Cats
Fonte: IMDB

‘Cats’ encerra o ano como o grande falhanço de bilheteira de 2019

Embora considerado um dos musicais mais bem-sucedidos de sempre, a adaptação cinematográfica de Cats tem vindo a receber reações muito negativas. Aparentemente, nem o elenco repleto de celebridades, como Taylor Swift e Idris Elba, ou a realização a cargo do vencedor de um Oscar, Tom Hooper, conseguem salvar o projeto.

Desde a estreia, o filme foi alvo de ridicularização nas redes sociais, bem como de análises críticas bastante afastadas do esperado. Tais pareceres refletiram-se nas receitas de bilheteira da película. Cats arrecadou apenas cerca de 34 milhões de euros nas primeiras duas semanas em grande ecrã.

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O escasso retorno concorre com despesas de produção na ordem dos 89 milhões de euros. Chega-se mesmo a temer perdas próximas dos 89 milhões, tendo em conta o avultado montante despendido em publicidade e distribuição (próximo do orçamento do próprio filme, de acordo com a Variety).

O caso peculiar de Cats

Uma estreia lenta a desembocar em sucesso não é inédito, especialmente na área dos musicais. A notória recuperação de The Greatest Showman (2017), que acabou por reivindicar 389 milhões de euros a nível mundial, prova a pouca importância dos primeiros números. Todavia, Cats torna-se um caso peculiar, quase destinado ao falhanço desde início.

A rejeição por parte do grande público começa face às primeiras imagens do filme. Afinal os Jellicles não funcionam assim tão bem quando imaginados pelo poder do CGI excessivo. O resultado reside numa bizarra mutação computorizada, que ninguém parecia ter vontade de ver.

De facto, Cats acabou por ser terminado à pressa para cumprir a data programada de estreia a 20 de dezembro nos Estados Unidos da América. A urgência em colocar a longa-metragem em exibição deixou passar alguns erros, como a mão humana com um anel de casamento, visível na personagem de Judy Dench.

O musical irá ser colocado nos cinemas em versão melhorada, na sequência do enorme prejuízo e ondas de indignação geradas. “Infelizmente, Cats é apenas um musical para ser apreciado de olhos fechados”, nas palavras de Miguel Santos para o Espalha-Factos. Uma coisa é certa: se a obra, nascida de uma compilação de poemas por T.S. Elliot, já fazia pouco sentido, seria difícil prever este desfecho.

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