em Portugal — é essa a intenção, desde o início. Na sua discografia, com nove álbuns editados, apresentam sonoridades de fusão de estilos musicais de todo o mundo, incluindo elementos tipicamente portugueses.

Assumindo diversas mutações artísticas ao longo de mais de duas décadas de carreira, os Blasted foram nomeados e receberam vários prémios: em 2003, 2005 e 2007 foram nomeados para Best Portuguese Act nos MTV European Music Awards (EMA) e, em 2006, ganham o Globo de Ouro para Melhor Banda Portuguesa. No Festival da Canção, compõem e interpretam ‘Rebellion’.

6. ‘Medo de Sentir’ – Elisa

Festival da Canção
Fotografia: DR via RTP

Natural da ilha da Madeira, Elisa Silva é uma das mais jovens intérpretes desta edição do Festival. Mesmo tendo apenas 20 anos, a sua relação com a música já vem de longa data; de pequena, lembra-se de ouvir bandas e artistas clássicos com o pai e desenvolveu um interesse especial pela música das décadas de 60, 70 e 80.

Começou a cantar aos sete e, aos 13, começou a participar em festivais e eventos pela ilha, assim como em espetáculos de música transmitidos na RTP Madeira. Aos 17 anos, depois de tentar a sorte no programa de talentos Ídolos, da SIC, dois anos antes (não tendo passado do casting), ingressou num curso de jazz no Conservatório da Madeira.

Após perceber que é este o estilo musical que mais lhe interessa, sai do arquipélago em 2018 rumo à capital, onde estuda atualmente na Escola Superior de Música de Lisboa.

Enquanto estuda, compõe temas originais em preparação do lançamento da sua carreira a solo. A popularidade de Elisa está a crescer com a participação no Festival da Canção e já lhe valeu um contrato discográfico com a Warner Music Portugal. No sábado, interpreta ‘Medo de Sentir’, tema composto por Marta Carvalho.

7. ‘Agora’ – JJaZZ

JJaZZ
Fotografia: J. Silveira via RTP

O duo JJaZZ, convidado por Rui Pregal da Cunha, é composto por dois jovens nomes na música portuguesa.

O primeiro J do nome do grupo pertence a Joana Morais. Desde cedo que manifesta gosto pela música, com a participação em grupos corais nos colégios que frequentou. A sua formação em canto foi complementada com aulas com professores particulares: a cantora Lia Altavilla e o professor António Ramos, tendo desenvolvido com este último as bases do canto lírico. Em 2008, interpretou um tema com Pedro Abrunhosa, depois de ganhar um concurso da rádio RFM.

Já o último Z é de Zeca Pregal da Cunha — filho do compositor. Natural de Lisboa, tem apenas 18 anos e ainda está a descobrir as suas bases artísticas. Estudou guitarra clássica e sax alto na Academia de Amadores de Música e, atualmente, dedica-se ao seu percurso escolar em escolas internacionais.

Na primeira semifinal do Festival da Canção, o duo interpreta ‘Agora’, tema composto por Pregal da Cunha.

8. ‘Movimento’ – Throes + The Shine

Throes + The Shine
Fotografia: Nash Does Work

A banda Throes + The Shine nasceu em 2011, na cidade do Porto. O trio, composto atualmente por Igor Domingues (bateria e percussão), Marco Castro (guitarra, sintetizadores e sampling) e Mob (voz), caracteriza-se como “um universo onde géneros e influências díspares coexistem em uma harmonia selvagem“.

O grupo, comunhão entre Portugal e Angola, aperesenta uma obra musical híbrida, entre o kuduro, texturas eletrónicas e elementos dos universo rock. Rockduro, de 2012, Mambos de Outros Tipos, de 2014 e Wanga, de 2016, são os três primeiros registos da banda, lançados através de editoras independentes. Em 2019, editam Enza, o primeiro disco elaborado pelo atual alinhamento de Throes + The Shine.

O sucesso da banda extrapola as fronteiras portuguesas e já atuaram em Espanha, França, Suíça, Polónia e até no Brasil. Saltam, também, para o palco do Festival, onde interpretam ‘Movimento’, tema composto pelos próprios.

Lê também: Conhece a ordem de atuação nas semifinais do Festival da Canção 2020

A primeira semifinal do Festival da Canção 2020 vai para o ar no dia 22 de fevereiro, em direto a partir do Estúdio 1 da RTP; a segunda tem lugar no dia 29. Já a Grande Final, que este ano decorre em Elvas, está marcada para o dia 7 de março.

Depois da vitória de Conan Osíris com ‘Telemóveis’ em 2019, que não passou das semifinais da Eurovisão, inicia-se a busca pelo novo representante de Portugal no certame europeu. Depois da seleção nacional portuguesa em março, o Festival Eurovisão da Canção decorre a 12, 14 e 16 de maio em Roterdão, nos Países Baixos.

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