Variações
Fotografia: Divulgação

2019: Recordista ‘Variações’ é o filme nacional do ano

Variações é o filme nacional de 2019 para o Espalha-Factos. O biopic bateu recordes nas salas de cinema, mas também saltou para fora do grande ecrã.

O final do ano impõe decisões importantes a tomar. Qual a personalidade do ano? Quem deu cartas na música? Que filme superou todas as expectativas? As perguntas são mais que muitas mas, para a equipa do Espalha-Factos, a categoria de Filme Nacional do Ano foi de fácil decisão.

O cinema começa, a passo e passo, a reconhecer nomes ímpares da música a nível global. Bohemian Rhapsody, que retrata o vocalista dos Queen, Freddie Mercury, deu o mote para todo um conjunto de filmes que colocam a música e os artistas no centro da tela. Em Portugal, esta tendência também foi seguida com a representação do maior nome da pop nacional, António Variações.

Realizado e produzido por João Maia, Variações dá conta dos principais aspetos da vida do pequeno rapaz de Fiscal que desde cedo percebeu que queria mais. As relações do cantor são retratadas ao longo de toda a película. Conhecemos a relação de proximidade com a mãe, a relação de adoração para com Amália Rodrigues e até a relação amorosa com Fernando Ataíde.

O jovem barbeiro emigrado em Amesterdão encontra em Luís Vitta um ponto de viragem para o que viria a ser uma carreira de sucesso. O jornalista da Renascença foi o responsável pela ascensão do cantor no mundo da música. A partir daí a evolução artística do cantor é visível, dos ensaios com a primeira banda à atuação na discoteca Trumps.

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Recriação do primeiro concerto de Variações na sua terra natal | Fonte: Divulgação

Com uma pontuação de 8/10, o Espalha-Factos considerou que “à semelhança de António, a magia do cinema espelha a fantasia no olhar do coletivo. A colisão que o filme proporciona destes dois imaginários parece, então, adequada à memória do eterno poeta, ainda tão relevante hoje, como há 35 anos atrás”.

Um sucesso de bilheteira

A 25 de agosto, um dia após a estreia, o Telejornal da RTP informava que Variações havia entrado nos cinemas portugueses a bater recordes. O filme protagonizado por Sérgio Praia levou 12.406 espectadores às salas nacionais apenas no dia de estreia. Este número subiu aos cerca de 50.000 nos três dias que se seguiram.

Nesse fim-de-semana, a longa-metragem tornou-se na mais vista, superando Era Uma Vez… em Hollywood, O Rei Leão e Assalto ao Poder. O feito não acontecia com uma produção portuguesa deste 2016 com A Canção de Lisboa que, mesmo assim, teve menos 35.000 espectadores que o filme de João Maia.

Menos de uma semana depois, Variações voltava a ser notícia desta vez por se ter tornado na obra cinematográfica portuguesa mais vista do ano, ultrapassando Snu, de Patrícia Sequeira e o documentário Tony, de Jorge Pelicano.

O sucesso de bilheteira foi notório e hoje o filme sobre António Variações é já o quinto mais visto em Portugal desde 2004. Segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual, cerca de 278.000 espectadores viram a película. Variações apenas é superado pelo Filme da Treta (278.956), 7 Pecados Rurais (324.148), O Crime do Padre Amaro (380.671) e o Pátio das Cantigas, que soma mais de 608.000 espectadores.

Variações
Fonte: Divulgação

Para lá do cinema

Talvez mais do que em vida, António Variações é hoje um dos artistas portugueses mais acarinhados do país e a recetividade do público português a Variações é prova disso. Mas ainda antes da exibição, a vida e obra do cantor era celebrada durante as Festas de Lisboa. Na homenagem, sob forma de um concerto nos Jardins de Belém, participaram Conan Osiris, Selma Uamusse e Ana Bacalhau.

A escassos dez dias da tão aguardada estreia, a Câmara Municipal de Amares atribuía um título póstumo ao antigo conterrâneo. A medalha municipal de mérito, de grau ouro, é justificada pelo “símbolo de liberdade, de criatividade e determinação” atribuído ao cantor. A instituição referiu também que “as letras de algumas das suas canções levam-nos a um imaginário afetuoso e vivo, de uma poética em que nos revemos”.

A banda do filme conseguiu levar Variações para lá das quatro paredes do cinema. Com a coordenação de Armando Teixeira, responsável pela nova roupagem que os temas de António apresentaram na tela, o conjunto oficial do filme contou com a voz de Sérgio Praia, David Santos no baixo e com Duarte Cabaça na bateria.

Juntos atuaram nos três dias do festival NOS Alive, esgotando sempre o recinto do EDP Fado Café. No mesmo espaço, mas num outro evento, a banda Variações atuou na Comic Con Portugal a 15 de setembro. No mês seguinte apresentaram-se no festival Trampolim Gerador, no Lumiar, em Lisboa.

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E como António é música, foram ainda disponibilizadas em todas as plataformas de streaming as 10 canções que compõem o filme. O CD, colocado também à venda nos locais habituais, conta ainda com um inédito que, depois de encontrado entre as antigas cassetes do artista, foi gravado para o filme. ‘Quero dar Nas Vistas’ é a última música no alinhamento.

Como se todo o sucesso não bastasse, a banda Variações foi ainda convidada a atuar na XXIV Gala dos Globos de Ouro. Além disso, foi o filme selecionado pela Academia Portuguesa de Cinema para representar Portugal na 62.ª edição dos prémios ibero-americanos Arial, a realizar-se no próximo ano no México.

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