Se todo o mundo é composto de mudança, troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança“, dizia José Mário Branco na canção. E em 2020, é altura de começarmos a mudança por nós.

O Espalha-Factos assinalou, em 2019, os primeiros 10 anos como projeto com presença online. Antes disso, parece que já foi há uma eternidade, existimos quatro anos apenas na rádio. E se em 2009 precisámos dar o salto para o online para chegar mais longe, em 2020 é hora de fazer novas escolhas para poder crescer.

Escolhemos o futuro. Durante o primeiro trimestre do novo ano vamos ter a alteração mais profunda dos últimos anos, e depois de um período que foi de expansão, crescimento e alargamento das temáticas, vamos agora recentrar prioridades.

O Espalha-Factos quer, em 2020, dar a conhecer mais histórias e ser a voz fiel de leitores que, interessados por cultura e entretenimento, são acima de tudo interessados em participar na construção de um mundo que é mais atento, mais informado e mais sensível aos outros.

Para podermos ser melhores, mais completos e mais focados, decidimos mudar a estrutura do site, que passará a ter apenas duas secções editoriais: Cinema e Televisão. Além destas duas secções, haverá um novo espaço, ao qual chamámos Fora do Ecrã, no qual vamos incluir reportagens, entrevistas e artigos aprofundados que sejam o reflexo da visão dos nossos redatores sobre o mundo em que vivem e que querem partilhar com os outros.

Esta alteração, que muitos podem considerar drástica, foi objeto de grande reflexão e debate interno. Áreas em que criámos grande tradição, como a Música, o Teatro ou a Dança, parecem ficar excluídas neste novo projeto. Não ficam. Porque todas as histórias e todos os olhares diferentes sobre o que acontece no mundo interessam-nos.

O Espalha-Factos tem sido, ao longo destes 14 anos, uma das casas em que mais se têm estimulado novos talentos na área do jornalismo e da comunicação. Não vamos estar com rodeios nem com falsas modéstias. É com orgulho que hoje vemos antigos colaboradores deste site a fazerem coisas boas, a fazerem a diferença no país e no mundo, não só a serem promessas do futuro, como líderes do presente.

Conquistámos este espaço a contar histórias à nossa maneira. A dar voz ao futuro, a mostrar outros protagonistas, a fazer o caminho difícil de escolher, pela nossa cabeça, aquelas que são as nossas prioridades, mesmo que isso nem sempre seja o mais cómodo.

Vamos falar de televisão, do que se faz em Portugal e no mundo, nestes que são os anos mais criativos e desafiantes da indústria. Vamos ver filmes, discutir e debater filmes, contar histórias acerca desses filmes. Não vamos falar da vida de quem faz televisão ou de quem faz filmes, a não ser que isso tenha impacto direto naquilo que vemos e amamos, o bom cinema e a boa televisão.

Em 2020, voltamos a fazer escolhas. Porque não se deixa marca com o aceno titubeante do nim, nem se assina o nome em parte alguma com meias-tintas. Vamos dar grande plano às histórias. As nossas e as tuas.