Titanic foi o filme que venceu mais Óscares

Retrospetiva Óscares: Os 5 filmes mais premiados da história da Academia

A 92.ª edição dos Óscares está mesmo ao virar da esquina, depois de um ano imensamente frutífero no que toca a produção cinematográfica – Bong Joon-ho presenteou-nos com a fantástica sátira social ParasitasMartin Scorsese o épico The Irishman, mas é o filme de Todd Phillips, Joker que lidera a tabela com onze nomeações, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator Principal e Melhor Realização.

Não temos certezas sobre quem vai levar mais prémios, mas relembramos aqui os cinco filmes mais premiados da história dos Óscares.

5. O Paciente Inglês, 1996

A adaptação do livro O Paciente Inglês, de Michael Ondaatje foi o grande vencedor da 69.ª edição dos Óscares: ganhou a nove das doze categorias a que foi nomeado, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz Secundária (Binoche) e Melhor Realizador (Minghella).

Contando com atuações de estrelas como Ralph Fiennes, Juliette Binoche, Willem Dafoe e Kristin Scott Thomas, o drama realizado por Anthony Minghell competiu, na categoria de Melhor Filme, com Fargorealizado pelos irmãos Cohen, Jerry Maguire, de Cameron Crowee protagonizado por uma das figuras mais queridas de Hollywood, Tom Cruise, Shine – Simplesmente Genial, do australiano Scott Hicks e Segredos e Mentiras, realizado por Mike Leigh.

Depois do drama-fantasia Um Romance de Outro Mundo, Minghella muda completamente o registo com O Paciente Inglês, um drama passado durante a Segunda Guerra Mundial onde a personagem principal, o húngaro Conde Laszlo de Almásy (Ralph Fiennes) vai recuperando a memória e narrando a história do seu romance. Por este papel, Fiennes foi nomeado para Melhor Ator Principal, mas perdeu para Geoffrey Rush, o protagonista de  Shine – Simplesmente Genial

Lê também: ÓSCARES 2020: ‘JOKER’ E ‘THE IRISHMAN’ À FRENTE NAS NOMEAÇÕES
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Ralph Fiennes e Kristin Scott Thomas em O Paciente Inglês (1996) | Fonte: IMDB

4. West Side Story – Amor Sem Barreiras, 1961

Recuamos cerca de 30 anos para falar do musical mais premiado da História dos Óscares, West Side Story — Amor Sem Barreiras, uma adaptação do musical homónimo da Broadway de 1957 que, por sua vez, é baseada na famosa peça de William Shakespeare, Romeu e Julieta. Em vez das famílias Capulet e Montague, temos dois gangues rivais: o americano Jets, liderado por Riff (Russ Tamblyn), e o porto-riquenho Sharks liderado por Bernardo (George Chakiris).  Apesar da rivalidade, o amor floresce entre Maria (Natalie Wood) e Tony (Richard Beymer), que nutrem o romance em segredo.

West Side Story – Amor Sem Barreiras ganhou nove de onze Óscares a que foi nomeado. Jerome Robbins e Robert Wise (que realizou a verão da Broadway) levaram para casa o troféu de Melhor Realizador, a Rita Moreno foi atribuído o prémio de Melhor Atriz Secundária, e a banda sonora foi distinguida com Melhor Banda Sonora Original. O filme foi o grande vencedor da noite, galardoado com o prémio de Melhor Filme, numa categoria onde estavam nomeados O Julgamento de Nuremberga, A Vida é Um JogoFannyOs Canhões de Navarone.

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“Ganhem, West Side Story!”, deseja o público à porta dos Óscares | Fonte: Sítio Oficial da Academia

3. Ben-Hur, 1959

O épico dramático Ben-Hur, um remake da adaptação do clássico literário Ben Hur — Um Conto Sobre O Cristo, foi o primeiro filme a ganhar onze Óscares, um número inédito na história dos Óscares em 1959. Realizado por William Wyler e protagonizado por Charlton Heston tem mantido a sua relevância décadas após a sua estreia, mantendo-se um dos épicos históricos mais conhecidos e adorados. A história do príncipe Juda Ben-Hur, contada sem artifícios tecnológicos ou efeitos especiais rendeu-lhe doze nomeações e onze vitórias na Academia, incluindo o Óscar de Melhor Filme, Melhor Ator Principal (Heston), Melhor Ator Secundário (Hugh Griffith), e prémios na área da realização, cinematografia, som, e edição. A única nomeação não correspondida foi a de Melhor Argumento Adaptado, que foi atribuído ao filme de Jack Clayton, Um Lugar na Alta Roda.

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Ben-Hur

2. O Senhor dos Anéis – O Regresso do Rei, 2003

O terceiro filme da saga O Senhor dos Anéis fez história na 75.ª Cerimónia dos Óscares ao ganhar todas as categorias a que foi nomeado: Melhor Filme, Melhor Realizador, atribuído a Peter Jackson, a grande mente por trás da adaptação dos livros de J. R. R Tolkien; Melhor Canção Original (‘Into the West’, interpretada por Annie Lennox), Melhor Banda Sonora Original (composta por Howard Shore), Melhor Argumento Adaptado e Melhores Efeitos Visuais, entre muitos outros.

Protagonizado por Elijah WoodViggo MortensenSean AstinIan McKellen Andy Serkis, foi responsável pelo revivalismo e rejuvenescimento do fandom que seguiu e segue fervorosamente o mundo fantástico elaborado por Tolkien, que sobrevive até hoje.

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Barrie M. Osborne, Peter Jackson e Fran Walsh na 76.ª Cerimónia dos Óscares | Fonte: Sítio Oficial da Academia

1. Titanic, 1997

Titanic, de James Cameron, tornou-se num clássico incontornável do cinema dos anos 1990, tornando Kate Winslet e Leonardo DiCaprio os novos queridinhos de Hollywood. O famoso crítico cinematográfico Roger Eberts cotou-o com 4/4 estrelas, quase um presságio para a grande vitória que obteve nos Óscares de 1998: de treze nomeações, ganhou doze, incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador (James Cameron), Melhor Guarda-Roupa, Melhor Atriz Principal (Winslet), Melhor Atriz Secundária (Gloria Stuart), e Melhor Cinematografia.

O filme narra a trágica viagem do RMS Titanic, agregando realidade e ficção através da analepse. Desde o início estamos cientes do fim inevitável da história, mas os elementos que a compõem, como o par romântico e as suas adversidades, o subplot e o realismo que caracteriza a última parte da trama foram alguns dos atributos que tornaram este filme no sucesso cinematográfico, que vemos repercutido na cultura pop até hoje.

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Leonardo DiCaprio e Kate Winslet em Titanic (1997)

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